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por Tiago Rodrigues 6 horas atrás

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1° SEMESTRE LÍNGUA PORTUGUESA INSTRUMENTAL (60h) Prof. Me. Isaías Junior

Textualidade refere-se às características que garantem que um conjunto de frases seja reconhecido como um texto coerente e significativo. Para um texto ser considerado válido, ele deve obedecer a determinados critérios e fatores que assegurem sua clareza e coesão.

1° SEMESTRE

LÍNGUA PORTUGUESA INSTRUMENTAL (60h)

Prof. Me. Isaías Junior

O que é Textualidade ? (Nota explicativa)


• Todos nós sabemos que um texto deve fazer sentido. Porém, o que garante o sentido no texto? Quais critérios, fatores e características devem ser respeitados e desenvolvidos para que um texto seja de fato um texto e não apenas uma sequência de frases?


• Textualidade é o resultado de um processo de textualização, ou seja, é o conjunto de características que dão a um discurso a garantia de ser aceito como texto.

1° SEMESTRE LÍNGUA PORTUGUESA INSTRUMENTAL (60h) Prof. Me. Isaías Junior

UNIDADE 4 GÊNEROS ACADÊMICOS A2/A3

EXPOSIÇÃO E ARGUMENTAÇÃO
RESUMO E RESENHA
O gênero resenha: definição, características e etapas de produção
O gênero resumo: definição, características e etapas de produção

Etapas do resumo

Resumo crítico

Resumo indicativo

Resumo informativo

PRODUÇÃO DOS GÊNEROS ACADÊMICOS

UNIDADE 3 FORMAS DE INTERAÇÃO SOCIAL A2/A3

TIPOS DE TEXTO

Argumentação

Argumentação


(Nota explicativa)


• A argumentação é uma atividade discursiva que possibilita a defesa de pontos de vista. Nos gêneros textuais, cuja sequência argumentativa é realçada, têm-se uma preocupação constante com o interlocutor, além de apresentar explícita ou implicitamente pontos de vista.

Geralmente, nos gêneros que trazem argumentação, o tema proposto é passível de debate, pois se tem o interesse de convencer o interlocutor acerca de nosso ponto de vista, e o contexto de produção (jornalístico, acadêmico, jurídico) favorece a defesa desse ponto de vista.

Daí a necessidade de termos conhecimentos a respeito do tema que estamos tratando no gênero (seja em uma resenha, num artigo ou numa monografia) e dos diferentes posicionamentos a respeito dele para que possamos argumentar!

Então, o que acharam do nosso intenso passeio pelos gêneros textuais?

Viram como tudo o que fazemos por meio de nossos encontros de comunicação na verdade são gêneros?

Aqui estamos no gênero aula, depois partiremos para o gênero fórum de discussão, depois para resumo e assim por diante.

Usamos, nesta unidade, vários tipos de textos e o nosso principal suporte textual será ou a tela do computador ou o livro impresso.

Em nossa quarta e última unidade, entraremos no mundo dos gêneros acadêmicos e conheceremos mais um pouco sobre as características da argumentação e da exposição. Espero revê-los em breve! Até lá!

Descritivo

Descritivo


(Nota explicativa)


• Uma descrição consiste em uma enumeração de parâmetros quantitativos e qualitativos, os quais buscam fornecer uma definição de alguma coisa.

Caracteriza-se por ser um “retrato verbal” de pessoas, objetos, animais, sentimentos, cenas ou ambientes.

Porém ela não se resume à enumeração pura e simples.

O essencial é saber captar o traço distintivo, particular, o que diferencia aquele elemento descrito de todos os demais de sua espécie.

Um texto de base descritiva tem como objetivo oferecer ao leitor/ouvinte a oportunidade de visualizar o cenário onde uma ação se desenvolve e as personagens que dela participam.

Ele também pode ter uma finalidade subsidiária na construção de outros tipos de

texto, funcionando como um plano de fundo, o que explica e situa a ação (na narração) ou que comenta e justifica a argumentação.

Podemos encontrar descrição facilmente em gêneros como bula de remédio, uma receita médica ou culinária, um anúncio de classificados, dentre muitos outros.

Narração

Narração


(Nota explicativa)


• Vamos iniciar com a narração.

A narração está vinculada à nossa vida, pois sempre temos algo a contar.

Narrar é relatar fatos e acontecimentos, reais ou fictícios, vividos por indivíduos, envolvendo ação e movimento.

Um elemento central na organização de textos narrativos é a sequência temporal.

Se observarmos bem, notaremos que a narrativa impõe certas normas, não é?



Sempre que lemos um conto, uma crônica, um romance, uma fábula, certamente encontraremos:


> O fato: que deve ter sequência ordenada (a sucessão de tais sequências recebe o nome de enredo, trama ou ação).


> A personagem: quem fez o que.


> O ambiente: o lugar onde ocorreu o fato.


> O momento: o tempo da ação.



• Isso acontece porque, na composição narrativa, o enredo gira em torno de um fato

acontecido. E, claro, toda história tem um cenário onde se desenvolve.

Dessa forma, ao enfocarmos a trama, o enredo, teremos, muito provavelmente, de fazer descrições para caracterizar tal cenário, tal personagem, não é?

Por isso, devemos saber que narração também envolve descrição!

Descrição

Tipos de texto


(Nota explicativa)


• Desde muito antes de entramos no ensino superior, já utilizávamos muitas formas de expressão que compõem a estrutura interna dos textos e as combinávamos com maestria.

Quando algum amigo faltava a aula, nós relatávamos tudo o que tinha acontecido. Ora narrávamos um episódio, ora descrevíamos um fato ou uma situação, ora expúnhamos nosso ponto de vista sobre aquele dia de aula.

Essas práticas cotidianas são tão habituais que não paramos para refletir que estamos usando diferentes estruturas textuais dentro de um mesmo gênero.

Nossa grande questão aqui, neste terceiro tópico, é fazer você compreender que gêneros textuais e tipos de texto são coisas diferentes, embora indissociáveis.

Imaginemos a seguinte situação: você foi passar um mês fazendo um intercâmbio em Londres. Seus amigos estão ansiosos por notícias suas há algum tempo.

Certamente, você não lhes dirá que escreverá uma narração de seus dias na capital da Inglaterra, muito menos lhes enviará uma descrição do Big Ben!

O mais lógico, prático e usual será você lhes enviar um e-mail relatando tudo o que lhe aconteceu na terra da Rainha!

Agora vamos por partes: o e-mail é o gênero, o instrumento de interação que você elegeu para se comunicar com seus amigos e não uma narração ou uma descrição, concorda?

Isso é o que acontece em nossas comunicações do dia a dia: interagimos por meio de gêneros e não através das formas de organizar e de transmitir a informação que podem aparecer na estrutura textual!

Vamos dar a palavra mais uma vez para o professor Marcuschi (2010, p. 22 e 23): ele novamente afirma, como já havíamos feito antes, que não há outra forma de nos comunicarmos verbalmente que não seja pelos gêneros, pois eles se constituem como ações sociodiscursivas para agir sobre o mundo e dizer o mundo.

Então, quando usamos a expressão gêneros textuais, nos referimos aos textos materializados que encontramos em nossa vida diária e eles são inúmeros!

Não podemos contabilizar a quantidade de gêneros textuais que encontramos em nossos eventos comunicativos.

Agora, em se tratando de tipos de texto, ou seja, das sequências textuais definidas por natureza linguísticas, como a narração, a descrição, a argumentação e a exposição, veremos que elas não abrangem meia dúzia de tipos.

Tipo de texto, portanto, corresponde à constituição estrutural interna e este pode apresentar na sua estrutura várias sequências ou tipos textuais.

Os tipos de texto são definidos predominantemente por suas características linguísticas. Por isso, eles são caracterizados por um conjunto de traços que formam uma sequência e não um texto!

Para encerrarmos essa conversa sobre a distinção entre gêneros e tipo de texto, destacamos que os gêneros são uma espécie de armadura comunicativa geral preenchida por sequências tipológicas de base que podem ser bastante heterogêneas, mas relacionadas entre si.

Logo, quando se nomeia certo texto como narrativo, descritivo ou argumentativo, não se está nomeando o gênero e sim o predomínio de um tipo de sequência de base (MARCUSCHI, 2010, p. 28).

Que tal conhecermos um pouquinho algumas características dos principais tipos de texto?

CLASSIFICAÇÃO DOS GENEROS TEXTUAIS
Alguns gêneros dentro do domínio

Lazer

Domínio Discursivo: Lazer


Gêneros textuais: descrito abaixo


(Nota complementar)


Piadas, jogos, adivinhações, história em quadrinhos, palavras cruzadas, horóscopo etc.

Publicitário

Domínio Discursivo: Publicitário


Gêneros textuais: descrito abaixo


(Nota complementar)


Propaganda, publicidade, anúncio, cartazes, folhetos, avisos, placas, logomarcas, outdoors, panfletos, spot etc.

Religioso

Domínio Discursivo: Religioso


Gêneros textuais: descrito abaixo


(Nota complementar)


Orações, rezas, catecismo, homilia, cânticos religiosos, hagiografia, parábolas etc.

