类别 全部 - religião - organizações - cultura - sociologia

作者:Tiago Rodrigues 10 小時以前

102

1° SEMESTRE INTRODUÇÃO A CIÊNCIAS SOCIAIS (60h) Prof. Me. Eliseu Fernandes

A introdução às ciências sociais proporciona uma compreensão sobre o desenvolvimento e funcionamento das sociedades humanas. A cultura, um dos temas centrais, é explorada em suas múltiplas formas e significados, incluindo aspectos religiosos e o propósito que esses aspectos conferem à vida dos indivíduos.

1° SEMESTRE

INTRODUÇÃO A CIÊNCIAS SOCIAIS (60h)

Prof. Me. Eliseu Fernandes

Estas áreas de estudo, cada uma com suas particularidades, buscam compreender os diferentes aspectos sociais para poder entender as diferenças da realidade humana em um determinado contexto social.

1° SEMESTRE INTRODUÇÃO A CIÊNCIAS SOCIAIS (60h) Prof. Me. Eliseu Fernandes

UNIDADE 4 SOCIOLOGIA E ANTROPOLOGIA CULTURAL A2/A3

INSTITUIÇÕES SOCIAIS: A IGREJA E A RELIGIÃO
GRUPOS SOCIAIS E AGREGADOS SOCIAIS
Agregados sociais
Grupos sociais
DESIGUALDADE E POBREZA
3 grupos principais

Ocorre em conjuntos (simultaneamente)

Política

Social

Econômica

Explicação

O que é ?

Desigualdade social é a diferença entre as classes sociais, que resulta na distribuição desigual de recursos e oportunidades

SISTEMAS DE PODER
A ANTROPOLOGIA
Controle Social
Antropologia cultural

UNIDADE 3 O QUE É CULTURA? A2/A3

RELIGIÃO: SIGNIFICADO E PROPÓSITO DA VIDA
INDIVÍDUOS E RELIGIÃO
TIPOS DE CULTURA
RASCUNHO
Rascunho Avulso
Pontos principais
Importante
O que significa isso?
Etimologia
Época

Exemplos

Referência Bíblica



(Nota complementar)



(Nota explicativa)

Características
Descrição
ETNOCENTRISMO, O QUE É ISSO?
Visão de mundo própria da pessoa que considera a sua sociedade, sua nação, seu país ou grupo étnico superiores aos demais
CULTURA NA SOCIOLOGIA

UNIDADE 2 ESTRUTURA SOCIAL, REPRESENTAÇÃO SIMBÓLICA E ORGANIZAÇÕES SOCIAIS A1/A3

ESTRUTURA SOCIAL, REPRESENTAÇÃO SIMBÓLICA E ORGANIZAÇÕES SOCIAIS

Na Unidade 1 podemos entender que as Ciências Sociais são uma grande área de estudos voltada especialmente a compreensão das origens, organização e desenvolvimento de diferentes sociedades, analisando suas culturas e particularidades das comunidades que a constituem. O trabalho de um cientista social passa pelo estudo das estruturas, fenômenos e relações sociais que ocorrem nas sociedades em diversos contextos: econômicos, culturais, políticos e sociais. A análise de movimentos sociais, a formação de hábitos e costumes, a construção de opiniões e identidades, e o estabelecimento de relações de convivência entre diferentes pessoas, famílias, grupos e organizações se constituem num campo fértil de pesquisa para o cientista social. Nesta Sociais Unidade 2, destacaremos conceitos importantes para o entendimento das Ciências Sociais, como o que são Estruturas Sociais, Representações Simbólicas e Organizações Sociais.

O que é uma organização social?

Uma Organização Social (OS) pode ser definida como uma associação ou uma fundação de direito privado (pessoa jurídica), sem fins lucrativos, que recebe uma qualificação jurídica concedida pela Administração Pública com objetivo a prestação de um serviço para a sociedade.


Instituída por iniciativa de particulares, esse tipo de entidade, originalmente criada como associação ou fundação, auxilia os governos em certas ações que vão ao encontro dos interesses e o bem-estar das sociedades onde estão inseridas (como o apoio à cultura e desenvolvimento da educação ou incremento de políticas para a melhoria da saúde, por exemplo), e por essa razão, recebe apoio financeiro do Poder público, seja nas esferas municipal, estadual ou federal. Como exemplo de outras organizações criadas com o mesmo objetivo das OSs, ou seja, trazer melhorias para a sociedade, temos ainda as chamadas OSCIPs (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e as ONGs (Organizações Não Governamentais). As diferenças são, em linhas gerais, que as OSs foram pensadas e recebem incentivo fiscal pelo governo, as OSCIPs são de iniciativa pessoal da comunidade e sobrevivem de doações e não têm qualquer tipo de parceria com os administradores de municípios e estados.


