Constituição
Pirâmide de Kelsen
Hierarquia entre a Constituição Federal, infraconstitucionais e infralegais
Não existe a hierarquia entre normas de mesmo tipo
A sequência da hierarquia é a Constituição Federal no Topo, abaixo as infraconstitucionais e infralegais na parte inferior
Estrutura da Constituição
Existe três partes na estrutura da constituiçao
Preâmbulo
Não tem força normativa, mas interpretativa
Parte Dogmática ou Permanente
Norma propriamente dita, do Art.1° ao Art. 250
ADCT
Parte transitória da Constituição tendo força normativa ainda, mas apenas serviu para a passagem de ordem constitucional do Art.1° ao Art.114
Constitucionalismo e Neoconstitucionalismo
Conceito
regras de limitação de poder
direitos fundamentais
afastamento do antigo regime
Antigo
Povo Hebreu
Grécia antiga
Medieval
magna
carta 1215, limitava
o poder monárquico
moderno
constituições escritas
constitucionalismo liberal
Constituição norte-americana de 1787
constitucionalismo social
Constituição do México de 1917
Sentidos da Constituição
O que é?
São conceitos usados para definir as constituições em diversos sentidos.
político
"Pode-se afirmar, portanto, em complemento, que, na visão de Carl Schmitt, em razão de ser a Constituição produto de certa decisão política, ela seria, nesse sentido, a decisão política do titular do poder constituinte." escrito no livro Direito Constitucional de Pedro Lenza
Sociológico
Valendo-se do sentido sociológico, Ferdinand Lassalle, defende que uma constituição tem ´poder se efetivasse o poder social seria, então, então a soma de fatores reais do poder dentro da sociedade.
jurídico
Hans Kelsen concebe a Constituição como uma norma pura, sem fundamentação sociológica, política ou filosófica, e a coloca no mundo do dever-ser. José Afonso da Silva e Michel Temer também destacam essa distinção entre o plano jurídico-positivo e o lógico-jurídico, onde a Constituição é a norma fundamental hipotética, servindo de base para a validade das normas jurídicas. No direito, há um escalonamento de normas, com a Constituição como fundamento de validade de todo o sistema infraconstitucional, e sua validade repousa na norma hipotética fundamental.
Classificação da CF/1988
Origem
Democrática
Estabilidade
Rigída
Forma
Escrita
Modo de elaboração
Dogmática
Extenção
Analítica
Conteúdo
Formal(Procedimental)
Finalidade
Dirigente
Correspondência com a realidade= critério antológico
Normativa
Êssencia
Nominal
Ideologia
Eclética ou Heterogenêa
Unidade documental
Orgânica
Sistema
Principiológica
Local de decretação
Autoconstituição
Interpretação
Semântica
Aplicabilidade das normas constitucionais
Eficácia plena
Normas constitucionais de eficácia plena e aplicabilidade direta são aquelas que, ao entrar em vigor, já têm plena capacidade de produzir todos os seus efeitos, sem depender de normas infraconstitucionais. Elas não precisam ser complementadas por legislação ordinária para serem aplicadas. Exemplos incluem a autonomia das Defensorias Públicas estaduais e o direito à educação básica, conforme estabelecido pelo STF em decisões como o RE 1.008.166. Essas normas são fundamentais para garantir direitos e organizar o Estado, e sua interpretação e aplicação são essenciais para assegurar sua efetividade na prática.
Eficácia contida
Normas constitucionais de eficácia contida têm aplicação imediata, mas podem ter sua abrangência reduzida por leis ou outras normas constitucionais. Um exemplo é o direito ao livre exercício profissional, sujeito a exigências legais como o exame da OAB para advogados. O mesmo ocorre com o direito de greve, que é garantido na Constituição, mas sua aplicação é limitada por leis específicas. Essas normas mantêm sua eficácia plena, mas podem ter seu alcance reduzido por outras disposições legais.
Eficácia limitada
Normas constitucionais de eficácia limitada são aquelas que, ao serem promulgadas, não produzem todos os efeitos imediatamente, precisando de normas infraconstitucionais ou emendas para completá-las. Elas podem ser de dois tipos: de princípio institutivo, que estabelecem esquemas gerais de estruturação de instituições, órgãos ou entidades, e de princípio programático, que estabelecem programas para a realização de fins sociais. Essas normas podem ser restringíveis, sujeitas a redução por legislação subsequente, ou complementáveis, dependentes de lei para exercer o direito ou benefício. Essa classificação ajuda a entender como as normas constitucionais são aplicadas.
Poder constituinte
O poder constituinte é a capacidade de criar, garantir ou eliminar uma Constituição, sendo atribuído ao povo. Isso significa que diversas forças sociais e políticas influentes na sociedade contribuem para moldar a Constituição. No caso da Constituição brasileira de 1988, o poder constituinte é expresso no parágrafo único do artigo 1º, onde se afirma que todo o poder emana do povo, que pode exercê-lo por meio de representantes eleitos ou diretamente, conforme estabelecido na Constituição.
Doutrina
Lenza, Pedro. Direito constitucional. (Coleção esquematizado®). Disponível em: Minha Biblioteca, (27th edição). Editora Saraiva, 2023.