Categorie: Tutti - interpretação - hermenêutica

da Tiago Rodrigues mancano 6 ore

139

1 ° Semestre INTRODUÇÃO A HER

A Bíblia é um livro sagrado que requer interpretação e compreensão adequadas. A hermenêutica bíblica se concentra em esclarecer e explicar o texto para que seja compreendido pelo público.

1 ° Semestre  INTRODUÇÃO A HER

Referência Bíblica (Ne 8.8)

Cuidados (nota complementar)

Introdução dos gêneros literários (Cuidados)


(Nota complementar)



• Não se pode interpretar um livro poético da mesma forma que se interpreta um livro profético do Antigo Testamento.


• Não se pode interpretar uma epístola da mesma forma que se interpreta o livro apocalíptico do Novo Testamento.


• Cada livro deve ser compreendido e interpretado em sua forma literária especifica.



Dentro de um mesmo livro podemos encontrar diferentes gêneros literários, como por exemplo:


> É possível encontrar uma poesia em um livro considerado profético em sua estrutura.


> Há poesia em quase todos os livros da Bíblia.



Em algumas situações, os gêneros podem se sobrepor, por exemplo:


> Uma poesia em Salmos pode ser uma canção ou uma oração, por exemplo ou em uma epÍstola é possÍvel encontrar um cântico.

Referência Bíblica

Neemias 8:8 NAA

[8] Eles iam lendo o Livro da Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que o povo entendesse o que se lia.


Ne 8.8

Eram chamados de "Pais da Igreja"

Como Jerusalém era dominada pelos gregos, a adoração a Deus e os ritos judaicos foram proibidos sob pena de morte

Citações do AT no NT


(Nota complementar)



• Os autores bíblicos do NT liam a Escritura Hebraica, a citavam e a interpretavam a partir da revelação de Jesus.


• Ressaltavam que as profecias do AT estavam se cumprindo no NT. Sem dúvida, trata-se de um trabalho de interpretação e explicação da Escritura.


• Também é um aspecto Hermenêutico.



1 ° Semestre INTRODUÇÃO A HERMENÊUTICA BÍBLICA (80h) Prof. Acyr de Gerone

UNIDADE 6 A HERMENÊUTICA BÍBLIA NA CONTEMPORANEIDADE A2/A3

UMA HERMENÊUTICA PENTECOSTAL

Uma hermenêutica pentecostal


(Nota explicativa)


• Numa perspectiva mais ampla, não existe hermenêutica católica, reformada ou pentecostal. Afinal, hermenêutica é uma técnica, uma ciência que, pautada em princípios e métodos rígidos, fornece meios para se extrair a verdade da mensagem do texto bíblico. Portanto, a hermenêutica não deveria ter compromisso com nossos vieses confessionais e denominacionais. A bem da verdade, uma boa hermenêutica e uma boa exegese, quando realizadas de uma forma rigorosa, devem confrontar as ideologias e preconcepções que levamos para o texto.


• Contudo, não podemos ignorar o fato de que na história da igreja os aspectos. confessionais também são considerados na leitura, interpretação e aplicação das Escrituras. Isto ocorre porque ninguém consegue ser totalmente neutro na sua leitura de mundo e da Bíblia e não diferente dos tempos antigos, a realidade de hoje também oferece alguns desafios. Deste modo, em harmonia com os pressupostos de uma hermenêutica contemporânea, podemos entender que, para além da hermenêutica clássica, é possível constatar, sim, diferentes abordagens hermenêuticas.


• É nessa perspectiva que precisamos pensar numa hermenêutica pentecostal que, até bem pouco tempo, não era nem considerada na academia teológica. Numa perspectiva histórica, a leitura e a interpretação da Bíblia pelos pentecostais sempre foi muito simples, experiencial, indutiva (se observa, se aplica) e dedutiva (se deduz, se conclui), permeada, obviamente, pela iluminação do Espírito Santo e em oração. Portanto, era uma leitura focada no texto por si só, com uma aplicação simples e espiritual, sem considerar mais a fundo os aspectos históricos e literários do texto. Há de se destacar ainda que a alegoria esteve bem presente em muitas leituras e pregações pentecostais.