Jornalístico

Domínio Discursivo: Jornalistico


Gêneros textuais: descrito abaixo


(Nota complementar)


Editorial, crônicas, notícias, jogos, artigo jornalístico, carta ao leitor, entrevista, debate, caricatura, boletim do tempo,

errata, charge, manchete etc.

Domínio Discursivo

Acadêmico / Educacional

Gêneros textuais

Domínio Discursivo: Acadêmico / Educacional


Gêneros textuais: descrito abaixo


(Nota complementar)


Artigos científicos, tabelas, mapas, monografias, diploma, prova, resenha, resumo, biografias, glossários, notas de rodapé, projetos, epígrafes, teses etc.

Classificação dos gêneros textuais


(Nota explicativa)


• O que os gêneros a seguir têm em comum?

Todos eles fazem parte de uma situação de comunicação verbal espontânea, isto é, são os mais elementares gêneros no cotidiano.

Veja que todos eles têm a situação discursiva imediata como caraterística principal, não requerem muito organização e elaboração, pois tomam a fluidez espontânea como premissa básica na interação.

Bakhtin (2011, p. 263) os denominou como gêneros primários.

Os gêneros do discurso primário podem ser exemplificados com um diálogo cotidiano, uma carta pessoal, o relato familiar, um diário, um bilhete, um telefonema, uma conversa de bar, um chat (bate-papo na internet) entre outros.

O autor salienta que os gêneros primários são formados na comunicação discursiva imediata.

Agora pare para pensar: quando você está ao telefone conversando com um amigo, não vai se preocupar em falar frases bem elaboradas tampouco de usar a retórica para efetivar a comunicação, não é?

Vocês progredirão a conversa de forma espontânea, sem a necessidade de prévia organização do discurso.

À medida que suas ideias vêm à mente, você as colocará no plano da fala sem preocupação com possíveis adequações, verdade?

Por isso, o telefonema se caracteriza como um gênero primário! Entendeu?

Será que eles também fazem parte de uma situação espontânea de comunicação, isto é, será que não houve nenhuma preparação prévia para construí-los?

Provavelmente não! Quando um enunciador escreve um anúncio que será publicado na seção de classificados de um jornal, certamente ele organizará seu texto previamente, a fim de persuadir o leitor a comprar (ou vender) aquilo que ele deseja.

Logo, ele usará estruturas verbais específicas, composição textual adequada àquele gênero, bem como levará em conta o estilo do gênero, pois ele quer ser reconhecido e aceito socialmente.

O mesmo acontecerá com as palavras cruzadas, as receitas culinárias e as notícias de jornal: todas passarão por uma organização de estilo e de estrutura prévias antes de serem publicadas.

Logo deixaram de ser gêneros simples (primários) para se tornar gêneros mais complexos (secundários!).

Bakhtin (idem) ressalta que é de extrema importância observar a diferença que existe entre os gêneros primário e secundário.

Não se trata, porém, de uma diferença funcional.

Segundo ele, os gêneros secundários surgem nas condições de um convívio cultural mais complexo e relativamente muito desenvolvido e organizado (predominantemente escrito) e que, no processo de sua formação, eles incorporam e reelaboram vários gêneros primários.

Podem ser exemplificados com o romance, o teatro, o discurso científico, o discurso ideológico, a monografia, a resenha, o resumo, a bula de remédio, as manchetes e notícias veiculadas na imprensa etc.

É interessante percebemos que os textos com características semelhantes passam a pertencer a um determinado domínio discursivo, isto é, o lugar onde os textos ocorrem/circulam.

Para Marcuschi (2008), um domínio discursivo constitui muito mais do que uma esfera da atividade humana, pois indica instâncias discursivas.

Viram que cada domínio discursivo produz gêneros específicos?

Isso quer dizer que não usamos os gêneros a partir de modelos que construímos individualmente, mas a partir de modelos previamente acordados pelos participantes de comunidades discursivas!

E estes gêneros podem ser primários ou secundários.

A maleabilidade dos gêneros permitirá a transmutação (adaptação) de alguns gêneros do domínio analógico para o domínio digital, por exemplo!

Como assim?

Ora, é simples: antigamente, para mandar uma informação para um parente distante, as pessoas escreviam uma carta no papel.

Hoje, podemos fazer um telefonema, passar uma mensagem pelo celular, mandar um e-mail, escrever no facebook, conversar pelo Skype, entre outras formas mais rápidas e interativas de comunicação que a Era Digital nos proporcionou.

Os gêneros também são identificados a partir de sua relação com o suporte textual! O suporte de texto será, portanto, o portador do gênero, o canal onde ele está veiculado. Uma notícia pode aparecer em suportes textuais como as revistas, os jornais, os websites; todos os exemplos de suporte.

Há outros igualmente conhecidos como os outdoors, os pen-drives, os cartazes, as faixas, os livros, os CD ROM, a internet.

Não queremos fazer uma classificação de suportes aqui.

Nossa intenção é salientar como eles contribuem para seleção de gêneros e sua forma de apresentação.

Se pensarmos bem, desde a antiguidade, os suportes textuais variaram, indo das paredes interiores de cavernas às tabuletas, ao pergaminho, ao papiro, ao papel, ao outdoor, para hoje chegar ao ambiente virtual da internet.

Eles serão sempre imprescindíveis para que o gênero circule na sociedade e devem ter alguma influência na natureza do gênero suportado, porém isso não significa que o suporte determine o gênero!

Muito pelo contrário: será o tipo de gênero que exigirá um suporte especial.

Agora que aprendemos a classificação dos gêneros em primários e secundários e reconhecemos a importância dos suportes para a definição dos gêneros, veremos, no próximo tópico, outra categoria de texto que é responsável pela organização estrutural dos gêneros: os tipos de texto.

GÊNEROS TEXTUAIS

Explicação do livro

Gêneros textuais


(Nota explicativa)


• Caro(a) aluno(a), 

Na unidade anterior, aprendemos que um texto funciona comunicativamente a partir de uma série de critérios e fatores que devem ser respeitados e desenvolvidos para que um texto seja de fato um texto e não apenas uma sequência de frases, lembra?  

Também nesse segundo encontro, discutimos o conjunto de características que dão a um discurso a garantia de ser aceito como texto, em outras palavras, estudamos a textualidade e os critérios de textualização, não foi?  

Pois bem, nesta terceira unidade, conversaremos algo que já se tornou comum no ambiente acadêmico: a ideia de que os gêneros textuais contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas que acontecem no dia a dia.  

Por esta razão, tanto os professores quanto os alunos sabem (ou deveriam saber) que todas as produções (orais ou escritas) devem ser construídas e desenvolvidas a partir dos gêneros. Aqui aprenderemos que usar a linguagem, isto é, usar os gêneros, é uma forma de agir socialmente, de interagir.  

Fazendo uma relação com a aula anterior, veremos que os gêneros se materializam através de textos!  

A partir dessa premissa, surgiram novas pesquisas e estudos que contribuíram para nos auxiliares na produção de textos no cotidiano acadêmico.  


• Aprenderemos, nesta terceira unidade, que há uma distinção entre o conceito de gênero e tipo textual, já que gênero corresponde ao texto empírico, que se apresenta sob diferentes formas, como e-mail, entrevista, blog; enquanto tipo textual compreende os aspectos linguísticos que estudamos na unidade 1, como tempos verbais, construções sintáticas, presentes nos diferentes gêneros e que caracterizam as narrativas, as exposições, as argumentações, as descrições e as dissertações.  


• Abordaremos os eventos comunicativos que se realizam em diversas práticas sociais e conheceremos formas de trabalhar os gêneros.  

Enfim, vamos juntos fazer uma discussão e ampliar nosso conhecimento sobre a produção de texto?  

À leitura, então!

UNIDADE 2 A CONSTRUÇÃO DA TEXTUALIDADE A1/A3

CONSTRUÇÃO DA TEXTUALIDADE
Letramento

Tipos de Letramento

Mais comuns

Multiletramentos

Multiletramentos (nota explicativa)


• Refere-se aos vários tipos de letramento existentes na sociedade, considerando a diversidade cultural, as diferentes formas de produzir textos e a multiplicidade semiótica.


• O multiletramento permite uma comunicação mais ampla, pois os textos são expressos em diferentes línguas, mídias e sentidos.


• Nesse contexto, o discurso envolve diferentes modalidades: letras, códigos, símbolos, imagens, som, interação, percepção, conhecimento do contexto local e toda habilidade não linear.

Letramento Digital

Letramento Digital (nota explicativa)


• Aborda o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes relacionadas ao uso dos recursos digitais com proficiência, às práticas socioculturais, aos sentidos e às reflexões estabelecidas entre a humanidade e o uso de tecnologia.


• Caracteriza-se pelo entendimento das relações humanas mediadas pela comunicação digital, e envolve a compreensão de textos narrativos, análise e interpretação das informações recebidas pelo meio digital e o conhecimento das mídias envolvidas.


• O letramento digital permite a utilização adequada das Tecnologias da Informação e Comunicação, graças ao desenvolvimento das competências necessárias adquiridas em conjunto com os demais conceitos que embasam o currículo de referência em tecnologia e computação.

Letramento Acadêmico

Letramento Acadêmico (nota explicativa)


• Envolve os conhecimentos adquiridos no processo de ensino e aprendizagem, e contempla as habilidades de estudo, escolarização e socialização no ambiente escolar.


