1° SEMESTRE

FILOSOFIA (60h)

Prof. Dr. Bruno Albuquerque

PLANO DE ESTUDO

PLANO DE ENSINO

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AULA DE APRESENTAÇÃO

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LIVRO DO 1° SEMESTRE

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PDF (slides)

Aula de Apresentação

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Aula 1

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Aula 2

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Aula 3

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Aula 4

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Aula 5

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Aula revisional 1

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Aula 6

Aula 7

Aula 8

Aula 9

Aula 10

O QUE É FILOSOFIA?

CARACTERÍSTICAS DA FILOSOFIA

O que os maiores filósofos pensaram sobre a razão ?

Eles entenderam que a razão tem um limite

O que a filosofia vai lidar ?

Ética

Moral

Politica

GEOGRAFIA FILOSÓFICA

Imagens sobre a Geografia Filosófica

Link para acessar os Mapas

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EXPLICAÇÃO DO QUE É FILOSOFIA?

Importante

Video explicativo sobre o que é Filosofia

Link do vídeo aqui

Entendendo o que é Filisofia

Razão da existência humana

Conjunto das reflexões particulares que buscam entender a realidade, a partir da razão

Etimologia da palavra Filosofia

Philos (amor) Sophiía (sabedoria)

Significa amor do saber

QUANDO EU SEI QUE ESTOU FAZENDO FILOSOFIA?

Quais são os 3 momentos que sei que estou fazendo filosofia ?

1° Momento

Estranhamento

Em nós a primeira causa é o estranhamento, um incômodo com alguma situação

2° Momento

Questionamento

Fazemos perguntas de caráter Filosófico

3° Momento

Resposta ou reflexão

Damos reapostas filosóficas quando tentamos responder de forma racional

PERSPECTIVA CURRICULAR

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (CNE)

Tem 2 tipos de viés

Tem um Viés acadêmico

Viés pastoral

Senso crítico a luz da fé cristã

Reflexão crítica mediante a nossa fé

Capacidade de dialogar

Formação humana, crítica, etica e multidisciplinar

Formação humana, crítica, etica e multidisciplinar

PERSPECTIVA
EPISTÊMICA

Explicação sobre o que é perspectiva epistemológica

É a abordagem teórica que um pesquisador utiliza para investigar um tema

Nota complementar

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Explicação sobre o que é perspectiva epistemológica(Nota complementar)• Que se refere à epistemologia, à teoria do conhecimento, reflexão sobre a natureza, o conhecimento e suas relações entre o sujeito e o objeto; epistemológico.• Epistemologia é a teoria do conhecimento.• A perspectiva epistemológica é a abordagem teórica que um pesquisador utiliza para investigar um tema. Ela se baseia no estudo do conhecimento, ou seja, na epistemologia. • Estuda como o conhecimento é adquirido, o que o diferencia das crenças, e como se relaciona com o mundo.• Ocupa-se de problemas filosóficos que surgem na investigação científica.• Está relacionada com a construção e a prática da ciência.• Preocupa-se com o que a humanidade acredita, incluindo a verdade e tudo que é aceito como verídico.

Epistemológia no dicionário

Reflexão sobre a natureza, o conhecimento e suas relações entre o sujeito e o objeto

Teoria do conhecimento

Onde a filosofia e a teologia convesam ?

Conversam sobre o sentido da existência

O ato de filosofar é um ato de investigar, igual o teologo

Os primeiros teólogos eram filósofos

Exemplos

Santo Agostinho

São Tomas de Aquino

UNIDADE 1

ASPECTOS HISTÓRICOS PRELIMINARES

A1/A3

AS DIVERSAS ORIGENS HISTÓRICAS DA FILOSOFIA

Características das origens Históricas da Filosofia

Quando a Filosofia começou a ser praticada?

Já era praticada antes dos gregos, mas o termo vem do grego (origem do seu nome)

Eles não tinham a pretensão de serem universais (não era projeto deles)

Porque estudaremos ?

Por causa da sua importancia na Grécia

Existe alguém que possui o monopólio do saber ?

Não há monopólio do saber de ninguém e de nenhum país

Existe Certidão de nascimento da Filosofia ?

Não existe uma data, não tem como mapear isso

Se popularizou no Século 6 antes de Cristo, mas já existia antes deles (gregos)

A Coruja (animal) traz a ideia do conhecimento como símbolo da filosofia

Surgimento da Filosofia na Grécia

Se deu mais precisamente com a formação da pólis - Cidade-Estado grega

Nota explicativa

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Surgimento da Filosofia na Grécia(Nota complementar) • O surgimento da Filosofia se deu na Grécia, mais precisamente com a formação da pólis - Cidade-Estado grega. Lá, os cidadãos discutiam política em público, tentando chegar à melhor forma de organização da sociedade.• Isso motivava o uso do raciocínio, da reflexão e a chamada "atitude filosófica". Com o tempo, as pessoas não discutiam apenas política, mas se indagavam acerca de vários aspectos, o que levou ao crescimento da investigação.• Desta forma, a transição entre o pensamento mítico e o pensamento racional aconteceu de forma progressiva.• Os filósofos pré-socráticos buscaram nos elementos da natureza a resposta sobre as origens.

De onde vem a Filosofia ?

Como ela existiu ?

A Filosofia já existia antes do "milagre grego"

O que foi o milagre grego ?

Foi uma Teoria que defende que a filosofia surgiu na Grécia Antiga de forma espontânea

Nota complementar

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O que esta teoria defende ?(Nota complementar)• A teoria defende que a filosofia surgiu na Grécia Antiga de forma espontânea. • A teoria defende que a filosofia surgiu de um povo excepcional, os gregos, sem semelhante prévio ou futuro. • A teoria defende que a primeira manifestação filosófica foi na Grécia arcaica. 