• Sendo assim, a questão que emerge é: qual é a maneira que os pentecostais devem interpretar a Bíblia ou qual método se deve utilizar na hermenêutica pentecostal? A resposta não é simples. Em primeiro lugar devemos lembrar que não temos um único protestantismo (temos protestantismos), não temos um único pentecostalismo (temos pentecostalismos) e cada uma dessas correntes existem como fruto das diferenças interpretativas. Na maioria dos casos, tais diferenças são secundárias, pois tratam de costumes e práticas que não interferem nas principais e inegociáveis doutrinas bíblicas (Ser de Deus, Cristo, Espírito Santo, Salvação, Pecado, Volta de Cristo etc.).


• Em segundo lugar, creio que não há problema algum na utilização do método histórico-gramatical, quer por cristãos de igrejas históricas tradicionais quer por cristãos de igrejas pentecostais-renovadas. Ainda assim, se faz necessário destacar alguns aspectos, principalmente porque para o movimento pentecostal há doutrinas fundamentais em sua gênese que apresentam algumas divergências teológicas com outros grupos.


• O fato é que a hermenêutica pentecostal diverge da hermenêutica tradicional em

relação à duas doutrinas principais. A primeira é a doutrina do batismo do Espírito Santo, compreendida como uma experiência distinta e subsequente à conversão. A outra é a compreensão de que os dons manifestados nas Escrituras, principalmente nos relatos da igreja primitiva e na ação dos apóstolos, continuam para hoje. Diferentemente de outras leituras cessacionistas (os dons cessaram), os pentecostais são continuístas, pois acreditam, pregam e vivem sua experiência de vida cristã sob o prisma de que os dons continuam sendo compartilhados por Deus com o seu povo hoje.


• Nesse sentido, a experiência tem surgido como um lugar chave de destaque e importância na interpretação da Bíblia. A defesa desse pressuposto se dá a partir da percepção dos próprios textos bíblicos, ainda que muitos narrativos, em que a experiência tem um lugar especial no relato dos autores bíblicos e, portanto, deve ter lugar especial na teologia e na hermenêutica pentecostal, assim como já esteve presente também em outros momentos da história da igreja, como a Reforma Radical e o Pietismo, por exemplo.


• Tais percepções são bem recentes e ainda não há muito rigor metodológico para entender como essa experiência é percebida ou definida no processo hermenêutico. Um cuidado que se deve ter é com a subjetividade que, por enquanto, tal pressuposto revela. Por outro lado, o que se pode dizer, sem medo de errar, é que a experiência pentecostal é vivenciada com base no texto bíblico, sob aquilo o Espírito Santo fez (e quer continuar fazendo) na igreja (OLIVEIRA, 2021).


• Para além disso, algo precisa ser igualmente considerado em relação ao batismo no Espírito e à contemporaneidade dos dons. Normalmente, os pentecostais são acusados de terem pouca base bíblica na defesa desses aspectos e as bases que têm, por estarem num livro histórico-narrativo (Atos) não serviriam de base doutrinária. Em primeiro lugar, tal afirmação não condiz com a verdade. Uma teologia sistemática pentecostal evidencia a manifestação do Espírito Santo e dos dons em diversos outros textos, inclusive do AT.


• Em segundo lugar, já está claro que o texto de Lucas (Lucas-Atos) é fruto de muita rigorosidade investigativa (Lc 1.1-4) e profunda ênfase teológica. Se a narrativa de Atos dos Apóstolos não serve para formular ou mesmo confirmar pressuposições doutrinárias, o Evangelho de Lucas também não deveria servir, pois trata-se de uma única obra, em dois volumes. E sem dúvida, a escrita narrativa de Lucas, em ambos os livros, não se limitou apenas ao relato de um historiador; pelo contrário, sua escrita intencionou uma finalidade doutrinária e formativa, com sérias implicações teológicas. É por isso que teóricos e biblistas ligados à hermenêutica da atualidade afirmam a validade do texto de Atos dos Apóstolos como um pressuposto teológico.


• A inspiração do livro de Atos não é inferior à inspiração dos demais livros da Bíblia e o aspecto descritivo do livro não elimina o caráter normativo da Escritura Sagrada também em Atos. Mesmo em seu gênero literário (histórico-narrativo) Atos discorre sobre diversos princípios e assuntos que podem ser aplicados nos diferentes aspectos da vida comunitária, eclesial e missional. Portanto, é preciso resistir e rejeitar qualquer tentativa de diminuir as verdades reveladas em Atos sob o pretexto de que se trata de um texto tão-somente descritivo e não prescritivo. A despeito de esta ser uma afirmativa correta, no livro de Atos estão estabelecidos princípios que ao longo da história da igreja

e em harmonia com outros textos escriturísticos se tornaram referenciais e normativos.