• Refere-se à produção e sistematização do conhecimento por meio da educação formal, que acontece em uma instituição de ensino, e permite a interação entre os processos internos do indivíduo e os processos sociais, a fim de produzir novas formas de linguagem.

Letramento Literário

Letramento Literário (nota explicativa)


• Envolve o processo de apropriação da literatura como linguagem. Por meio das histórias descritas nos livros, é possível ampliar a consciência, conhecer novas possibilidades e modos diferentes de ser.


• A literatura permite estimular a criatividade e a produção de significados e sentidos, mediante a interação do leitor com a obra, o que requer habilidades de interpretação e compreensão.

Letramento Linguístico

Letramento Linguístico (nota explicativa)


• É a habilidade de dominar a linguagem em todas as suas dimensões e utilizar os conhecimentos linguísticos no cotidiano, isto é, nas relações sociais, na comunicação e nas ações praticadas socialmente.


• Além de possibilitar a capacidade de ler e escrever, o letramento linguístico proporciona as habilidades de interpretar, compreender e dar sentido ao mundo, bem como de transformar o meio social mediante a linguagem.

Letramento Matemático

Letramento Matemático (nota explicativa)


• Refere-se à capacidade de identificar e compreender o papel da Matemática no mundo e utilizá-la com o objetivo de atender às necessidades do indivíduo no cumprimento de seu papel de cidadão consciente, crítico e construtivo.


• Além de utilizar os conhecimentos matemáticos para a realização de atividades práticas, como as operações, possibilita o raciocínio lógico, a argumentação, a comunicação, a modelagem, a colocação e solução de problemas, a representação e uso de linguagem simbólica, formal e técnica.

Letramento Científico

Nota explicativa (exemplo)

Letramento Científico (nota explicativa)


• Refere-se ao uso dos conhecimentos científicos para adquirir novos saberes, identificar e interpretar as práticas científicas para utilizá-las no cotidiano, seja na vida pessoal ou social.


• O letramento científico relaciona-se à compreensão de conceitos científicos, à capacidade de aplicar esses conceitos e pensar conforme uma perspectiva científica, a fim de atuar sobre o meio e transformá-lo.

Tipos de letramento (nota explicativa)


• O letramento é um processo muito amplo e complexo, e envolve diversos aspectos: pessoais, sociais, culturais, históricos, econômicos, tecnológicos, entre outros.

Exemplos de Atividades de Letramento

Exemplos de Atividades de Letramento (nota explicativa)


• O processo de letramento requer o conhecimento teórico e prático sobre a linguagem, portanto, é fundamental propor atividades que estimulem as habilidades dos alunos, como:


- Projetos de leitura;


- Produção de textos;


- Interpretação de textos;


- Leitura e interpretação de imagens e obras de arte;


- Práticas artísticas para se expressar;


- Discussões sobre as leituras;


- Experimentos científicos e discussões;


- Trabalhos sobre diferentes culturas e línguas;


- Resolução de problemas por meio da linguagem;


- Resolução de problemas por meio dos conhecimentos matemáticos;


- Utilização de recursos digitais para comunicação e leitura.

Letramento e Alfabetização

Letramento e Alfabetização (nota explicativa)


• É muito comum confundir letramento com alfabetização, entretanto, são conceitos distintos, mesmo que interajam entre si e sejam considerados indissociáveis e interdependentes.


• A alfabetização diz respeito ao conhecimento e aprendizado da escrita alfabética, visando o domínio do sistema alfabético e ortográfico para sua decodificação, ou seja, a aquisição do sistema convencional da escrita.


• O letramento é um processo mais amplo, possibilita o desenvolvimento de habilidades, comportamentos e práticas de uso do sistema convencional da escrita na produção e compreensão de textos inseridos nas práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita.


• Sendo assim, o processo de alfabetização é finito, enquanto o letramento é uma construção permanente, considerando que ao longo da vida nos deparamos com diferentes discursos, aos quais precisamos interpretar e atribuir sentidos.


• A principal diferença entre ambos reside no fato de que a alfabetização ensina a codificar e decodificar o sistema de escrita, e o letramento ensina a dominar e empregar adequadamente a linguagem no contexto das práticas sociais.

São conceitos distintos, mesmo que interajam entre si e sejam

A importância do Letramento

A importância do Letramento (nota explicativa)


• O letramento é um processo que permite a inserção do indivíduo na sociedade, que por meio da linguagem se constituiu e se desenvolveu mediante a interação, a comunicação e a atuação sobre o meio.


A sociedade se informa e se comunica por meio da linguagem, e a diversidade cultural e multiplicidade semiótica envolvidas na construção de textos e sentidos, a cada dia requerem interpretação cada vez mais apurada para haver uma compreensão e comunicação eficientes.


“As atividades humanas realizam-se nas práticas sociais, mediadas por diferentes linguagens: verbal (oral ou visual-motora, como Libras e a escrita), corporal, visual, sonora e digital” (BNCC).


• Neste sentido, a linguagem é um recurso dinâmico e de representação, é uma prática sociocultural que permite atuar sobre o meio e produzir significados, transformando a sociedade por meio da leitura e escrita.


• Tal fato ocorre porque os leitores são construtores sociais, sujeitos ativos que constroem e são construídos mediante o texto, pois a leitura é uma atividade dinâmica que estabelece uma relação dialógica entre o livro e o leitor, por meio da qual se constrói o sentido do texto.


• Além disso, a leitura amplia a realidade, fornecendo novos instrumentos para sua percepção e um uma espécie de guia para viver em sociedade, pois possibilita utilizar as informações obtidas a seu favor.


• Sendo assim, para formar um cidadão letrado, cabe à escola disponibilizar os textos que circulam socialmente, bem como ensinar a produzi-los e interpretá-los, a fim de que o aluno seja capaz de compreender conceitos, apreender uma informação nova, descrever problemas, comparar diferentes pontos de vista e argumentar sobre diversos assuntos, empregando de forma crítica a leitura e a escrita.


• O professor tem um papel fundamental nesse processo, pois é ele quem apresenta aquilo que será lido e auxilia na interpretação e construção de significados contidos nos mais diversos contextos, seja em um livro, um texto, uma paisagem, uma imagem, uma partitura, um corpo em movimento e no mundo.


“Cabe a ele criar, promover experiências, situações novas e manipulações que conduzam à formação de uma geração de leitores capazes de dominar as múltiplas formas de linguagem e de reconhecer os variados e inovadores recursos tecnológicos, disponíveis para a comunicação humana presentes no dia a dia.” (NEVES et al., 2004, p. 12).



Conheça os objetivos

Conheça os objetivos (nota explicativa)


• O letramento vai muito além da habilidade de ler e escrever, a qual é, por vezes, desempenhada como uma atividade mecânica, limitando-se a codificar e decodificar palavras.



• Portanto, os objetivos do letramento são:


- Dominar a linguagem em todos os contextos;


- Apropriar-se das práticas sociais de leitura e escrita;


- Empregar adequadamente a leitura e a escrita nas práticas sociais;


- Assumir a linguagem como ferramenta de interação com o meio;


- Perceber a realidade por meio da leitura do mundo;


- Produzir significados e sentidos por meio da leitura;


- Elaborar discursos;


- Interpretar e compreender de textos;


- Proporcionar reflexões.


Conceito de Letramento

Conceito de Letramento (nota explicativa)


• A palavra “letramento” se origina da expressão inglesa literacy, cuja etimologia remete ao termo em latim littera, que significa “letra”. Ambas as línguas utilizaram como prefixo a palavra latina e acrescentaram um sufixo para formar um novo conceito. Em português, foi utilizado o prefixo “letra” e adicionado o sufixo “mento”.


• O surgimento da palavra foi influenciado por transformações sociais, culturais, históricas, políticas e econômicas, fatores que comumente provocam o surgimento de novos termos e conceitos para designar fenômenos e demandas que surgem na sociedade.


• Nesse cenário, o letramento surgiu para atender uma nova realidade social, na qual se tornou imprescindível o desenvolvimento de habilidades a serem utilizadas para ler e escrever no contexto das práticas sociais, não somente realizar a leitura e a escrita de palavras.


• Sobre o conceito de letramento, uma das definições mais elucidativas do termo é a apresentada por Magda Soares, professora, pesquisadora e escritora da área da Educação:


“Letramento é o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever, o estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita”.


• De acordo com esse conceito, a capacidade de leitura e interpretação de textos, bem como o uso eficiente da leitura e da escrita, que configuram o letramento, seria resultado ou consequência do processo de alfabetização.


• Madga Soares, em seu livro Alfabetização e letramento: caderno do professor, escrito em conjunto com Antônio Batista, também define letramento como:


“Conjunto de conhecimentos, atitudes e capacidades envolvidos no uso da língua em práticas sociais e necessários para uma participação ativa e competente na cultura escrita”.


• Nessa definição, o conceito de letramento se configura como prática social, extrapolando a leitura e a escrita como requisitos limitados à alfabetização, ou seja, é preciso saber ler e escrever para atuar no mundo.


• Em resumo, o letramento é a habilidade de saber ler e escrever de acordo com o contexto das práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita, as quais se pautam na linguagem como produto cultural e social.