Época

A teoria foi concebida no século XIX

É um fenômeno humano e universal

Quem inventou a Filosofia ?

É o mesmo que querer saber quem inventou a culinária.

Não tem como saber

Contribuição Egípcia

Os egípcios contribuíram muito e muito antes dos gregos

Quem começou segundo os livros ?

Começou com Tales de Mileto

Nações que deixaram um grande legado

Tanto no Egito e a Babilônia deixaram um legado para que os gregos aproveitassem

Pluriversalidade

O que é ?

Conceito filosófico que reconhece a existência de múltiplas filosofias, além das ocidentais

Principais Características

É uma forma de compreender a si mesmo, os outros e o mundo

Nota complementar

r

Principais características da Plurivesalidade(Nota complementar) • A pluriversalidade é uma resistência à ideia de que apenas uma filosofia é válida.• É um princípio que orienta a interação, o aprendizado e o ensino.• É uma forma de reconhecer a pluralidade do mundo, e de que outras filosofias existem e são válidas.

Origem do conceito

O conceito foi cunhado pelo filósofo sul-africano Mogobe Ramose

Importância da Plurivesalidade

É importante para a resistência à visão eurocêntrica da filosofia

Nota complementar

r

Importância da Plurivesalidade(Nota complementar) • A pluriversalidade é importante para a resistência à visão eurocêntrica da filosofia, que considera que apenas a filosofia grega é válida. • É também importante para a visibilidade de filosofias não eurocêntricas.

O empobrecimento histórico

Quando acontece ?

Qd pensamos que tudo se restringiu ao ocidente

Nota complementar

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Quando acontece o empobrecimento histórico? (Nota complementar)• Quando se dá mais importância a uma fase da evolução cultural do que a outras igualmente importantes, cria-se uma narrativa única e absolutizada sobre s fatos históricos, como no casodas origens do espírito filosófico, que não estão restritas apenas ao Ocidente.

Pitágoras e o Egito

Pitágoras bebeu do conhecimento que aprendeu no Egito

Os gregos realmente inventaram a filosofia ?

Os gregos não invertaram filosofia do zero

Israel teve contato com outras culturas?

Em torno do Mediterrâneo

Imagem explicativa em torno do Mediterrâneo

Link da imagem aqui

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O que aconteceu com as terras em torno do Mediterrâneo ?

Foi o lugar que:

Foi testemunha do crescimento filosófico

Se formou as filosofias antigas

Houve a formação de grandes ideias

Entre os filósofos do mundo antigo destacam-se

Egípcios

Gregos

Povos Semitas

Racismo epistêmico

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O que é ?

É uma forma de racismo estrutural que desvaloriza conhecimentos e experiências de povos não brancos

Quais as características do racismo epistêmico?

Racismo no nivel do conhecimento

É baseado na ideia de que a tradição de pensamento ocidental é o único regime de verdade.

Como funciona o racismo epistêmico?

Subordina, inferioriza e oculta outros conhecimentos

Nota complementar

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Racismo epistêmico (Como funciona ?)(Nota complementar) • O racismo epistêmico se utiliza das ciências para silenciar e negar a produção intelectual de povos não brancos.• Ele é parte do racismo estrutural brasileiro, que desconsidera os saberes e as experiências de populações afro-diaspóricas e autóctones das Américas.• Ele é um dos elementos determinantes no ensino de filosofia.Exemplos práticos de racismo epistêmico》Subordina, inferioriza e oculta outros conhecimentos.》Silencia e extingue outros sistemas de conhecimento.》Combate outras epistemologias com a intenção de aniquilá-las.》Impõe a superioridade de uma cultura sobre a outra.》Assimila, nega ou suprime outras culturas.

Consequências

Ele tem contribuído para a reprodução de práticas formativas colonizadoras

Nota complementar

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Racismo epistêmico (Consequências)(Nota complementar) • O racismo epistêmico tem tido um papel determinante na produção filosófica ocidental.

Exemplos de racismo epistêmico

Europeu acima das colônias

Racismo sobre o conhecimento (branco tem conhecimento e o negro, indígenas e outros não tem)

Nota complementar

r

Exemplos de racismo epistêmico(Nota complementar)》A hegemonia do saber eurocêntrico, que foi imposta juntamente com a desapropriação e o aniquilamento de outras formas de conhecer e habitar o mundo.》O uso exclusivo de textos em língua estrangeira nos espaços acadêmicos e escolares.》A divisão histórica tradicionalmente pensada no viés da formação europeia.

Como combater o racismo epistêmico?

Distribuir melhor o conhecimento de qualidade

Nota complementar

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Como combater o racismo epistêmico?(Nota complementar)》Distribuir melhor o conhecimento de qualidade.》Traduzir parte da referência bibliográfica.》Fazer com que o ensino de língua estrangeira seja mais eficiente na educação básica pública.

FILOSOFIA E A BUSCA PELO CONHECIMENTO

Quais são as correntes filosóficas?

Não contradição

Uma proposição (assunto) não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo

Finalidade

Procuramos em filosofia pelo objetivo final de toda realidade ou ação

Causalidade

As realidades no mundo exigem alguma causa

Subjetividade

Todo ser humano dispõe de liberdade e niveis múltiplos inteligência, condicionados por fatores naturais etc.

Nota explicativa

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Subjetividade(Nota complementar) • Todo ser humano dispõe de liberdade e niveis múltiplos inteligência, condicionados por fatores naturais, psicossociais e morais ao longo de seu desenvolvimento pessoal, através de relação com os outros, com a natureza e consigo mesmo.