======

Exemplos:

Casa de Marta e Maria na comunidade Dona Marta, em Botafogo (RJ), fundada pela miss. Edméia Williams. A AVEC, Associação Vitória em Cristo, ajuda financeiramente ONGs evangélicas e patrocina projetos sociais em casas de recuperação de dependentes químicos, penitenciárias, hospitais e comunidades.

=======


Em geral, podemos definir como funções de uma organização social: a) auxílio na diminuição da obrigação direta do Estado com a realização de algumas tarefas, b) prestação de serviços à sociedade ou a atuação na conscientização social sobre temas importantes, como aqueles relacionados à saúde ou a preservação do meio ambiente.


 =====

Exemplo:

A AACD, Associação de Assistência à Criança Deficiente, foi criada em 1950 pelo Dr. Renato da Costa, médico especialista em Ortopedia, e se tornou a grande referência no tratamento de pessoas com deficiência física no Brasil. 

=====

O que é

Uma Organização Social (OS) pode ser definida como uma associação ou uma fundação de direito privado (pessoa jurídica), sem fins lucrativos, que recebe uma qualificação jurídica concedida pela Administração Pública com objetivo a prestação de um serviço para a sociedade.

Fatores que definem a estratificação

Simbolos Religiosos:

Quando uma religião se utiliza de símbolos, tipos e arquétipos, atos, obras de literatura e arte, eventos ou fenômenos naturais para comunicar uma ideia, esta associação é tanto para o intelecto quanto para as emoções. denominada de Simbolismo religioso. A eficácia destes símbolos consiste em apelar tanto para o intelecto quanto para as emoções


Você sabia ?

No início da Igreja primitiva, o símbolo do Ichthus, cujo significado em grego remete as acrônimo "Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador") é um sinal que consistia em dois arcos que se cruzavam para formar o perfil de um peixe, e que, usado para identificar os novos cristãos (sendo entendido apenas por iniciados) se tornou um dos símbolos mais antigos do cristianismo.

=======



O conceito de Representações simbólicas, como sinônimo de signos, imagens, formas ou conteúdos de pensamento, uma atividade representacional dos indivíduos ou um conjunto de ideias construídas por uma sociedade não é um conceito simples.


Historicamente ele vem sendo construído nas fronteiras da sociologia, psicologia e semiótica (estudo dos signos, da construção dos elementos que representam algum significado e sentido para o ser humano) e pode ser entendido como uma imagem mental de uma realidade ausente. Uma nação, por exemplo, pode ser representada de maneira simbólica, através de uma bandeira (símbolo) que evoca significados e emoções particulares sobre um grupo de pessoas ou habitantes de uma região que compartilham de uma mesma origem étnica, possuem costumes relativamente homogêneos e falam um mesmo idioma.


Estudiosos da Bíblia interpretam a figura do esposo e da noiva de Cantares como uma representação simbólica de Cristo e Sua igreja. A correlação entre Cristo, visto como o rei ou esposo, enquanto a igreja é representada pela sulamita.

Representação simbólica

O estudo das Representações Simbólicas é extremamente importante na Sociologia. Num sentido estrito, ele pode ser entendido como a imagem mental, a evocação simbólica das realidades ausentes que colabora com o entendimento do indivíduo em si mesmo e do próximo nas diversas experiências sociais. Dentro do pensamento sociológico, ele foi destacado e trabalhado por pensadores como Émile Durkheim, como uma forma de analisar a realidade coletiva sendo uma maneira de um determinado grupo social expressar seus conhecimentos, crenças e sentimentos.


========

Exemplo: a cruz vazia é um símbolo religioso máximo do cristianismo.

=========

Mobilidade social

Outro conceito muito importante para a Sociologia é o conceito de Mobilidade social. Ele pode ser entendido como o movimento de uma posição social para outra, que é perpetrado por um indivíduo ou grupo, ao longo do tempo. De uma maneira mais comum, a mobilidade social envolve à mudança nos status de renda (enriquecimento) e no status social de indivíduos ou famílias. Mas embora o conceito de Mobilidade Social seja, em sua maioria, percebido de maneira vertical, como no caso em que um indivíduo ou grupo acesse um nível mais alto (mobilidade ascendente) ou mais baixo (mobilidade descendente) na hierarquia social (por conta de uma promoção no emprego, ou casamento), este conceito pode se referir a mudanças na taxa de alfabetização, nos níveis de educação, ou até mesmo na melhoria dos índices de saúde, acesso a moradia ou saneamento básico, dentre outras variáveis possíveis de serem observadas entre grupos, como grupos étnicos em determinados países.