Letramentona sociedade

O que é Letramento ?


(Nota explicativa)


• Um dos objetivos do processo de Ensino e Aprendizagem é formar cidadãos responsáveis, aptos a atuar na sociedade em prol de sua transformação e melhoria. Nesse contexto, o letramento torna-se essencial, considerando que as relações sociais são mediadas pela linguagem.

Fatores da Textualidade | Elementos da Textualidade

Fatores Pragmáticos

Critérios gerais da textualidade

Intertextualidade

Usar os textos de outros ewcritores

Os textos interagem, se falam

O texto pode se relacionar com outros textos, sejam eles anteriores, posteriores ou contemporâneos

Intertextualidade (nota explicativa)


• Refere-se às relações discursivas entre diferentes textos. Mesmo que não haja uma intertextualidade explícita no texto, ele precisa considerar informações prévias à sua produção, desse modo, todo texto carrega outros textos em sua composição.

Pode ser

Baixa

Média

Alta

O texto deve fornecer informações relevantes para o seu objetivo

Informatividade (nota explicativa)


• Refere-se aos dados que o texto apresenta, se são informações novas ou conhecidas. Para que o texto tenha fluência, é importante que ele balanceie os dois tipos de informação. Se o texto só apresentar informações conhecidas, pode ser redundante; se apresentar só informações novas, pode ser incompreensível.

Situacionalidade

O texto deve levar em consideração o contexto em que foi produzido e recebido

Situcionalidade (nota explicativa)


Refere-se ao contexto no qual o texto está inserido, seja na produção, seja na leitura. Esse elemento interfere no uso da língua, na escolha e polidez das palavras, no tom de voz, etc. Graças às situações de uso, um texto pode ter sentido em um contexto e não o ter em outro.

Aceitabilidade

Cooperação do interlocutor em compreender o sentido do texto que o produtor lhe dirige

Aceitabilidade (nota explicativa)


• Refere-se à recepção do texto, à compreensão do interlocutor sobre a mensagem.

Intencionalidade

Por que a intencionalidade é critério de textualidade para o sentido do texto?

Imagem (exemplo)

O texto deve ter um objetivo, seja informar, persuadir, entreter ou outro

Intencionalidade (nota explicativa)


• Refere-se ao modo ou à forma como o autor constrói o texto para alcançar determinada intenção. Nesse sentido, cabem principalmente os textos publicitários, nos quais a linguagem e o texto se moldam para convencer o consumidor.

Explicação do que são Fatores Pragmáticos

Fatores pragmáticos (nota explicativa)


• Referem-se aos aspectos extratextuais, ou seja, a elementos que estão fora da língua, mas que, no entanto, influenciam tanto a produção quanto a recepção ou compreensão do texto. Esses fatores continuam a ser estudados e novos elementos são descobertos, de modo que novas categorias, nem sempre tão conhecidas, surgem no estudo da textualidade. As principais e mais reconhecidas são cinco:


- Intencionalidade


- Aceitabilidade


- Informatividade


- Situacionalidade


- Intertextualidade



Fatores Semânticos | Principais

Coerência | (Lógica)

Coerência Descritiva

Coerência descritiva


(exemplos)



Exemplo:


Fazia tão calor naquele dia, que as roupas pareciam aderir à pele. Cada passo na calçada era um desafio ao bem-estar devido à temperatura do ladrilho. Mesmo assim, saiu mais cedo e foi fazer as compras de aniversário para a surpresa da noite. Nem mesmo o calor seria suficiente para impedir a festa.

Coerência Descritiva (nota explicativa)


• Nesses textos é promovido um retrato das pessoas, coisas e ambientes com detalhes sobre suas particularidades.


• São usadas figuras que condizem com a cena, o ambiente e o tempo onde estão situados os personagens e acontecimentos.

Coerência Argumentativa

Coerência Argumentativa (exemplos)


Exemplo:


• A violência escolar é um problema que envolve toda a comunidade. Do núcleo familiar ao convívio em sociedade, é o Estado, contudo, o responsável por oferecer as condições necessárias para a redução do problema até a sua quase eliminação.


• Cabe à sociedade interferir para que o Estado desempenhe de maneira satisfatória o seu papel e evite que problemas como a violência na escola prejudiquem o desenvolvimento da comunidade. Em suma, o problema só terá fim com o envolvimento conjunto da sociedade e Estado.

Coerência Argumentativa (nota explicativa)


• São apresentados exemplos, opiniões e dados utilizados como argumento para sustentar a conclusão.


• Também é preciso obedecer a uma sequência lógica de acontecimentos para sustentar a argumentação e possibilitar a compreensão da conclusão.

Coerência Narrativa

Coerência Narrativa (exemplo)


Ele ligou à noite para acalmar o desespero dela. Sentou no sofá de couro já gasto, acendeu a luz do abajur na sala já escura. Chamou por querida, clamou por perdão. Relatou o dia e prometeu reduzir os hiatos que os separava. A conversa deu fome. Ele levantou e procurou os últimos vestígios do jantar. Ela ficou saciada com um copo de leite quente preparado enquanto ele lhe fazia juras que seriam quebradas na manhã seguinte.

Coerência Narrativa (nota explicativa)


• Nesse tipo de texto é obedecida uma lógica entre ações e personagens. Cada ação obedece a um tempo que permite conhecer a ordem dos acontecimentos sem contradições.

Fatores de coerência

Informatividade

Informatividade (exemplo)


EXEMPLO:


O Brasil foi colonizado por Portugal.

Informatividade (nota explicativa)


• Quanto maior informação não previsível um texto tiver, mais rico e interessante ele será. Assim, dizer o que é óbvio ou insistir numa informação e não desenvolvê-la, com certeza desvaloriza o texto.

Fatores de contextualização

Fatores de contextualização (exemplos)


EXEMPLO:


— Está marcado para às 10h.


— O que está marcado para às 10h? Não sei sobre o que está falando.

Fatores de contextualização (nota explicativa)



Há fatores que inserem o interlocutor na mensagem providenciando a sua clareza, como os títulos de uma notícia ou a data de uma mensagem.

Inferências

Inferências


(Nota explicativa)


• Exemplo:


Quando os chamar para jantar, não esqueça que eles são indianos. (ou seja, em princípio, esses convidados não comem carne de vaca)

Inferências


(nota explicativa)


• Através das inferências, as informações podem ser simplificadas se partimos do pressuposto que os interlocutores partilham do mesmo conhecimento.

Conhecimento de mundo

Conhecimento de mundo (exemplos)


• EXEMPLO:


Peru, Panetone, frutas e nozes. Tudo a postos para o Carnaval!


• Uma questão cultural nos leva a concluir que a oração acima é incoerente. Isso porque “peru, panetone, frutas e nozes” (frames) são elementos que pertencem à celebração do Natal e não à festa de carnaval.

Conhecimento de mundo (nota explicativa)


• É o conjunto de conhecimento que adquirimos ao longo da vida e que são arquivados na nossa memória.


• São os chamados frames (rótulos), esquemas (planos de funcionamento, como a rotina alimentar: café da amanhã, almoço e jantar), planos (planejar algo com um objetivo, tal como jogar um jogo), scripts (roteiros, tal como normas de etiqueta).

Metarregras da Coerência textual

Princípio da Relevância

Uma redação que trata de "temas" diferentes em cada parágrafo

Exige que as ideias do texto estejam relacionadas entre si e com o tema

Princípio da Relevância


(nota complementar)


• Um texto fragmentado, que aborda assuntos diferentes que não se relacionam entre si, corre o risco de tornar o texto incoerente.

Princípio da Não-Tautologia (repetição)

A última vez que fui para Salvador foi há cinco anos

Princípio da Não-Tautologia


(Nota complementar)



Exemplos:


> Eu viajo muito para o exterior e no exterior acabei fazendo muitas descobertas, já que no exterior têm-se mais liberdade de se expressar


> A última vez que fui para Salvador foi há cinco anos.


> João entrou no carro, embarcou na viatura, adentrou o automóvel e partiu.


Repetição; ideias redundantes

É o emprego de palavras diferentes para expressar a mesma ideia

Princípio da Não-Tautologia


(Nota complementar)



• Quando há o vício de linguagem que consiste na repetição excessiva de palavras ou termos a informação pode ser prejudicada.


• Tautologia é a repetição desnecessária de um conceito ou ideia.


• O princípio da não tautologia é um princípio de coerência textual que estabelece que não se deve repetir ideias, mesmo que use palavras diferentes.


Por exemplo


> "acabamento final", 

> "vereador da cidade", 

> "on-line pela internet", 

> "fato real", 

> "acredito que possivelmente", 

> "elo de ligação",

> "demasiadamente excessivo" 

> "gritar muito alto".



Por que é importante


• Impede a progressão textual e o entendimento da mensagem

Princípio da Articulação

Precisa que os fatos que denotam no mundo representado estejam diretamente relacionados.

Princípio da Articulação


(Nota explicativa)


• A metarregra da articulação é uma regra que diz respeito à relação entre os conceitos e os fatos apresentados num texto. Ela também é conhecida como metarregra da relação.


• A metarregra da articulação estabelece que é preciso haver mecanismos coesivos que realizem as costuras dentro do texto.