UNIDADE 2

A FILOSOFIA OCIDENTAL CLÁSSICA: OS PRÉ-SOCRÁTICOS

(Mais questões na prova)

A1/A3

RELAÇÃO ENTRE MITO E FILOSOFIA

O que é um mito ?

Etimologia

Mythos significa "narrar", "contar" ou "anunciar

Descrição que é um mito

É uma narrativa tradicional cujo objetivo é explicar a origem e existência das coisas

Nota complementar

r

Descrição do que é um Mito(Nota complementar) • Os mitos são narrativas que explicam a origem do mundo, dos deuses, dos seres humanos e dos fenômenos naturais.

Pontos importantes

Apesar de nascer num contexto religioso, não fala de religião

A filosofia não acaba com o mito, mas o explica

Em qual país surgiu o mito?

Grécia

O porque da origem do recurso do mito ?

Esse foi o recurso utilizado durante anos para explicar tudo o que existe no Universo

Nota complementar

r

O porque da origem do recurso do mito ? (Origem do Mito)(Nota complementar) • Esse foi o recurso utilizado durante anos para explicar tudo o que existe no Universo. Desta forma, foram criados mitos para explicar a origem dos homens, dos sentimentos, dos fenômenos naturais, entre outros.• O mito era considerado uma história sagrada, narrada pelo rapsodo - que supostamente era a pessoa escolhida pelos deuses para transmitir oralmente as narrativas.• O fato de o narrador advir de uma escolha divina, atribuía ao mito o caráter de incontestabilidade, pois os deuses eram inquestionáveis.• Importa referir que, além de explicar as origens, a mitologia - o conjunto dessas histórias fantásticas - desempenhavam um papel moral.• Esse tipo de narrativa era pertinente para responder aos questionamentos até que, a partir do século VII a.C. as explicações oriundas dessas histórias iam deixando de satisfazer os primeiros filósofos gregos - os pré-socráticos.• Assim, o mundo começava a ser investigado através da razão, priorizando o natural em detrimento do sobrenatural. Começando a fazer uso da razão, os filósofos não acreditavam nos mitos e exigiam comprovações.

Qual o objetivo dos mitos?

Nos ensinar por um processo ilustrativo

Quais os elementos um mito pode conter ?

Elementos históricos

Elementos religiosos

Elementos culturais

Elementos filosóficos

O que os mitos nos ensinam ?

Os mitos ensinam sobre nós mesmo. e mais no presente

Seus ensinamentos são mais sobre o tempo no presente

Que dá p/ montrar a natureza humana, sendo suas forças e fraquezas

Nos dizem verdades de forma indireta. São inúmeras as suas verdades

Falam sobre a natureza humana

Exemplos

Raiva, amor, ira etc

O que Sócrates pensava sobre os mitos ?

Todo aquele que ama o mito de certa forma é um filósofo

O que Mito e Filosofia têm em comum?

Mito

Fantástico, imaginário

Filosofia

Verdadeiro, real

Mito

Sobrenatural

Filosofia

Natural

Mito

Inquestionável

Filosofia

Questionável

Mito

Fantasia, incoerência

Filosofia

Razão, coerência

Mito

Irracional

Filosofia

Lógico

Algumas características gerais dos mitos

São narrativas, ato de narrar um acontecimento que traga uma verdade moral

Nota complementar

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Algumas características gerais dos mitos (explicação)(Nota complementar) • Algumas características gerais dos mitos compreendem a narração, a simbolização dos deuses e heróis com formas humanas e a revelação de verdades profundas, que seriam indizíveis de outro modo.

A Classificação dos mitos

3 tipos de classificações

Mitos de Teogonia e Cosmogonia

O que eles descrevem ?

Que retratam a criação dos deuses e do mundo, respectivamente

O que é Teogonia ?

São narrativas sobre o nascimento dos deuses e seu poder

O que é Cosmogonia ?

São narrativas sobre o nascimento do universo e dos elementos da natureza

Mitos Épicos

O que o Mitos Épicos apresentam?

São narrativas de feitos heroicos

Os grandes feitos deuses e heróis de antigos

Mitos Escatológicos

O que o Mitos Escatológicos apresentam?

Eles narram o destino daquele que já passou ou vai passar pela morte

Nota complementar

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Mitos escatológicos (Nota complementar) • Tem uma proposta de ilustrar expectativas sobre o destino último dos humanos, dos deuses e do cosmo.

Alguns exemplos de mitos

Mito de Cronos

Sobre o tempo e o nascimento dos deuses

Mito de Pandora

Sobre a primeira mulher, a curiosidade humana e o surgimento dos problemas no mundo

Exemplo

Semelhante à passagem bíblica sobre Adão e Eva

Mito de Orfeu e Eurídice

Sobre o destino e a morte

Mito de Eros e Psiquê

Sobre o amor e sua união com a alma

Mito de Narciso

Sobre a beleza e a vaidade

Mitos, uma forma de filosofia antes da filosofia

Sem dúvida cumprem sua função de servirem como uma filosofia antes da filosofia

Nota complementar

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Mitos, uma forma de filosofia antes da filosofia(Nota complementar) • Os mitos sem dúvida cumprem sua função de servirem como uma filosofia, um questionamento sobre a realidade humana, social e política, a partir das ricas imagens fornecidas nos textos.

Podemos notar em alguns filósofos como:

Homero

Foi um poeta épico da Grécia Antiga

Compôs os poemas Ilíada e Odisseia

Nota complementar

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Homero(Nota complementar)• Compôs os poemas Ilíada e Odisseia, que são consideradas fontes importantes de conhecimento sobre a mitologia grega.