Pare e pense

Não é incomum casos em que os filhos acabam, através da obtenção de um diploma de graduação e aproveitamento de oportunidades, ocupando espaços e chegando a posições nunca imaginadas por seus pais. Estes são casos em que a mobilidade social é denominada intergeracional (é claro que isso pode acontecer ao contrário também e os filhos atingirem status inferior). Em outras situações, nos casos em que um indivíduo muda de status ao longo de sua vida, essa mobilidade é chamada de intrageracional. Sociedades onde altos níveis de mobilidade intergeracional são frequentes, podem demonstrar esforços governamentais de promoção de igualdade de oportunidades, como em casos que, por exemplo, esforços são realizados para o incremento do nível de alfabetização e o status socioeconômico da população.

==========


Fatores como o capital econômico, o capital humano, o capital cultural e o capital social podem ser considerados como os principais elementos de habilitação para vários graus de mobilidade social. 


Os recursos financeiros e materiais de uma pessoa (ex. renda e riqueza acumulada) determinam o seu capital econômico. Já a conclusão de um curso de nível superior, ou mesmo a compreensão dos costumes, rituais e histórias de um determinado grupo podem ser fatores primordiais para a obtenção do chamado capital cultural. Estes fatores podem, em determinadas circunstâncias, até mesmo conferir uma vantagem nas trocas sociais e consequentemente nos mercados de trabalho. As características individuais do ser humano, como suas habilidades, competências e mesmo a ética profissional, podem permitir maior realização educacional ou profissional são o que determinam o seu capital humano. Por último, e não menos importante, as chamadas “redes de relacionamento”, que proporcionam vantagens conferidas acesso a oportunidades profissionais e conhecimento interno são entendidas como capital social. Todos esses tipos de capital, isoladamente ou em conjunto, são facilitadores da mobilidade social, haja vista a possibilidade de proporcionarem maior possibilidade de acesso a oportunidades, elevação de padrões socioeconômicos e status.

Tipos de mobilidades

Mobilidade social vertical

Descendente

Quando uma pessoa passa a integrar um grupo economicamente inferior

Ascendente

Quando uma pessoa passa a integrar um grupo economicamente superior

Mobilidade social horizontal

Uma alteração de posição

Mobilidade dentro da mesma classe

Não inova mudança de classe social

O que Mobilidade Social (nota explicativa)


• Conforme a definição do sociólogo Anthony Giddens, mobilidade social é o “deslocamento de indivíduos e grupos entre posições socioeconômicas diferentes”. Esse movimento de indivíduos ou famílias dá-se dentro do sistema de classes sociais, estruturado conforme as categorias socioprofissionais.


Sistema de status e papel

Embora os status e os papéis sociais possam variar bastante de acordo com a cultura analisada, é extremamente importante que esses conceitos sejam bem compreendidos para que se possa realizar uma análise mais aprofundada da própria sociedade. Apesar de serem semelhantes, e às vezes confundidos em suas aplicações, os conceitos de status e papel social estão relacionados a coisas distintas no campo de estudos da Sociologia. O status social diz respeito a posição, lugar que o indivíduo ocupa na sociedade. O status pode ser atribuído a possibilidade de ascensão social de uma pessoa dentro da sociedade onde ele está inserido, ou seja, quanto maior for a capacidade de ascensão que ele tiver entre os seus, maior será seu prestígio e posição, i.e., maior será o seu status. O conceito de papel social é utilizado para explicar o que se espera de um indivíduo, suas atitudes, direitos e deveres que ele tem ao alcançar um determinado status social. Dessa maneira, podemos entender que o papel social envolve todo o tipo de comportamento que a sociedade demanda desse sujeito, quando ele alcança certo status. Grosso modo: o papel social determina a função dos indivíduos na sociedade.


Para tornar a coisa mais fácil, vamos exemplificar: o que se espera de uma mãe? Que ela cuide de seus filhos, ora! Agora se ela é também uma profissional que trabalha no setor comercial de uma empresa? Que ela seja uma boa vendedora dos artigos que essa empresa disponibiliza, entendido? Outro aspecto importante para o entendimento desses conceitos é que o status social possui uma íntima relação com o papel social que o indivíduo representa, uma vez que o status social é adquirido segundo as funções que esse indivíduo desempenha. E esse status social, pode ser classificado como status social adquirido ou atribuído. Atribuído – Esse tipo de status é concedido ao sujeito por questões familiares, de sexo, se assumiu uma responsabilidade (ex. quando uma pessoa se casa), pelo seu nível econômico, região onde nasceu e história e legado de vida dos seus pais (ex. filho do pastor) por exemplo, e não depende da vontade de quem a possui. Adquirido – Quando ele foi conquistado por uma ação direta do indivíduo, por seu mérito ou esforço próprio, através da ascensão em sua profissão, ao concluir um curso superior, se eleger para um cargo político, ou por suas ideias e comportamento.