• Para garantir a continuidade temática, é necessário não se contradizer na articulação dos tópicos.

Princípio da Não-contradição

"Eu viajo muito para o exterior, mas [conectivo] nunca fui para fora do país"

A frase não tem coerência.

A coesão está correta.

Um texto deve apresentar ideias lógica que não se contradizem

Princípio da Não-contradição


(Nota explicativa)

Princípio da Progressão textual

Princípio da Progressão textual


(Nota explicativa)


Exemplos


• A progressão textual é a forma como as ideias de um texto estão conectadas entre si. Ela é marcada por elementos que articulam as informações, tanto entre parágrafos, quanto no interior de cada parágrafo.




Alguns exemplos de progressão textual são:



> Repetição de um pronome, como "todos", para reforçar uma ideia.



> Encadeamento de ideias.



> Manutenção de um tema em frases sucessivas.



> Uso de conectivos para organizar o pensamento e as informações.




Exemplos de progressão textual:


"A tecnologia tem impactado a educação, pois oferece novas ferramentas para aprendizagem. Nesse sentido, muitos alunos utilizam a internet como um recurso de estudo, ampliando o acesso ao conhecimento".


"Os peixes-bois são os únicos mamíferos aquáticos herbívoros. Eles vivem em águas rasas nas regiões subtropicais e estão ameaçados de extinção".




Para garantir uma progressão textual, é importante:


> Seguir o gênero textual solicitado.


> Utilizar conectivos.



> Garantir a coesão e a coerência textual.


> Manter e progredir o tema.

É preciso que no seu desenvolvimento haja uma contribuição semântica renovada

Principio da Progressão Textual


(Nota explicativa)


• O princípio da progressão textual é a forma como as ideias são organizadas e desenvolvidas em um texto, de modo a garantir a coesão e a coerência.



Características da progressão textual


> As ideias estão conectadas entre si.


> Os argumentos estão em harmonia dentro do texto.


> O texto se constrói com a introdução de informação nova.


> Um pensamento conduz naturalmente ao próximo.


> Não há repetições excessivas ou lacunas na argumentação.



Elementos que promovem a progressão textual


• Conjunções, Advérbios, Pronomes, Figuras de linguagem, Elipse, Zeugma, Paralelismo, Paralelismo sintático, Paralelismo semântico.



Importância da progressão textual


• A progressão textual é fundamental para que o texto fique inteligível e bem estruturado

Princípio da Continuidade

Imagem explicativa

É preciso que contenha, no seu desenvolvimento, elementos de recorrência escrita

Princípio da Continuidade


(Nota explicativa)


• A continuidade mostra que, para que um texto seja coerente, é preciso que contenha, no seu desenvolvimento, elementos de recorrência escrita.


• A continuidade se manifesta através de recursos como a repetição de palavras, o uso de artigos definidos ou pronomes demonstrativos para repetir entidades já enunciadas, a elipse e os pronomes anafóricos, entre outros.

São regras que ajudam a explicar como se estabelece a coerência em um texto

Como surguiu ?

O pesquisador francês Michael Charolles postulou quatro metarregras para explicar a coerência textual

Tipos de Coerência Textual

Coerência Genérica

Coerência Estilística

Uso de girias em textos acadêmicos

Mistura de registros linguísticos

Coerência Pragmática

Sequencia de atos de fala

Coerência Temática

Coerência Semântica

Relação dos significados dos textos em sequência

Coerência Sintática

Refere-se aos conectivos, pronomes

Coerência (exemplos)


• Exemplos:


O relatório está pronto, porém o estou finalizando até agora. (processo verbal acabado e inacabado).


Ele é vegetariano e gosta de um bife muito malpassado. (os vegetarianos são assim classificados pelo fato de se alimentar apenas de vegetais).


Ana foi ao evento, todavia, porque não tinha sido convidada. (foram usados dois conectivos - todavia e porque que não expressam sentido)

Coerência textual (descrição)


• A coerência é a relação lógica das ideias de um texto que decorre da sua argumentação - resultado especialmente dos conhecimentos do transmissor da mensagem.


• Um texto contraditório e redundante, ou cujas ideias iniciadas não são concluídas, é um texto incoerente. A incoerência compromete a clareza do discurso, a sua fluência e a eficácia da leitura.


• Assim, a incoerência não é só uma questão de conhecimento, decorre também do uso de tempos verbais e da emissão de ideias contrárias.


• Coerência textual é o fator que possibilita o entendimento da mensagem transmitida no texto. Aliada à coesão, a coerência tem como função a construção dos sentidos da textualidade.



• O texto que obedece à coerência transmite uma relação lógica de ideias que se complementam, não se contradizem e conferem significado à mensagem. Quando o texto é coerente, o interlocutor apreende os sentidos do texto.


• A falta dela afeta a significação do texto, prejudica a relação com o interlocutor, a continuidade dos sentidos e compreensão.


• A coesão textual é a conexão linguística que permite a amarração das ideias dentro de um texto. Ela permite a eficiência na transmissão da mensagem ao interlocutor e, por consequência, o seu entendimento.


• A coesão necessita de recursos, como palavras e expressões, que têm como objetivo estabelecer a interligação entre os segmentos do texto. Esses recursos são chamados de elementos de coesão.


• A coesão pode ser compreendida pelas relações linguísticas, como os advérbios, pronomes, o emprego de conectivos, sinônimos, dentre outros, os quais são usados para evitar que palavras anteriormente mencionadas sejam repetidas.


A coerência é um principio de "interpretabilidade", logo, cabe a nós inferir/gerar os sentidos do texto

Coerência tem haver com "harmonia do texto"

Coerência tem haver com "significação"

Coesão | (Conexão)

Mecanismos de coesão

Conjunção lexical

Conjunção lexical (exemplos)


• EXEMPLO:


Aquela escola não oferece as condições mínimas de trabalho. A INSTITUIÇÃO está literalmente caindo aos pedaços.

Coesão lexical (nota explicativa)


• A coesão lexical consiste na utilização de palavras que possuem sentido aproximado ou que pertencem a um mesmo campo lexical. São elas: sinônimos, hiperônimos, nomes genéricos, entre outros.

Exemplos

Subtópico

Elipse (exemplos)


• EXEMPLO:


Temos ingressos a mais para o concerto. Você os quer?


(A segunda oração é perceptível mediante o contexto. Assim, sabemos que o que está sendo oferecido são ingressos para o concerto.)

Elipse (nota explicativa)


• Um componente textual, quer seja um nome, um verbo ou uma frase, pode ser omitido através da elipse.

Substituição

Substituição (exemplo)


• EXEMPLO:


- Vamos à prefeitura amanhã, eles irão na próxima semana.


• Observe que a diferença entre a referência e a substituição está expressa especialmente no fato de que a substituição acrescenta uma informação nova ao texto.


• No caso de “João e Maria casaram. Eles são pais de Ana e Beto”, o pronome pessreferência as pessoas João e Maria, não acrescentando informação adicional ao texto.

Substituição (nota explicativa)


• Substituir um elemento (nominal, verbal, frasal) por outro é uma forma de evitar as repetições.

Referência

Referência (nota explicativa)

• Utilizar outros elementos (pronomes pessoais, pronomes demonstrativos e comparações) para evitar repetições.

Referência comparativa

Referência comparativa (nota explicativa)


• Utilização de comparações através de semelhanças, por exemplo: Mais um dia IGUAL AOS outros. (Referência comparativa endofórica).

Referência demonstrativa

Referência demonstrativa (nota explicativa)


 Utilização de pronomes demonstrativos e advérbios, por exemplo: Fiz todas as tarefas, com exceção DESTA: arquivar a correspondência. (Referência demonstrativa catafórica).

Referência pessoal

Referência pessoal (nota explicativa)


• Utilização de pronomes pessoais e possessivos, por exemplo: João e Maria casaram. ELES são pais de Ana e Beto. (Referência pessoal anafórica).

Tipos de coesão

Coesão Sequencial

Elementos de coesão sequencial

A coesão sequencial pode ocorrer por justaposição ou conexão

Coesão sequencial por Conexão

Coesão sequencial por conexão (exemplos)


• Exemplos


Acordou tarde, de forma que perdeu o ônibus.


• Nesse tipo de coesão, as conjunções, como neste caso, estabelecem uma relação entre as orações.

Coesão sequencial por Justaposição

Coesão sequencial por justaposição (exemplos)


• Exemplos


Ricardo é, com certeza, a melhor escolha. Além disso, conhece os meandros da empresa.


• A coesão sequencial por justaposição ocorre para dar sequência ao texto no ordenamento temporal, espacial e de assunto.

Coesão sequencial (nota explicativa)


• É a maneira como os fatos se organizam no tempo do texto. Para isto, são utilizadas relações semânticas que ligam as orações e os parágrafos à medida que o texto é descrito.

Coesão referencial

Elementos de coesão referencial

Os principais mecanismos da coesão referencial ocorrem por meio da:

Reiteração

Coesão por reiteração (exemplos)


• Exemplos


Aprendizado é dedicação. Aprendizado é plantar o conhecimento todos os dias.


Neste tipo de coesão, é possível repetir o elemento lexical ou mesmo usar sinônimos.