Hesíodo

Foi um poeta grego que escreveu mitos sobre a criação do mundo etc

Nota complementar

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Hesíodo(Nota complementar)• Hesíodo é um poeta grego que escreveu mitos sobre a criação do mundo, a geração dos deuses e a história humana.

Sófocles

Faz uma crítica aos excessos da sociedade, da política

Critica aos mitos

Ponto Importante

Os primeiros filósofos não eram ateus. Depois que separou a religião da filosofia

Nota complementar

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Critica aos mitos (Nota complementar) • Apesar do valor dos mitos, alguns pensadores da antiga Jônia (costa ocidental da Turquia) estabeleceram as primeiras críticas aos mitos gregos como insuficientes para explicar racionalmente a essência da natureza.• Embora não fossem sem religião, os filósofos pré-socráticos propuseram uma abordagem alternativa às explicações mítico-religiosas de suas tradições. 

Tensões na época

Diziam que o que impulsionou a Filosofia foi a crítica aos mitos

Nota complementar

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Critica aos Mitos (tensões) (Nota complementar) • Há quem diga que um dos principais fatores históricos que impulsionaram o desenvolvimento e a divulgação da Filosofia grega foi a crítica aos mitos e a busca por explicações sobre a natureza a partir da própria natureza e não a partir dos deuses.• Além da crítica aos mitos, observam-se ainda a criação da ideia de Pólis grega, com suas deliberações e assembleias na Ágora, bem como o empreendimento expansionista de Alexandre Magno (356-323 a.C.) - ver imagem ao lado esquerdo.• Especialmente a Ágora grega constituiu um fator preponderante para o desenvolvimento das noções democráticas, embora estas ainda fossem precárias, pois apenas os homens gregos, livres e senhores poderiam participar das assembleias deliberativas em Atenas. O embate de ideias, a contraposição, a retórica, o diálogo e outros recursos abriram o caminho para os debates filosóficos. A Ágora possuía múltiplas funções: política, comercial, esportiva e religiosa. 

OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS

Época

Eles desenvolveram suas teorias do século VII ao V a.C..

Porque do nome Pré socráticos?

Recebem esse nome, pois são os filósofos que antecederam Sócrates

Períodos da Filosofia Grega no geral

Principais filósofos e sua localização na Grécia antiga

Link da imagem aqui

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Para melhor entender a filosofia grega, vale lembrar como ela está dividida.em 3 fases:

Período Pré-Socrático

Fase naturalista

Período Clássico ou Socrático

Fase antropológica-metafísica

Período Helenístico

Fase ética e cética

Qual a diferença entre Heráclito e Parmênides ?

Para Heráclito tudo está em constante movimentação e para Parmênides não

Nota complementar

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Qual a diferença entre Heráclito e Parmênides ?(Nota complementar)• Parmênides (Escola Eleática): 》Frase: o que é, é. O que não é, não é.Para Parmênides o ser é imutável. O que não é, não é, e nunca poderá ser. A escuridão é a ausência da luz; a escuridão não pode ser a luz. Não há mudança ou movimento.• Heráclito (Escola Jonica): 》Frase: Tudo flui. Tudo está em movimento e nada dura para sempre.Para Heráclito tudo está em constante modificação e as coisas podem transformar-se em seus opostos. Uma vela queimando está em movimento, pois a cera está se tornando em fogo, assim como a escuridão pode tornar-se luz. Tudo está a fluir.Explicação mais detalhada• Heráclito era oriundo da cidade de Éfeso. Foi um filósofo materialista e representante da dialética grega. Considerava o fogo como a base primordial de toda substância concreta. Atualmente 130 fragmentos do nosso filósofo chegaram até nós e são amplamente estudados. Heráclito exerceu grande influência na epistemologia filosófica e em nomes como; Platão, Hegel e Marx."Tudo se converte em fogo e o fogo em tudo, da mesma forma que o ouro se troca por mercadorias e as mercadorias por ouro".Heráclito trouxe à baila "A mudança" como base transformacional de todas as coisas, ou seja, para Heráclito tudo estava em constante fluxo, uma mutabilidade universal."Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio nem se pode surpreender duas vezes a natureza inanimada num mesmo estado, uma vez que novas e novas águas fluem constantemente para o rio, isto é, que a natureza se acha em constante mutação."• Parmênides era um filósofo eleático, melhor dizendo, da cidade de Eléia. Um fato curioso sobre as teorias defendidas por esses dois importantes filósofos está nos estudos feitos pelo corpo filosófico contemporâneo que, sustenta o contraste entre elas e o nascimento do impasse entre materialismo e idealismo.• Os filósofos eleáticos, Parmênides incluso, adversários dos miletanos e de Heráclito consideravam como princípio do mundo, não a matéria concreta perceptível, mas um ser único, indivisível, imutável e imóvel.• Parmênides definia da seguinte maneira;"Não tem nascimento nem destruição, é um todo de uma espécie única, imóvel e sem limites".• Para Heráclito a mutabilidade explicava o mundo. Para Parmênides não. A imutabilidade era a explicação.Contra a doutrina eleática do ser único, imóvel e universal - filósofos como; Anaxágoras, Empédocles e Demócrito deram suas contribuições.• Um famoso filósofo clássico (verdadeiro pop-star da filosofia) transformou ambas as teorias em uma alegoria que ficou conhecida como Alegoria da Caverna. O filósofo? Platão.

Pré-socráticos e suas relações com os mitos

Os Pré-socráticos rompem com os mitos?