Meritocracia

O conceito de meritocracia extrai a sua base na crença de que a estratificação social é o resultado do esforço pessoal que será determinante na definição da posição social do indivíduo. Daí, a palavra mérito (do latim meritum, é a ação que torna uma pessoa digna de ser recompensada). Tanto o conceito como os sistemas de meritocracia são considerados como um ideal, haja vista que, nem sempre, altos níveis de esforço serão determinantes para levar um indivíduo a uma alta posição social e vice-versa. Na verdade, é quase uma utopia, pensar que uma sociedade possa estabelecer um sistema de classificação social baseada puramente no mérito. Como a estrutura das sociedades é uma coisa demasiadamente complexa, a posição social de um indivíduo pode ser influenciada por inúmeros fatores - não apenas pelo mérito. Casos como o recebimento de uma herança, pressões para se conformar com as normas, a questão do poder econômico e a intervenção de outras pessoas dentro de um processo seletivo, por exemplo, podem trazer prejuízos à noção de meritocracia pura. Agora, mesmo sabendo que o conceito de uma meritocracia ideal nunca tenha existido, os cientistas sociais procuram observar aspectos relativos ao que se entende por meritocracia nas sociedades modernas para que possam traçar possibilidades de avaliar e recompensa por desempenho quando estudam o papel do desempenho, em diversas áreas, isso inclui tanto aspectos da vida profissional, como da acadêmica, buscando estabelecer parâmetros que garantam a isonomia das pessoas quando comparadas pelos sistemas de avaliação presentes nessas áreas.

Vantagens e críticas

A meritocracia pode colocar na conta da pessoa a responsabilidade exclusiva por seus sucessos e fracassos

A meritocracia pode ampliar o desempenho das pessoas, tanto no âmbito pessoal, como em questões profissionais

No entanto, a meritocracia pode ignorar o contexto social e cultural das pessoas, reforçando desigualdades existentes

Princípios

As recompensas são distribuídas de acordo com o mérito de cada pessoa

As pessoas devem se destacar por suas próprias conquistas, e não pela classe social de seus pais

O sucesso de uma pessoa depende principalmente dos resultados que ela obtém

História

A meritocracia encontrou grande acolhida nos Estados Unidos

A ideia de meritocracia foi inspirada na Revolução Francesa, quando Napoleão Bonaparte decretou que a origem de nascimento não contaria mais para o ingresso nas carreiras públicas

O que é Meritocracia ?

Meritocracia é um sistema social que valorizao esforço individual e as conquistas pessoais, em detrimento da origem social. É um modelo de ascensão social e econômica que se baseia em competências e habilidades.

Estratificação

Os fatores que definem a estratificação variam em diferentes sociedades. Embora, na maioria das sociedades, a estratificação seja baseada em critérios econômicos, isto é, em quão pobres ou ricas elas são, outros fatores podem ser considerados como importantes no que diz respeito a sua influência sobre a posição social. Algumas culturas, como as indígenas, apesar de serem muito vastas, elas apresentam elementos comuns entre as diferentes tribos. Um exemplo é a valorização da figura do ancião como uma espécie de arquivo vivo. Em outras culturas, como a judaica, a sabedoria e a tradição são valorizadas, e daí a importância dos idosos para a preservação da memória e a transmissão da história para as gerações mais jovens. Mas, se os idosos são estimados em algumas culturas, em outras, pode acontecer exatamente o contrário e os mais idosos serem negligenciados e esquecidos. E é exatamente por isso que as crenças culturais das estratificação. sociedades, em sua maioria, servem como reforço para que haja desigualdades de


Vamos ver um outro exemplo de como determinadas atitudes e crenças culturais como essas apoiam e perpetuam as desigualdades sociais? Professores, em sua maioria, geralmente investiram bastante tempo (e mesmo recursos financeiros) na obtenção têm altos níveis de educação, mas, em contrapartida, recebem baixos salários. Talvez, essa situação seja perpetuada pelo fato de muitas pessoas acreditarem que ensinar é uma profissão nobre (e realmente é). Por esta razão, os que se dedicam à docência devem fazer seu trabalho, tão somente como quem abraça uma vocação, pelo amor ao ensino e possibilidade de mudar o futuro de seus alunos, e não puramente por dinheiro. Agora, essa visão “romântica” não é exigida, por exemplo na postura de um homem de negócios, um executivo ou empreendedor bem-sucedido, num mundo em que a obtenção de vantagens financeiras é extremamente celebrada.