Elipse

Coesão referencial por elipse (exemplos)


• Exemplos


Vamos à praia no domingo. Você nos acompanha?


Neste tipo de coesão, um elemento do texto é retirado e evita a repetição: Vamos à praia no domingo. Você nos acompanha (à praia)?

Coesão referencial (nota explicativa)


• É o vínculo que existe entre palavras, orações e as diferentes partículas do texto por meio de um referente.


• Nesse tipo de coesão, os elementos de coesão anunciam, ou retomam as frases, sequências e palavras que indicam conceitos e fatos. Isso pode ocorrer através da anáfora ou catáfora.


• A anáfora faz referência a uma informação mencionada no texto anteriormente, ou seja, ela retoma um componente textual. Também pode ser chamada de elemento anafórico.


• A catáfora, por sua vez, antecipa um componente textual, sendo chamada de elemento catafórico.

Elementos conectivos que estabelecem as funções semanticas

Conectivos

RASCUNHO

Rascunho Avulso

Pontos principais

Importante

O que significa isso?

Etimologia

Época

Referência Bíblica



(Nota complementar)



(Nota explicativa)

Consequência

Conectivos


(Nota explicativa)


Consequência


• Os conectivos de consequência são palavras que indicam que uma ação ou fenômeno resultou em outra ação ou fenômeno.



Exemplos de conectivos de consequência

> Por consequência,

> Por conseguinte,

> Como resultado,

> Por isso,

> Por causa de,

> Em virtude de,

> Assim,

> De fato,

> Com efeito,

> Portanto,



Como usar conectivos de consequência


• Os conectivos de consequência estabelecem relações entre os enunciados.


• Eles ajudam a tornar o texto mais coeso e claro.


• Eles explicam causas e consequências de ações ou fenômenos.


• Eles são importantes para transmitir uma mensagem de forma eficiente.



Exemplos de uso de conectivos de consequência


> "Como resultado das mudanças climáticas, observamos impactos ambientais significativos".


> "Por consequência, o texto ficou mais coeso e claro".


Conformidade

Conectivos


(Nota explicativa)


Conformidade


• Os conectivos de conformidade são palavras que estabelecem uma relação de acordo, concordância ou conformidade entre ideias. São úteis para dar credibilidade e respaldo às afirmações.



Exemplos de conectivos de conformidade


> Assim como

> Tal qual

> Da mesma forma

> Igualmente

> Como

> Semelhantemente

> Conforme

> De acordo com

> De maneira semelhante

> Segundo


Como usar os conectivos de conformidade


• Para estabelecer uma base sólida de referência e conformidade na redação.


• Para demonstrar que algo está em conformidade com outra coisa.


• Para estabelecer relações entre ideias similares ou conformidade com um conceito previamente mencionado no texto.



Exemplos de uso


> "Assim como mencionado anteriormente, a tecnologia pode facilitar o aprendizado"



Comparação

Conectivos


(Nota explicativa)


Comparação


• Conectivos de comparação são palavras que estabelecem relações de semelhança ou diferença entre ideias.




Exemplos de conectivos de comparação


> Assim como, Da mesma forma, Tal qual, Semelhantemente, Igualmente, Do mesmo modo, Conforme, Segundo, Tanto quanto, Como se.




Como usar conectivos de comparação



• Para estabelecer relações entre ideias similares.



• Para expressar conformidade com uma ideia ou argumento.



• Para criar uma imagem mais clara na mente do leitor.



• Para tornar a redação mais dinâmica e expressiva.




Exemplos de uso



> "A nova casa é tão espaçosa como a antiga".



> "Ela é mais alta do que sua irmã mais nova".



> "Sem dúvida Jonas é menos inteligente do que Renata".



> "Assim como mencionado anteriormente, a tecnologia pode facilitar o aprendizado".

Concessão

Conectivos


(Nota explicativa)


Concessão


• Os conectivos de concessão são palavras que indicam desacordo, oposição ou contraste com uma ideia anterior. Eles são usados para introduzir uma informação inesperada ou que vai contra a lógica esperada.



Alguns exemplos de conectivos de concessão são:


> Embora, Ainda que, Mesmo que, Se bem que, Apesar de, Ainda assim, Por mais que, Posto que, Malgrado, Não obstante.




Veja alguns exemplos de uso de conectivos de concessão em frases:



> "Embora estivesse cansado, ele continuou trabalhando".



> "Apesar de ter acordado tarde, consegui chegar na hora para a reunião".



> "Mesmo que esteja cansado, precisamos terminar esse projeto hoje".



> "Embora tenha estudado muito para a prova, não consegui obter uma nota alta".



> "Embora o amor possa ferir, ele também é capaz de curar".



> "Por mais que eu tente, não consigo entender matemática avançada".



> "Se bem que não concordo com ele, entendo seu ponto de vista".

Condição

Conectivos


(Nota explicativa)


Condição


• Conectivos de condição são expressões que indicam uma hipótese ou dependência entre ideias. São úteis para estabelecer relações de dependência e cenários em uma redação.




Exemplos de conectivos de condição


> Se

> Caso

> Contanto que

> Salvo se

> A não ser que

> Desde que

> A menos que

> Exceto se

> Eventualmente

> Ao menos que




Como usar os conectivos de condição



• Para explorar diferentes possibilidades


• Para condicionar ações a determinadas circunstâncias.


• Para oferecer hipóteses para situações futuras que podem acontecer no texto




Exemplos de uso


> Caso chova essa tarde, não iremos à academia.

Causa

Conectivos


(Nota explicativa)


Causa


• Os conectivos de causa são palavras ou expressões que indicam uma relação de causa e efeito entre eventos ou pensamentos. São importantes para a argumentação e para dar complexidade à redação.



Alguns exemplos de conectivos de causa são:


> Porque, Devido a, Em virtude de, Por isso, Assim, Então, Visto que, Dado que, Já que, Pois.



Veja alguns exemplos de uso de conectivos de causa:


> "Não fomos ao parque porque estava fechado"


> "A partida foi adiada devido à chuva"

"Ele não estudou, assim não passou no exame"


> "Por causa da tempestade, foi cancelado o passeio escolar"


> "A festa lotou porque a banda era muito boa"

Proporcionalidade

Conectivos


(Nota explicativa)


Proporcionalidade


• Eles são usados para estabelecer relações proporcionais entre elementos em uma redação.



Exemplos


> "à medida que", "à proporção que", "ao passo que", "quanto mais", "quanto menos", "tanto mais", "tanto menos".



Como usar


• Mostram como duas coisas estão relacionadas e variam em conjunto.

• Indicam a correspondência ou a medida entre duas partes do discurso.




Exemplos de uso




> "À medida que as pessoas aprendem sobre o amor, mais são felizes".


> "O número de varinhas mágicas vendidas na loja de Olivaras é proporcional ao número de alunos que ingressam em Hogwarts a cada ano".



> "A quantidade de feitiços que Hermione Granger domina é diretamente proporcional ao tempo que ela dedica aos estudos".

Finalidade

Conectivos


(Nota explicativa)


Finalidade


• Os conectivos de finalidade são expressões que indicam o objetivo ou propósito de uma ação. São úteis para comunicar de forma clara e precisa as intenções e as razões de algo.


Exemplos de conectivos de finalidade:

> Para que

> A fim de que

> Com o objetivo de

> Com a finalidade de

> Com a intenção de

> Ao propósito

> Com o fito de

> Com o intuito de

> Como propósito de

> Para



Como usar os conectivos de finalidade?




• São utilizados para explicar o motivo pelo qual uma ação é feita.




• São utilizados para mostrar o resultado de um trabalho.




• São utilizados para apresentar o objetivo relacionado com o que se almeja alcançar.




Exemplos de uso:




> Estudei durante a noite para que pudesse passar na prova.


> Com o intuito de ganhar mais votos para as eleições, Joaquim divulgou muito seu trabalho.

Tempo

Conectivos


(Nota explicativa)


Tempo


• Os conectivos de tempo são palavras ou expressões que indicam uma sequência temporal ou continuidade entre eventos. São muito usados em textos narrativos.




Exemplos de conectivos de tempo:



> Quando, Enquanto, Até que, Antes que, Logo que, Assim que, Depois que, Sempre que, Desde que, Desde quando.




Como usar os conectivos de tempo ?


• Os conectivos de tempo situam o leitor na sucessão dos acontecimentos ou ideias.


• São responsáveis por dar sequência aos acontecimentos narrados no texto.



• Organizam as ideias no tempo.


• São elementos essenciais no desenvolvimento dos textos, uma vez que estão relacionados com a coesão textual.

Explicação

Conectivos


(Nota explicativa)


Explicação


• Os conectivos de explicação são palavras ou expressões que esclarecem ou justificam algo. São úteis para construir uma argumentação clara e coerente.




Exemplos de conectivos de explicação


> Porque, Por isso, Assim, Então, Devido a, Visto que, Dado que, Já que, Isto é, Ou seja.




Como usar os conectivos de explicação


• Os conectivos de explicação são úteis para explicar as causas e consequências de uma ação ou fenômeno.

Por exemplo, "O aquecimento global tem afetado diretamente o ser humano e os animais. Como resultado, temos a extinção de muitas espécies".



• Os conectivos de explicação podem ser usados para esclarecer pontos.