Há um rompimento com os mitos, só que parcialmente

Nota complementar

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Os Pré-socráticos rompem com os mitos? (Nota complementar) • Eles não rompem totalmente com os mitos.• São homens religiosos, entendem que os mitos ajudam a esplicar a religião. Os mitos não estavam satisfazendo as explicações dos problemas do mundo.• Os filósofos buscam respostas para os problemas do mundo de forma racional. • Esses pensadores buscavam nos elementos natureza as respostas sobre a origem do ser e do mundo. Focando principalmente nos aspectos da natureza, eram chamados de “filósofos da physis” ou "filósofos da natureza".• Foram eles os responsáveis pela transição da consciência mítica para a consciência filosófica. Assim, buscaram dar uma explicação racional para a origem de todas as coisas.• A mitologia grega explicava o universo através da cosmogonia (cosmo, "universo", e gónos, "gênese" ou "nascimento"). A cosmogonia dá sentido a tudo o que existe através da ideia de nascimento a partir de uma relação (sexual) entre os deuses.• Os filósofos pré-socráticos abandonaram essa ideia e construíram a cosmologia, explicação do universo baseado no lógos ("argumentação", "lógica", "razão"). Os deuses deram lugar à natureza na compreensão sobre a origem das coisas.• A filosofia nascida com esses primeiros filósofos deu origem a toda uma produção de conhecimento e de representação da realidade. Toda essa construção serviu como base para o desenvolvimento da cultura ocidental.

Qual a meta que os Pré socráticos tinham de explicar o mundo?

Explicar a natureza pela própria natureza

Eles buscavam uma origem racional para o Universo, sem recorrer a mitos e narrativas fabulosas.

Conceitos para explicar a natureza pela própria natureza

Onde os Pré-socráticos vão buscar esta explicação?

Buscam na materia explicações para tudo que existe

Sem relação, moral ou religiosa, apenas racional na matéria

Os Pré-socráticos criam 4 conceitos explicativos

Kosmos

É a organização que armoniza o mundo

Kosmos está associado a ideias de harmonia, ordem e beleza

Physis

Significa natureza física

Physis é uma palavra grega que significa "natureza" ou "origem"

Arché

A palavra vem do grego arkhé,és, que significa origem, princípio, começo

Nota complementar

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Arché (Nota complementar) • Termo filosófico que significa o elemento fundamental que compõe e dá origem ao Universo.• Arché é um conceito fundamental da filosofia pré-socrática, que buscava a substância inicial de onde tudo deriva. Os pré-socráticos foram um grupo de filósofos gregos que antecederam Sócrates.

Exemplos

Pora Tales de Mileto

A arché era a água, ou seja, todas as coisas seriam compostas por água.

Para Heráclito

A arché era o fogo, um princípio que está em todas as coisas desde a sua origem.

Para Platão

A arché era o princípio que não nasce de nada e de onde nasce tudo o que nasce.

Logos

É o discurso que vai dar conta de explicar tudo isso.

Nota complementar

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Logos (Nota complementar) • O termo logos é um conceito filosófico que deriva do grego e significa "palavra", "discurso", "razão" ou "verbo". Na filosofia, logos pode se referir a uma ordem universal, a uma razão cósmica, ou à capacidade humana de raciocinar. Na filosofia grega• Na filosofia grega, logos inicialmente se referia à palavra falada ou ao discurso. Heráclito foi um dos primeiros filósofos a usar o termo de forma significativa.

1° Fase do Pensamento Pré-Socrático

Leste

Escola da Miletiana ou de Mileto

Tales de Mileto

Época

Nascido na cidade de Mileto, região da Jônia, Tales de Mileto (624 a.C. - 548 a.C.)

Descrição

Acreditava que a água era o principal elemento, ou seja, era a essência de todas as coisas.

Frase

"Tudo é água"

Anaximandro de Mileto

Época

Discípulo de Tales, nascido em Mileto, para Anaximandro (610 a.C. - 547 a.C.)

Descrição

O princípio de tudo estava no elemento denominado “ápeiron”, uma espécie de matéria infinita.

Frase

Nota explicativa

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Anaximandro de Mileto (frase)(Nota explicativa) • "De onde as coisas têm seu nascimento, ali também devem ir ao fundo, segundo a necessidade; pois têm de pagar penitência e de ser julgadas por suas injustiças, conforme a ordem do tempo".

Anaxímenes de Mileto

Época

Discípulo de Anaximandro, nascido em Mileto, para Anaxímenes (588 a.C. - 524 a.C.)

Descrição

O princípio de todas as coisas estava no elemento ar

Frase

Nota explicativa

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Anaxímenes de Mileto (frase)(Nota explicativa) • "Como nossa alma, que é ar, nos mantém unidos, assim um espírito e o ar mantêm unido também o mundo inteiro; espírito e ar significam a mesma coisa".

Escola Jônica

Local

Desenvolvida na colônia grega Jônia, na Ásia Menor (atual Turquia)

Região da costa Ocidental da Turquia, em Istambul

Época

Séc. VI - IV a.C.

Auge do movimento

Séc. IV a.C.

Importante

São precursores até da ciência

Não são contra a religião.

Período cosmológico (questões do mundo)

Debate sobre o cosmos

Eles se inspiraram no Egito e Babilônia

Não foi um simples "copia e cola"

Principais representantes Escola Jônica

Xenófanes de Cólofon

Época

Nascido em Cólofon, Xenófanes (570 a.C. - 475 a.C.)

Descrição

Foi um dos fundadores da Escola Eleática, se opondo contra o misticismo na filosofia e o antropomorfismo

Frase

Nota explicativa

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Xenófanes de Cólofon (frase)(Nota explicativa) • "Enquanto eterno, o ente também é ilimitado, pois não possui começo a partir do qual pudesse ser, nem fim, onde desapareça".