Os sistemas de estratificação podem ser classificados como fechados ou abertos: os sistemas fechados permitem pouca mudança nas hierarquias ou posições sociais, como no caso do rígido sistema de castas da Índia, que ainda persiste em várias regiões. Neste sistema, as posições sociais são determinadas nos status atribuídos ou nascimento (e onde permanecerão por toda vida) e nos quais as pessoas podem fazer pouco ou nada para mudar sua posição social. Já nos sistemas abertos, existe a possibilidade de mudanças e interações entre as camadas, observando-se fatores como riqueza, renda, educação e ocupação. Neste tipo de sistema de classes abertos, a Meritocracia pode ser considerada como um importante elemento para a mobilidade social, em casos em que realizações, (esforços pessoais) se constituem em um importante fator para a mudança de papéis na posição social.


O Sistema de Castas da Índia

Os sistemas de castas são sistemas de estratificação fechados nos quais as pessoas recebem ocupações, independentemente de seus talentos, interesses ou potencial. Na tradição das castas hindus, praticamente não há oportunidades de melhoria na posição social de uma pessoa.







2 tipos classificações

Sistema fechado

Sistema aberto

O que define ?

Vai variar de sociedade para outra sociedade

Estrutura Social

Nota explicativa 2

A estrutura social ou estratificação social é o termo usado pela Sociologia para se referir à colocação e à posição social de indivíduos e de grupos dentro de um sistema. Esse sistema de organização é derivado dos inter-relacionamentos e posições que existem entre os indivíduos e grupos que compõem determinada sociedade e pelas relações de obrigação comumente aceitos e praticados entre si, incluindo uma série de direitos e deveres, a que se obrigam.


Essa definição, portanto, alude as categorias em que uma sociedade, baseada em fatores como nível de renda, raça, educação, poder e religião (critérios socioeconômicos) posiciona e classifica (estabelece um ranking) seu povo. Como as desigualdades entre os indivíduos se tornam eminentemente expostas nesses processos de estratificação social, o trabalho dos sociólogos, partindo desse reconhecimento, é a busca do estabelecimento de padrões sociais mais elevados. Como não é possível atribuir a nenhum indivíduo, a responsabilização pelas desigualdades sociais, aos sociólogos cabe o reconhecimento e enfrentamento das situações estruturais que afetam as posições sociais dos indivíduos. Sendo assim, a estratificação não versa apenas sobre as desigualdades individuais, mas também como essas desigualdades se tornam sistemáticas e são perpetuadas pela associação de grupos, classes e afins. O problema reside em saber que, embora os indivíduos possam se posicionar em campos opostos ao apoiar ou combater as desigualdades, a realidade da estratificação social é percebida e aceita pela sociedade como um todo.

Nota explicativa 1

"Ao pensarmos no conceito de sociedade, é fundamental compreendermos algo intrínseco a ela: sua estrutura. Segundo Raymond Firth, em artigo publicado no livro Homem e Sociedade, organizado por Fernando Henrique Cardoso e Octavio Ianni, considera-se uma estrutura social a ligação das partes que compõem o todo, “o arranjo no qual os elementos da vida social estão ligados” (IANNI, 1973, p. 35). Dessa forma, são relações que se sobrepõem e se interligam, e possuem certo grau de complexidade, não sendo momentâneas, mas sim possuindo certa constância e continuidade. De maneira mais direta, podemos afirmar que a estrutura social diz respeito à forma como a sociedade se organiza – assim como certas funções são necessárias para aquele grupo – , e à forma como estão dispostos os status (posições sociais) e papéis sociais, conforme privilégios e deveres.


Além disso, é possível afirmar que estrutura social tem a ver com a expectativa do comportamento entre os indivíduos, os quais assumem papéis sociais e possuem status sociais, fatos que nos permitiriam organizar nossas vidas enquanto atores sociais. Isso significa que há uma expectativa para o papel social exercido pelo pai, pela mãe, pelo filho, pelo professor, pelo policial, enfim, por todos aqueles que estão na sociedade e interagem o tempo todo através das relações sociais. Mais do que isso, se pensarmos apenas no papel do professor, ao mesmo tempo em que há uma expectativa de seus alunos em relação a seu papel, ele também espera um comportamento de seus alunos, assim como de seus superiores, entre outros."