Por exemplo, "isto é" e "ou seja".



• Os conectivos de explicação podem ser usados para exemplificar.

Por exemplo, "por exemplo" e "como".



• É importante saber como ligar cada informação, fazendo com que a produção textual fique clara e coerente.

Conclusão ou resultado

Conectivos


(Nota explicativa)


Conclusão ou resultado


• Os conectivos "portanto", "logo", "assim", "em conclusão", "por isso", "por conseguinte", "dessa forma", "então" e "por fim" são exemplos de conectivos de conclusão.


• Os conectivos são termos que ligam as orações ou termos com a mesma função sintática. Eles são importantes para dar sentido às frases, unindo ou repelindo ideias.


Conectivos de conclusão (exemplos)


> Portanto, Logo, Assim, Por conseguinte, Desta forma, Dessa maneira, Então, Em suma, Em conclusão, Por fim.



Como usar conectivos de conclusão


• Na conclusão, use conectivos conclusivos para indicar o fechamento do texto.


• Descarte conectivos com outros sentidos, pois o foco deve ser a finalização do texto.


• Retome os objetivos da redação.


• Demonstre uma possível solução a partir do que foi apresentado ao longo do texto.



Exemplos de uso


> "Portanto, medidas urgentes são necessárias para resolver essa questão".


> "Todos os ingressos foram vendidos em uma hora. Logo, o evento foi um sucesso".

Alternância

Conectivos


(Nota explicativa)


Alternância


• Conectivos de alternância são palavras que indicam que existem mais de uma opção possível. São utilizados para estabelecer um contraste entre as opções.



Exemplos


Ou

> "Ou estuda para a prova, ou aceita uma nota menor"


Ora... ora

> "Ora quer comer pizza, ora quer comer sushi"


> Seja... seja

"Seja no verão, seja no inverno, ele sempre usa chapéu"


Talvez... talvez

> "Talvez vá ao parque, talvez fique em casa"


Quer... quer

> "Quer estudar biologia, quer estudar matemática"


Em alternativa

> "Em alternativa, pode escolher ir ao cinema ou jantar"


Não... nem

> "Não gosta de maçãs, nem de bananas"



• Os conectivos de alternância podem ou não aparecer repetidos entre os termos que ligam.



Usos dos conectivos de alternância


• Para indicar escolhas ou opções diferentes em um texto.


•Para estabelecer um contraste entre as opções.


• Para citar mais de uma opção entre as alternativas.

Adversidade ou Contraposição

Conectivos


(Nota explicativa)


Adversidade ou Contraposição


• Os conectivos de adversidade ou contraposição são palavras que expressam oposição, contraste ou ideia contrária.




São exemplos de conectivos adversativos:



> "mas", "porém", "contudo", "todavia", "entretanto", "no entanto".




Exemplos de uso:




> "O dia foi marcado, porém os alunos não poderão vir".


> "A tecnologia facilita o acesso à informação, porém pode acentuar desigualdades sociais".



> "Ele queria viajar, mas não tinha dinheiro".



> "Gisele desistiu de comprar um automóvel, porém ela tem vontade de possuir um veículo".




Regras de uso


> As conjunções adversativas devem ser precedidas por vírgula.



> Podem ser usadas para iniciar ou intercalar frases.


> A vírgula é utilizada para separar as orações de um período.




Outros conectivos de oposição



> Pelo contrário


> Por outro lado


> Embora


> Apesar de


> Em contraste com


> Salvo


> Menos


> Exceto

Adição

Conectivos


(Nota explicativa)



Adição


• Os conectivos de adição são palavras que se usam para acrescentar informações a uma frase, sem alterar o seu sentido. Eles são importantes para a coesão e coerência de um texto.




Exemplos de conectivos de adição:


> Além disso, Também, E, Bem como, Ainda, Ademais, Demais, Outrossim, Ainda por cima, Ainda mais.




Como usar os conectivos de adição?


• Os conectivos de adição ajudam a dar continuidade ao raciocínio, deixando o texto mais organizado e fluido.


• Eles auxiliam a acrescentar uma nova ideia ao sentido da frase, parágrafo ou oração.



• São mecanismos da língua portuguesa que são indispensáveis para que o leitor compreenda a mensagem que o autor do texto deseja passar.




Exemplos de uso de conectivos de adição:




> Os alunos estudaram gramática. Além disso, treinaram a escrita.


> Gosto de ler e também adoro escrever histórias.



> Deficientes auditivos muitas vezes encontram dificuldade em escolas convencionais. Adicionalmente, podem ser vítimas de bullying dentro dessas escolas.

São unidades linguísticas que ligam palavras, frases, orações e estabelecem uma relação entre elas

Conjunção


(Nota explicativa)


• A conjunção liga orações estabelecendo relação entre elas.


• Os conectivos são unidades linguísticas que ligam palavras, frases, orações e estabelecem uma relação entre elas. São também conhecidos como articuladores do discurso.

Vídeos explicativo

Tipos de coesão textual (YouTube)

Tudo sobre coesão textual (YouTube)

Coesão textual (descrição)


• A coesão é resultado da disposição e da correta utilização das palavras que propiciam a ligação entre frases, períodos e parágrafos de um texto. Ela colabora com sua organização e pode ocorrer por meio de palavras chamadas de conectivos.


• A coesão pode ser obtida através de elementos anafóricos e catafóricos.


• A anáfora e a catáfora se referem à informação expressa no texto e, por esse motivo, são qualificadas como endofóricas. Enquanto a anáfora retoma um componente, a catáfora o antecipa, contribuindo com a ligação e a harmonia textual.



Diferença entre Coesão e Coerência

Diferença entre Coesão e Coerência (descrição)


• A diferença entre coesão e coerência é a relação que elas têm com o texto: interna (questões gramaticais), no caso da coesão, e externa (questões lógicas), no caso da coerência.


• Coesão e coerência são coisas diferentes, de modo que um texto coeso pode ser incoerente. Ambas têm em comum o fato de estarem relacionadas com as regras essenciais para uma boa produção textual.

O que são coesão e coerência ?

A Coesão e a Coerência são mecanismos fundamentais na construção textual.

Explicação do que são Fatores Semânticos

Fatores semânticos (nota explicativa)


• São aqueles que privilegiam o estudo da estrutura textual, a língua, ou seja, a sua concentração está no próprio texto. Dentro dessa categoria, apresentam-se dois elementos da textualidade: coerência e coesão. A primeira foca nos sentidos construídos e na não contradição entre as ideias, e a segunda, nas amarrações do texto, nas relações estabelecidas entre as partes, para unificar o sentido.

O que significa Semântica ?

A semântica é o ramo da linguística que estuda o significado das palavras

Conotação e denotação

Conotação e denotação


(Nota explicativa)


• A conotação designa o sentido virtual, figurado e subjetivo da palavra, alargando o seu campo semântico. Assim, depende do contexto.



• Na maioria das vezes, a conotação é utilizada nos textos poéticos com o intuito de produzir sensações no leitor.


• A denotação designa o sentido real, literal e objetivo da palavra. Ela explora uma linguagem mais informativa, em detrimento de uma linguagem mais poética (conotativa).


• É muito utilizada nos trabalhos acadêmicos, jornais, manuais de instruções, dentre outros.




Exemplos:



> Agiu como um porco. (sentido conotativo)



> No sítio do meu avô há um porco. (sentido denotativo)

Polissemia

Polissemia


(Nota explicativa)


• A polissemia é a multiplicidade de significados de uma palavra.


• Com o decorrer do tempo, determinado termo adquiriu um novo significado, entretanto, ainda se relaciona com o original, por exemplo:



> banco: assento, instituição



> manga: fruta, parte da roupa



> grama: relva, unidade de medida

Homônimos e parônimos

Homônimos e parônimos


(Nota explicativa)


• Os homônimos são palavras que possuem a mesma grafia (palavras homógrafas) ou a mesma pronúncia (palavras homófonas), mas significados diferentes.


• Quando as palavras têm a mesma grafia e a mesma pronúncia, são chamados de homônimos perfeitos, por exemplo:


> molho (caldo) e molho (verbo molhar) são palavras homógrafas


> cinto (objeto) e sinto (verbo sentir) são palavras homófonas


> rio (curso de água) e rio (verbo rir são homônimos perfeitos



Os parônimos são palavras que possuem escrita e pronúncia parecidas e significados diferentes, por exemplo:


> soar (produzir som) e suar (transpirar)


> sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder)


> acender (dar luz) e ascender (subir)

Sinônimos e antônimos

Sinônimos e antônimos


(Nota explicativa)



Os sinônimos são palavras que possuem significados semelhantes, por exemplo:


> andar e caminhar

> usar e utilizar

> fraco e frágil


• Os sinônimos perfeitos possuem significados idênticos (após e depois, léxico e vocabulário). 


• Já os sinônimos imperfeitos possuem significados parecidos (gordo e obeso, córrego e riacho).



Os antônimos são palavras que possuem significados contrários, por exemplo:


> claro e escuro

> triste e feliz

> bom e mau

O que significa Semântica ?


(Nota explicativa)


• Parte da linguística que se dedica ao estudo do significado das palavras e da interpretação das frases ou dos enunciados.


• A semântica é o ramo da linguística que estuda o significado das palavras.