Heráclito de Éfeso

Época

Considerado o “Pai da Dialética”, Heráclito (540 a.C. - 476 a.C.) nasceu em Éfeso

Descrição

Explorou a ideia do devir (fluidez das coisas). Para ele, o princípio de todas as coisas estava contido no elemento fogo

Frase

Nada é permanente, exceto a mudança

Oeste

Desenvolvidano Sul da Itália

Escola Pitagórica ou Escola Itálica

Época dos Pitagóricos

Local

Também chamada de "Escola Itálica", foi desenvolvida no sul da Itália

Os pitagóricos e sua noção sobre a alma imortal

Nota explicativa

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Os pitagóricos e sua noção sobre a alma imortal(Nota explicativa)• No contexto dos pré-socráticos, a Filosofia é a atividade do Sophos, do sábio, aquele que pratica bem alguma coisa, com autoridade sobre tal conhecimento.Posteriormente, a Filosofia, em última instância, foi considerada por Sócrates como uma reflexão sobre a morte, em grego MELETE THANATOU. Não se trata de uma apologia à morte, mas de uma meditação profunda sobre o sentido da vida que se revela mediante a realidade da morte. O esclarecimento a partir do paradoxo. O que, exatamente, em nós consegue sobreviver à morte? A alma? A aniquilação é total e absoluta? • Em Platão, influenciado pelos pitagóricos, a alma (DO GREGO PSYCHÉ), é considerada imortal, isto é, resistente à morte na sua mais fria acepção. Acreditava-se na imortalidade, na transmigração, isto é, na metempsicose como reencarnação (em humanos, animais, vegetais, minérios…).Como sabemos, essa linha de pensamento foi herdada de modo mais longínquo na história, a partir dos povos de matrizes indo-europeias, às quais pertencem os babilônios, persas, indianos, entre outros povos que compartilham uma geografia próxima.Essas regiões constituíram os troncos linguísticos e formas culturais mais primitivas que estiveram na base de uma conjuntura maior chamada de EURASIA. • Fédon (Phaidon, Phaedon, Fédão) é um dos mais conhecidos diálogos de Platão, cujo tema central é a natureza da alma humana e sua sorte.Toma-se como epicentro do diálogo a condenação e sentença de morte de Sócrates. Há aspectos religiosos e teológicos da cultura grega em evidência no diálogo “Fédon”. Mas o grande ambiente filosófico em que Sócrates e todas as outras personagens estão inseridas no diálogo é o pitagorismo. • Segundo a tradutora Maria Teresa Schiappa de Azevedo (1988), “Tal como no Banquete, encontramo-nos aqui em presença de uma narrativa que é feita por um companheiro de Sócrates — o pitagórico Fédon de Élis — a um grupo de amigos, entre os quais se salienta Equécrates. Narrador e ouvintes introduzem-nos de imediato na atmosfera de Pitagorismo que rodeia toda a discussão”. Tópicos para reflexão sobre a alma a partir da interface entre Sócrates e os Pitagóricos:1) A doutrina do corpo como prisão da alma — ideia que. não sendo exclusivamente dos Pitagóricos, sabemos ter sido por eles professada e até provavelmente aprofundada na célebre fórmula soma/sema(corpo/túmulo);2) A noção consequente do conhecimento como purificação (katharsis), dada como uma das mais importantes chaves do Pitagorismo;3) Ainda, a teoria da reminiscência que tem, pelo menos, larga relação com o culto da memória entre os Pitagóricos;4) A teoria da alma-harmonia, evocada por Símias em contexto que terá de considerar-se crítico, face aos argumentos desenvolvidos por Sócrates;5) Finalmente, a doutrina da metempsicose ou reencarnação.“Para os pitagóricos, a harmonia era responsável por conciliar os princípios contrários entrando na constituição de todos os seres. A harmonia unia, dentro de seus domínios, os elementos em discórdia. Assim, se encontrava naturalmente dentro da música onde as noções de dissonância e consonância se ligam formando um grande todo musical. Da mesma forma, a harmonia contém uma aritmética por detrás de sua elaboração que os pitagóricos trabalharam em encontrar e onde sublinharam o papel essencial do número e da proporção. Nestes estudos, os pitagóricos separaram a harmonia em sensível, que é aquela que se faz sentir pelos instrumentos, e em inteligível, que é aquela que se tem pela configuração numérica. Esta é a razão pela qual os pitagóricos pesquisaram, por exemplo, sobre a largura e espessura das cordas, a tensão das mesmas e sobre os sons que elas podem emitir. Os estudos sobre consonâncias e cordas vibrantes foram cruciais não somente para a construção de instrumentos de cordas, mas também para a construção de teatros onde problemas de acústica estavam presentes” (VIEIRA e CORNELLI, 2018). “Assim, não é de se surpreender que a alma possa ser considerada uma harmonia ou afinação, para os pitagóricos. Esta concepção estaria exposta no Fédon de Platão em completa conformidade com a opinião de que era de origem médica. Duas passagens são citadas a este respeito. A primeira diz que os pitagóricos praticavam a purificação do corpo pela medicina, e a da alma pela música, ao passo que a segunda passagem corresponde a uma parte contida no diálogo Fédon, conforme Burnet…… Sendo o nosso corpo, por assim dizer, retesado e contido ao mesmo tempo pelo quente e frio, pelo seco e úmido, e coisas desse tipo, nossa alma é uma espécie de temperamento e afinação destes, quando um e outro se mesclam bem e na devida proporção. Se nossa alma, então, é uma afinação, é claro que, quando o corpo houver sido afrouxado ou retesado em demasia por doenças e outros males, a alma deve necessariamente perecer em seguida (Platão, Fédon, 86 b 7-c 5 apud BURNET, 1994, p. 237)”.(VIEIRA e CORNELLI, 2018). Ressonâncias:1) Dualismo antropológico, cósmico e ético. 2) Recepções religiosas posteriores: Religiões abraãmicas, Espiritismo, Matrizes. Afro-brasileiras, Esoterismo modernos3) Recepção pela Filosofia de Sócrates e Platão- Passagem pelo período cosmológico para o Antropológico em Filosofia4) Dualismo Cartesiano - Res. Cogitans x Res. Extensa.5) Tendência de uma reação antropológica-teológica de caráter integral e holístico. Superação da disputa entre monistas, dicotomistas e tricotomistas.