"Mais especificamente, “o conceito de estrutura social é um recurso analítico que serve para compreender como os homens se comportam socialmente” (ibidem, p. 36). Precisamos considerar que se as expectativas das normas sociais são importantes, por outro lado, essas mesmas normas podem ser alteradas pelos atores sociais em seu cotidiano. Isso significa que os papéis sociais podem mudar. Se aqueles tipos de relações sociais que caracterizam uma sociedade não existissem, consequentemente aquela sociedade não seria a mesma. Uma sociedade rural, como aquela que predominava no feudalismo, tinha relações peculiares. Com as transformações econômicas e políticas ocorridas com o despontar da sociedade industrial, o campo também mudou.


Outro ponto importante é pensar que vários aspectos fazem parte da estrutura social, dentre eles as relações de parentesco, uma vez que dizem respeito às relações sociais propriamente ditas. Grosso modo, as relações de parentesco são marcadas por um modelo de relação familiar, modelo esse que marca um padrão de funcionamento da família, importante instituição social que exerce sua função na vida social."


"Dessa forma, para se pensar em estrutura social, também devemos considerar a ideia de função social, a qual diz respeito à relação entre uma ação social e o sistema no qual essa ação está inserida. Em outras palavras, a função social é dada pelo resultado (consequência ou expectativa) da ação de um indivíduo (comportamento) em relação às outras pessoas que fazem parte de uma sociedade. Assim, as ações possuem funções sociais dentro de uma estrutura social. As funções sociais servem para atender às necessidades do homem que vive em sociedade (para além das biológicas). A função social do casamento seria formar uma família e, dessa forma, reproduzir os homens. Outro exemplo importante seria pensarmos na função social da proibição do incesto.


Não podemos pensar apenas nas funções sociais das ações dos homens, mas também na função social que determinados costumes ou práticas possuem dentro da sociedade. Há um sistema de interações que garante a estrutura social, no qual cada ação social, cada prática, cada costume, assume uma função. Por exemplo, as festas possuem uma função social, pois não se trata de apenas reunir pessoas, mas que essa reunião celebre ou tenha certa finalidade e sentido. A estrutura social seria marcada não apenas pelas ações dos homens, mas também pelas chamadas instituições – como o exemplo citado da família – considerando-se que “a instituição é o conjunto de valores e princípios estabelecidos tradicionalmente”


"Em linhas gerais, uma análise da sociedade não deve prescindir desses conceitos tão importantes à compreensão da realidade social – estrutura, função e instituições sociais, tentando-se apreender as características e as peculiaridades de cada época, de cada contexto. Assim, ao estudarmos as estruturas sociais, é preciso examinar como ocorrem as variações das formas básicas de relações sociais. Dessa maneira, temos de estudar tanto a adaptação social em transformações, como a continuidade social."


O que é ?

A estrutura social diz respeito à forma como uma sociedade se organiza, ou seja: principalmente através de relações complexas e constantes, que se interligam, como as relações estabelecidas entre os indivíduos, por meio dos papéis sociais que estes assumem.

UNIDADE 1 O ESTUDO DA SOCIEDADE HUMANA A1/A3

ELEMENTOS PARA A COMPREENSÃO DA SOCIEDADE
A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E A CONSEQUENTE EXPANSÃO DO CAPITALISMO
O CONTEXTO HISTÓRICO DO SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA
A Revolução Francesa
O lluminismo
A SOCIOLOGIA COMO CIÊNCIA
Subtópico

As transformações econômicas, políticas e culturais ocorridas no Ocidente a partir do século XVIII, como as Revoluções Industrial e Francesa, evidenciaram mudanças significativas na vida em sociedade com relação a suas formas passadas, baseadas principalmente nas tradições.


Assim surge a Sociologia em pleno século XVIII, com as primeiras pesquisas sociais e nas ideias gerais do Iluminismo, como forma de entender e explicar aquelas mudanças sociais. Por isso, a Sociologia é uma ciência datada historicamente e que seu surgimento está vinculado à consolidação do capitalismo moderno.


Essa disciplina marca uma mudança na maneira de se pensar a realidade social, desvinculando-se das preocupações transcendentais e diferenciando-se progressivamente das demais ciências enquanto forma racional e sistemática de compreensão da sociedade.


Ao contrário das explicações filosóficas das relações sociais, as explicações da Sociologia não partem simplesmente da especulação de gabinete, baseada, quando muito, na observação casual de alguns fatos. Para as explicações, são empregados os métodos estatísticos, a observação empírica e uma neutralidade metodológica.