O estudo da semântica contempla o conhecimento de sinônimos, antônimos, homônimos, parônimos, polissemia, conotação e denotação.

Elementos da Textualidade

Elementos da Textualidade


(nota explicativa)


• Os elementos da textualidade são um conjunto de aspectos que constroem os textos e influenciam seu sentido, tanto no que se refere à produção quanto à compreensão. Existe um número de elementos já aceitos e reconhecidos nos estudos do texto, entretanto é importante ressaltar que pesquisas continuam sendo feitas, propondo a inserção de novos elementos.


• Como dito, os elementos provêm dos fatores da textualidade, que se dividem entre semânticos e pragmáticos. Assim, cada elemento prioriza uma ou outra perspectiva, mas com um objetivo final comum: a garantia da textualidade.


• No que se refere aos elementos de fator semântico, destacam-se:


- Coerência: elemento responsável por garantir a fluência, clareza e não contradição das ideias, foca-se no texto em seu aspecto semântico;


- Coesão: elemento responsável por garantir a amarração entre as ideias do texto, evidenciando as relações estabelecidas e servindo para associar, retomar e conectar as partes do texto.



• No que tange aos elementos de fator pragmático, apresenta-se um número maior de elementos, alguns considerados os principais, por serem mais reconhecidos e consagrados, e outros que são novas propostas para ampliar os estudos.

Abaixo segue uma lista com os cinco primeiros elementos de fator pragmático.


- Intencionalidade: refere-se ao modo ou à forma como o autor constrói o texto para alcançar determinada intenção. Nesse sentido, cabem principalmente os textos publicitários, nos quais a linguagem e o texto se moldam para convencer o consumidor.


- Aceitabilidade: refere-se à recepção do texto, à compreensão do interlocutor sobre a mensagem.


- Situcionalidade: refere-se ao contexto no qual o texto está inserido, seja na produção, seja na leitura. Esse elemento interfere no uso da língua, na escolha e polidez das palavras, no tom de voz, etc. Graças às situações de uso, um texto pode ter sentido em um contexto e não o ter em outro.


- Informatividade: refere-se aos dados que o texto apresenta, se são informações novas ou conhecidas. Para que o texto tenha fluência, é importante que ele balanceie os dois tipos de informação. Se o texto só apresentar informações conhecidas, pode ser redundante; se apresentar só informações novas, pode ser incompreensível.


Intertextualidade: refere-se às relações discursivas entre diferentes textos. Mesmo que não haja uma intertextualidade explícita no texto, ele precisa considerar informações prévias à sua produção, desse modo, todo texto carrega outros textos em sua composição.

Diferença entre texto e textualidade

O que é texto ?Textualidade ? (YouTube)

Diferença entre texto e textualidade (nota complementar)


• Apesar de texto e textualidade estarem no mesmo círculo de estudos e estarem relacionados, o conceito e aplicação de cada um são diferentes. O conceito de textualidade, como analisado acima, refere-se às características presentes em uma produção textual e que são responsáveis por caracterizá-la como texto.


• O texto, diferentemente, é o produto final, ou seja, a própria produção textual, construída com base nos elementos da textualidade. O texto é uma unidade de sentido, um ato comunicativo realizado por meio de uma produção de linguagem, que pode ser somente verbal ou pode ter a utilização de outras linguagens.

Explicação dos Fatores da Textualidade

Fatores de Textualidade (nota explicativa)


• Os fatores de textualidade são responsáveis por influenciar a produção e a interpretação dos textos. Eles se dividem em duas categorias:


- Os fatores semânticos;

- Os fatores pragmáticos.


• Cada um deles parte de perspectivas diferentes, porém complementares.


• A princípio, no início dos estudos do texto, as pesquisas focavam somente nos aspectos inerentes à língua. Com o desenvolvimento da linguística, compreendeu-se que a compreensão de um texto não se explicava somente por seus aspectos estruturais, mas também contextuais, assim, consolidaram-se dois fatores de textualidade.

O que é Textualidade ?

Vídeo explicativo

O que é textualidade ? (YouTube)

Critérios que garantem um texto seja um texto e não apenas frases

Conjunto de características que dão a um discurso a garantia de ser aceito como texto

Aula gravada sobre Textualidade

UNIDADE 1 LÍNGUA PORTUGUESA E A INTERAÇÃO SOCIAL A1/A3

AS FUNÇÕES DA LINGUAGEM
Coexistência de funções da linguagem

Uma função será predominante

A mensagem pode ter mais de uma função

Coexistência: existe de maneira simultânea

Relação entre os elementos do processo de comunicação e funções da linguagem

Mensagem centrada no referente = Função referencial ou denotativa

Mensagem centrada no código = Função metalinguística

Mensagem centrada na mensagem = Função poética

Mensagem centrada no canal = Função fática

Mensagem centrada no receptor = Função conativa ou apelativa (convencer/persuadir)

Mensagem centrada no emissor = Função emotiva ou expressiva

Metalinguística | (Código)

Usar um video para explicar um vídeo

Usar palavras para explicar o significado de uma palavra

Gramática

Dicionário

Identificada quando uma mensagem utiliza o próprio código

Poética | (Mensagem)

Provérbios

Letras de músicas

Usa-se Conotação (figura de linguagem) por ser poético

Textos literários

A função poética é aquela voltada para a construção estética do texto, muito comum em poemas

Fática | (Canal)

Pastor testando o canal fática no culto

Pastor diz: - Posso ouvir um amém ?

Pastor pergunta: - A igreja está me ouvindo ?

Cumprimento e saudação

Ele abre, testa e fecha um canal de comunicação

Interação do emissor com o receptor

Conativa ou apelativa | (Receptor / Interlocutor)

Vemos em propagandas de televisão

Tem em textos publicitários

Usado muito em vendas

Usa-se quase sempre o verbo no imperativo

Atenção redobrada!

Sua família te espera mais tarde!

Antes de dirigir, lembre-se!

Vai! / Faz! Esteja!

Convencer de algo alguém com argumentos

Quando me dirijo a pessoas

Usado em 2° pessoa (tu ou você) / Falando do próximo

Foco para convenser o receptor

Emotiva (eu) | (Emissor)

Encontrado em textos poéticos e cartas

Focado no eu (que é quem fala) usando da emoção na fala

Quando eu falo eu me dirijo ao receptor / interlocutor

Uso de pronomes possessivos

Objetivo de emocionar

Centrada no emissor (que é quem fala)

Função referencial (denotativa) | (Assunto / Referente)

Textos jornalisticos

Textos técnicos

Materiais Didáticos

Não emito opinião, só informo

Usado em 3° pessoa (ele / ela) ou (eles /elas)

Tem impessoalidade

Tem clareza e objetividade

Serve para informar

Definição do que são funções da linguagem

São diferentes recursos de comunicação

Exemplo

Interação do emissor em determinado contexto de comunicação

A COMUNICAÇÃO E SEUS ELEMENTOS
Diferença entre Código e Canal

Nota explicativa

Diferença entre código e canal (descrição)


• O código é o conjunto de símbolos, regras e convenções utilizados para codificar e decodificar a mensagem. Ele fornece um sistema de representação que permite ao emissor expressar suas ideias de maneira compreensível ao receptor. O código pode ser o idioma usado para se comunicar, por exemplo.


• Já o canal de comunicação refere-se ao meio físico ou tecnológico pelo qual a mensagem é transmitida do emissor para o receptor. Pode incluir meios como mensagem instantânea, telefone, entre outros. Se a comunicação ocorre por meio de uma conversa face a face, os canais são o som da voz e a linguagem corporal.

Contexto ou referencial

O assunto que passa o ato comunicativo.

Situar o cenário

Canal

Características

O meio pelo qual a mensagem é transmitida do emissor ao receptor

Pelo stand

Pela revista

Pelo rádio

Pelo WhatsApp

Pela televisão

Pode ser pelo meio pessoal

Código

O conjunto de símbolos, signos ou regras

Pode ser o teatro

Pode ser cores

Pode ser libras

Pode ser o idioma

Pode ser letras e números

Pode ser expressão linguística ou não

Mensagem

Descrição

O conteúdo da comunicação

Exemplos

Pode ser a combinação de todps estes elementos

Composto por sons

Composto por imagens

Composto por textos

Receptor

Responsável por decodificar a mensagem

Nota complementar

Receptor (Descrição)


• A pessoa que recebe a mensagem, decodificando-a para compreender o seu significado.


Emissor

Descrição

A pessoa que inicia a comunicação, codificando e enviando a mensagem

Mapa explicativo
A LINGUAGEM E A INTERAÇÃO SOCIAL
Subtópico

PLANO DE ESTUDO

PDF
Aula 10
Aula 9
Aula 8
Aula 7
Aula 6
Aula revisional 1
Aula 5
Aula 4
Aula 3
Aula 2
Aula 1
Aula de apresentação
HISTÓRIAS DAS RELIGIÕES
ORIGENS DO MOVIMENTO PENTECOSTAL (LEITURA COMENTADA)
Vídeo
FENOMENOLOGIA DAS RELIGIÕES
Vídeos

2

1

MARERIAL COMPLEMENTAR
AVALIAÇÕES
LIVRO DIDÁTICO
PLANO DE ENSINO