Principais representantes

Pitágoras de Samos

Época

Filósofo e matemático nascido na cidade de Samos. Pitágoras (570 a.C. - 497 a.C.)

Descrição

Afirma que os números foram seus principais elementos de estudo e reflexão, do qual se destaca o “Teorema de Pitágoras”.

Nota complementar

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Pitágoras de Samos (descrição) • Afirma que os números foram seus principais elementos de estudo e reflexão, do qual se destaca o “Teorema de Pitágoras”.• Ele também foi responsável por chamar de "amantes do conhecimento" aqueles que buscavam explicações racionais para a realidade, dando origem ao termo filosofia ("amor ao conhecimento").

Vai ter influência sobre Platão e Sócrates

Frase

"O universo é uma harmonia de contrários"

Escola Eleática

Local

Localizava-se na cidade de Eleia, na Magna Grécia, no sul da Itália

Principais representantes

Parmênides de Eléia

Época

Discípulo de Xenófanes, Parmênides (530 a.C. - 460 a.C.) nasceu em Eléia

Descrição

Focou nos conceitos de “aletheia” e “doxa”, onde o primeiro significa a luz da verdade, e o segundo, é relativo à opinião

Frase

Ser é e o não ser não é

Zenão de Eléia

Época

Discípulo de Parmênides, Zenão (490 a.C. - 430 a.C.) nasceu em Eléia

Paradoxo de Zenão

Imagem

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Descrição

Foi grande defensor das ideias de seu mestre, filosofando, sobretudo, acerca dos conceitos de “Dialética” e “Paradoxo”

Frase

O que se move sempre está no mesmo lugar agora

Melisso de Samos

Época

470 a.C. - 430 a.C

Descrição

Defende o ser infinito porque ele não pode ter limites nem no tempo nem no espaço

Frase

"Aquilo que teve princípio e fim não é nem eterno nem infinito"

2° Fase do Pensamento Pré-Socrático

Época

Séc. VI - IV a.C.

Escola Pluralista

O que foi esta escola ?

Defende que o universo é composto por vários elementos, e não por um único princípio

Principais representantes

Anaxágoras de Clazômena

Época

499 a.C

Descrição

Propôs que a origem do Universo estava em vários elementos, e não somente em um

Nota complementar

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Anaxágoras de Clazômena(Nota complementar) • Tentou formular uma nova teoria para o surgimento de todo o Universo, que não recorresse às narrativas mitológicas.Vida• Como os outros pensadores pré-socráticos, não temos muitos dados biográficos de Anaxágoras. Sabe-se que ele nasceu na cidade de Clazômenas, na Jônia, onde teve contato com a Filosofia pré-socrática. Quando adulto, passou a residir em Atenas, levando para lá a Filosofia que se desenvolvia na Jônia. Atenas já vivia, nesse período, o auge de sua democracia.• Anaxágoras conheceu o estadista grego Péricles e, mesmo não podendo participar da atividade democrática por ser estrangeiro, circulou pelos meios políticos. Entretanto, o pensamento do filósofo levou-o a um julgamento e condenação sob a acusação de impiedade e traição aos deuses. A teoria filosófica pré-socrática não estava firmemente ancorada na religião grega. “Historicamente começou com Anaxágoras o processo que Atenas moveu contra a Filosofia e que concluirá, mais tarde, com a condenação à morte de Sócrates.”i• A sua condenação pode estar firmada em sua explicação da ocorrência dos eclipses solares. Anaxágoras foi o primeiro pensador a explicar, da maneira correta, a ocorrência de um eclipse solar, e sua teoria contrariava a existência do deus Apolo, que, na mitologia grega, era quem carregava o Sol. A sua condenação forçou-o a fugir de Atenas, fixando residência na cidade jônica de Lampsacos.• O pensador grego escreveu um livro em prosa, do qual restam apenas fragmentos, em que ele expõe a sua teoria cosmológica. Os historiadores especulam que Anaxágoras deu aulas de Filosofia para Sócrates, estabelecendo a ponte entre a Jônia e Atenas para o caminho da Filosofia ocidental.

Seu propósito

Encontrar o Arché

Nota complementar

r

Arché (Nota complementar) • Como ocorreu na Filosofia de outros pensadores pré-socráticos, o propósito da Filosofia de Anaxágoras era encontrar a origem ou o elemento original de todo o universo, sem recorrer às cosmogonias mitológicas. O filósofo não formulou uma teoria unitária acerca da origem, mas postulou uma teoria pluralista, baseada na existência de vários elementos. Segundo Anaxágoras, a origem de tudo está no que ele chamou de homeomerias, que são basicamente sementes (spérmata, no Grego antigo).• Tentando resolver o problema intelectual deixado por Parmênides, que afirmava que a imobilidade do Universo não permitia a criação ou que a criação limitaria o Universo, Anaxágoras formulou que a origem do Cosmos está assentada em elementos infinitos em número e tempo. Esses elementos (as sementes) sempre existiram e agregam-se por meio de uma força chamada noûs — uma inteligência que governa o tudo.• Ainda de acordo com essa teoria, todos os seres e objetos do mundo são compostos pela junção de todas as homeomerias existentes, de modo que tudo é composto por tudo. O noûs separa apenas os pares opostos que compõem o Universo, mas que não se misturam após estarem prontos, como frio e quente, úmido e seco.