Como ciência, a Sociologia deve obedecer aos mesmos princípios gerais válidos para todos os ramos de conhecimento científico, apesar das peculiaridades dos fenômenos sociais quando comparados com os fenômenos de natureza e, consequentemente, da abordagem científica da sociedade.


A Sociologia, considerando o tipo de conhecimento que produz, pode servir a diferentes tipos de interesses. A produção sociológica pode estar voltada para engendrar uma forma de conhecimento comprometida com emancipação humana. Ela pode ser um tipo de conhecimento orientado no sentido da promoção do melhor entendimento dos homens acerca de si mesmos, para alcançar maiores patamares de liberdade política e de bem-estar social.


Por outro lado, a Sociologia pode ser orientada como uma “ciência da ordem”, isto é, seus resultados podem ser utilizados com vistas à melhoria dos mecanismos de dominação por parte do Estado ou de grupos minoritários, sejam empresas privadas ou organismos de Inteligência, à revelia dos interesses e valores da comunidade democrática com vistas a manter o status quo.


SOBRE CIÊNCIAS SOCIAIS

Como as Ciências Sociais atuam?

Examinam os acontecimentos sociais

Como as Ciências Sociais atuam? (Nota explicativa)


• Examinam os acontecimentos sociais.


• Identificam as identidades do povo.


• Analisam os hábitos culturais, familiares e econômicos.


• Interpretam as diferentes realidades sociais.


• Identificam os valores morais e sociais de um determinado contexto social.


• Compreendem os ciclos históricos e as transformações sociais.

Contribuições das Ciências Sociais
Identificar problemas sociais

Nota complementar

Contribuições das Ciências Sociais (nota complementar)


• Identificar problemas sociais.


• Propor soluções para o desenvolvimento das comunidades.


• Promover políticas públicas inclusivas.


• Contribuir para o desenvolvimento sustentável.


• Construir sociedades equitativas.


• Avaliar atividades dos governos.


• Implementar políticas públicas.


• Realizar pesquisas de mercado.


• Contribuir com campanhas políticas.


• Contribuir com planos de desenvolvimento e projetos de urbanização.


Qual a importância das Ciências Sociais?
Permitem compreender as relações sociais, os comportamentos individuais e coletivos, e as estruturas sociais

Nota explicativa

Qual a importância das Ciências Sociais ?


Busca compreender melhor o funcionamento de uma sociedade, sua diversidade cultural e o modo de comportamento dos indivíduos, como seres que fazem parte de um grupo social.


• As Ciências Sociais são importantes porque permitem compreender as relações sociais, os comportamentos individuais e coletivos, e as estruturas sociais. Essas informações são fundamentais para a resolução de problemas sociais, econômicos e políticos.




3 áreas de estudos das ciências sociais
Ciência Política

O funcionamento da política, as ideologias, os regimes e sistemas de governo e a forma como se desenvolvem as relações de poder.

Sociologia

O funcionamento dos relacionamentos sociais entre os indivíduos que fazem parte de uma sociedade.

Antropologia

O que estuda ?

Características da sociedade, como os hábitos culturais, religiosos, econômicos e as estruturas familiares.

O que ela estuda ou investiga ?
Ela investiga as origens e o desenvolvimento dessas sociedades, bem como as características dos indivíduos e grupos que as compõem.
O que são ciências sociais ?
Ciências Sociais é uma área científica que estuda a organização das sociedades e culturas atuais

PLANO DE ESTUDO

PDF (slides)
Aula 10
Aula 9
Aula 8
Aula 7
Aula revisional 1
Aula 6
Aula 5
Aula 4
Aula 3
Aula 2

NOVAS TECNOLOGIAS E CONTROLE SOCIAL (Desafios jurídicos contemporâneos) (PDF)

Controle social pelo Panóptico (texto por escrito)