Frase

"Em cada coisa existe uma porção de cada coisa"

Empédocles de Agrigento

Época

Subtópico

Descrição

Subtópico

Frase

Subtópico

Escola Atomista

Local

Também chamada de “Atomismo”, foi desenvolvida na região da Trácia

O que foi esta escola ?

Escola de flosofia natural que defendia que o universo era composto por átomos, partículas indivisíveis

Principais representantes

Leucipo de Abdera

Época

Nasceu em Mileto (cidade onde nasceu Tales, o primeiro filósofo) em 500 a.C

Descrição

Apontou pela 1° vez, que a origem do Universo derivada de microscópicos, infinitos e indivisíveis elementos

Nota complementar

r

Leucipo de Abdera (Nota complementar) • Leucipo é o responsável por apontar, pela primeira vez, que a origem do Universo derivada de microscópicos, infinitos e indivisíveis elementos, que se agregavam sempre, formando os seres e objetos do mundo. Demócrito, seu discípulo da Escola de Abdera, aperfeiçoou a teoria do mestre Leucipo, dando a ela um nome e maiores detalhes.

Frase

Subtópico

Demócrito de Abdera

Época

Nascido na cidade de Abdera, Demócrito (460 a.C. - 370 a.C.)

Foi discípulo de Leucipo

Descrição

Para ele, o átomo (o indivisível) era o princípio de todas as coisas, desenvolvendo assim, a “Teoria Atômica”.

O Átomo foi uma abstração da Filosofia

Link da imagem aqui

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Nota complementar

r

Demócrito de Abdera (Nota complementar) • Demócrito viveu entre 460 e 370 a.C. Sua personalidade extrovertida o deu o reconhecimento de “o filósofo sorridente”. Para além de seu bom humor, o pensador é conhecido por ter estabelecido, junto ao seu mestre Leucipo, a primeira ideia de átomo, o que deu impulso aos estudos antigos de Química.• Leucipo e Demócrito são os últimos pré-socráticos. A sua filosofia, assim como a filosofia desenvolvida pelos demais pluralistas, visava a resolver a querela deixada por Parmênides (defensor do imobilismo) e Heráclito (defensor do fluxo perpétuo da natureza).

Frase

Nada existe além de átomos e do vazio

Fim da Filosofia Pré-Socrática

Link da imagem aqui

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Como chegou ao fim a filosofia Pré-socrática ?

A filosofia pré-socrática tem seu fim com a mudança do pensamento que tinha como foco a natureza

Explicação aprofundada

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Como chegou ao fim a filosofia Pré-socrática ?(Nota complementar)• A filosofia pré-socrática tem seu fim com a mudança do pensamento que tinha como foco a natureza. Com a intensificação da vida pública, as atenções dos filósofos passaram a se relacionar com a vida pública e a atividade humana.• Esse novo período tem o filósofo Sócrates como marco da mudança e é chamado também de período antropológico da filosofia.• Sócrates (470 a.C-399 a.C.) foi um importante filósofo grego que inaugurou o segundo período da filosofia grega, o período antropológico. Nasceu em Atenas e é considerado um dos fundadores da filosofia ocidental.• A filosofia de Sócrates, baseada no diálogo, era chamada de filosofia socrática. Era marcada pela expressão “conhece-te a ti mesmo”, em virtude da busca da verdade através do autoconhecimento.• Ademais, da filosofia do “diálogo” de Sócrates, destaca-se a “maiêutica”, que significa literalmente “trazer a luz”. Esta faz relação com a iluminação da verdade que, para ele, está contida no próprio ser.

SÍNTESE DA UNIDADE

Subtópico

UNIDADE 3

A FILOSOFIA A PARTIR DE ATENAS

A2/A3

AS CONTRIBUIÇÕES DE PLATÃO

RASCUNHO
(backup)

Subtópico

Descrição

Descrição

Subtópico

Características

Características

Subtópico

Nota explicativa

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(Nota explicativa)

Nota complementar

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(Nota complementar)

Referência Bíblica

Subtópico

Referência Bíblica

Subtópico

Exemplos

Subtópico

Exemplos

Exemplos

Subtópico

Época

Subtópico

Etimologia

Subtópico

O que significa isso?

Subtópico

Importante

Subtópico

Pontos principais

Pontos principais

Subtópico

Rascunho Avulso

Subtópico

Subtópico

RASCUNHO

Subtópico

Descrição

Descrição

Subtópico

Características

Características

Subtópico

Nota explicativa

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(Nota explicativa)

Nota complementar

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(Nota complementar)

Referência Bíblica

Subtópico

Referência Bíblica

Subtópico

Exemplos

Subtópico

Exemplos

Exemplos

Subtópico

Época

Subtópico

Etimologia

Subtópico

O que significa isso?

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Importante

Subtópico

Pontos principais

Pontos principais

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Rascunho Avulso

Subtópico

NOTÁVEIS INFLUENCIADORES

Subtópico

DEBATES E DESENVOLVIMENTOS

Subtópico

ASPECTOS GERAIS DA FILOSOFIA ARISTOTÉLICA

Subtópico

SÍNTESE DA UNIDADE

Subtópico

UNIDADE 4

INTERFACES DA FILOSOFIA COMO UM CAMPO DE ESTUDO

A2/A3

FILOSOFIA E O CRISTIANISMO

Subtópico

FILOSE A CIÊNCIA MODERNA

Subtópico

AREAS DE ESTUDO DA FILOSOFIA

Subtópico

SÍNTESE DA UNIDADE

Subtópico