Jeremy Bentham foi um influente filósofo, jurista e teórico político britânico, cujas ideias tiveram um profundo impacto nas áreas da ética, política, direito e economia. Ele é amplamente considerado o fundador do utilitarismo, uma teoria moral que sustenta que a ação correta é aquela que maximiza a felicidade e minimiza o sofrimento para o maior número possível de pessoas. Jeremy Bentham nasceu em Houndsditch, Londres, em 15 de fevereiro de 1748, filho de um rico advogado. Bentham começou a aprender latim com apenas três anos, e aos cinco anos já estava estudando grego. Seu pai, reconhecendo seu potencial, incentivou sua educação em casa antes de enviá-lo para a escola. O desejo de seu pai era que o jovem Jeremy, se tornasse Lorde Chanceler da Inglaterra num futuro próximo. Na idade de treze anos, ele ingressou na Universidade de Oxford, tornando-se um dos alunos mais jovens a entrar lá. Sua educação em Oxford, não foi totalmente satisfatória para o jovem estudante. Ele criticava o currículo tradicional e considerava as práticas educacionais da época como ultrapassadas. Bentham estava mais interessado em explorar várias disciplinas e teorias, incluindo a filosofia, economia e leis. Ele passava boa parte de seu tempo lendo pensadores iluministas, como Locke, Montesquieu, Hume e Adam Smith. Mesmo com o pouco interesse no currículo do curso de direito, Bentham se formou em Oxford aos 15 anos. Porém ele já tinha em sua mente, a decisão de não exercer a advocacia, decisão que deixou seu pai decepcionado. No entanto, seu pai ofereceu apoio financeiro, e em seu testamento permitiu que Jeremy dedicasse seu tempo à escrita. Sem a preocupação de precisar se sustentar, Bentham dedicou sua vida aos estudos. Ele abordou uma infinidade de temas como economia, política, educação, religião e penalidade. Ele defendeu a liberdade de comércio, a abolição da escravidão, a emancipação das mulheres, o sufrágio universal, a separação entre Igreja e Estado e a reforma do sistema carcerário. Ele idealizou um modelo de prisão chamado panóptico, que consistia em um edifício circular com uma torre central de vigilância e celas individuais ao redor. O objetivo era criar um efeito psicológico de controle e disciplina nos presos, que se sentiriam observados o tempo todo. Uma das suas contribuições mais duradouras, e a que deixou ele famoso, foi sua ideia de utilitarismo, uma teoria ética que se baseia no princípio da "máxima felicidade", como critério para avaliar a moralidade das ações e das políticas. Essa abordagem ética busca maximizar a felicidade, e minimizar o sofrimento, visando o bem-estar geral da sociedade. Para Bentham, as ações são boas ou más, de acordo com sua tendência em aumentar ou diminuir a felicidade geral. Ele desenvolveu um cálculo de utilidade, que envolvia avaliar diversos fatores, como a intensidade do prazer ou dor, a duração, a certeza ou incerteza dos resultados, e a proximidade temporal. O utilitarismo de Bentham teve um impacto significativo em várias áreas, incluindo a filosofia, a ética, a política e até mesmo a legislação. Ele defendia que essa abordagem poderia ser aplicada tanto a decisões individuais quanto a políticas governamentais. Nos seus anos finais, Bentham permaneceu ativo intelectualmente. Ele continuou a revisar suas obras e a escrever até o fim. Bentham estava idoso na época de sua morte, com 84 anos, e havia enfrentado alguns problemas de saúde ao longo dos anos. Sua dedicação à pesquisa, à escrita e ao trabalho intelectual muitas vezes o mantinha imerso em seu trabalho, o que poderia ter impactado sua saúde geral. No entanto, a inflamação pulmonar é o motivo mais provável de sua morte Bentham nunca se casou, e morreu na companhia de amigos, na véspera da assinatura da Lei da Grande Reforma. Ele faleceu em 6 de junho de 1832, aos 84 anos de idade, em Londres. Antes de falecer, Bentham deixou um testamento, nele ele estipulou que o seu corpo fosse transformado em um auto-ícone de si mesmo, (ou seja, uma autoimagem usando partes do corpo que seriam vestidas e ficaria sentada, como se ele ainda estivesse vivo). Conforme solicitado por Bentham, seu esqueleto foi vestido com suas roupas e sua cabeça mumificada. No entanto, o processo de mumificação não saiu como o planejado, e sua cabeça ficou com uma aparência bastante macabra, e acabou sendo substituída por uma cabeça de cera. Em 1850 seu corpo foi adquirido pela University College London. Bentham foi um pioneiro do utilitarismo e um pensador influente nas áreas da ética, política e direito e suas ideias continuam a ter um impacto duradouro até hoje.

Controle social pelo Panóptico (YouTube)

Aula 1

A Sociologia de Durkheim e o fato social (PDF)

O tripé da Sociologia: Durkheim, Weber e Marx (ft. Tese Onze) (YouTube)

Aula de apresentação
MATERIAL COMPLEMENTAR
Introdução às Ciências Sociais - Sandro José da Silva
Dicionário crítico das ciências sociais dos países de fala oficial portuguesa
O impacto do sistema de castas no desenvolvimento econômico e social da Índia contemporânea
O que é uma Sociedade de Castas
LIVRO DIDÁTICO
PLANO DE ENSINO