• Em relação aos dons para hoje, a verdade é que não há um único texto que afirme o contrário, isto é, não há nenhum indício bíblico de que os dons deveriam cessar. Os dons são para hoje porque a Palavra de Deus é atemporal e ela se aplica para nós, hoje. Os ensinos e a recomendações dela são para a igreja de todos os tempos. Não podemos (nem devemos) viver menos do que a Bíblia nos propõe a viver. Paulo começa a carta aos coríntios desejando que não faltasse nenhum dom naquela igreja (1Co 1.7). Do mesmo modo, os princípios para os quais os dons foram concedidos e explicados aos coríntios continuam os mesmos:


> Há um fim proveitoso, há uma utilidade (1Co 12.7).


> Guia o cristão a Jesus e glorifica a Jesus (1Co 12.3, Jo 16.13-14).


> Serve no corpo e o corpo de Cristo, a igreja (1Co 12.12, 25-26).


> Edifica a igreja - consolo, exortação, edificação (1Co 14.12) e edifica-se a si próprio (1Co 14.4).


> Há a recomendação que os crentes busquem os dons, pois eles não são dados na conversão (1Co 12.31, 14.1), mesmo em meio aos abusos que ocorriam.


> Ninguém tem todos os dons (1Co 12.29-30), mas todos devem buscar os dons.


> Os dons descritos ainda são necessários para a igreja de hoje e devem permanecer até a volta de Cristo.


> No contexto do texto, Paulo deixa claro que estes dons cessarão somente na

ocasião da volta de Cristo, quando o conheceremos a Deus plena e perfeitamente (1Co 13.8-12)

UMA HERMENÊUTICA MISSIONAL

Uma hermenêutica missional


(Nota explicativa)


• Missão é uma tarefa para todos. De forma errada e por muito tempo, parte da igreja evangélica entendeu missão como um envio transcultural de missionários para outras regiões (outras nações, tribos indígenas etc.). Ainda que isso também seja missão, a verdade é que missão não é uma tarefa para missionários apenas e a nossa participação não se limita ao envio, à contribuição ou à oração. Tudo isso é importante e necessário, porém, a verdade é que todo cristão é alguém em missão e toda igreja é uma igreja missionária, ou pelo menos deveriam ser.


• Há igrejas que estão pregando uma mensagem que não faz sentido para a vida das pessoas. Há igrejas que estão tão envolvidas em suas programações que sair ao mundo para anunciar e praticar o evangelho é algo desanimador. Há igrejas voltadas para dentro, em torno de si mesmas, que não conseguem fazer uma leitura das necessidades que estão à sua volta, na sua rua, no seu bairro, na sua cidade. Há igrejas que estão com o olhar apenas na Bíblia e não conseguem enxergar a realidade, tornando-se uma agência religiosa cheia de dogmas e sem vida. Há igrejas que estão com o olhar tão focado na realidade social e não conseguem se aprofundar na Bíblia, tornando-se uma ONG como qualquer outra, sem doutrina, sem evangelho.


• É nessa perspectiva que precisamos nos apropriar do conceito missional e, para tanto, a hermenêutica é fundamental. A igreja é fundamentalmente missional em tudo o que ela faz. Ela cumpre sua missão quando glorifica a Deus, quando prega as Escrituras, quando edifica o corpo de Cristo, quando testemunha sobre Jesus, quando serve as pessoas, quando celebra coletivamente etc. E a igreja faz tudo isso quando ela olha para a Bíblia, estuda-a, entende-a e aplica-a no contexto em que ela está inserida. As Escrituras Sagradas se tornam a referência do que é missão e o padrão de como realizá-la, de forma que seja fiel à Deus e relevante ao mundo de hoje.


• A hermenêutica instiga à prática de uma missão holística, ou seja, uma missão que se preocupa em realizar tudo o que Deus confiou à sua igreja para fazer, de forma completa, integral e total, encarnado os valores e ações do evangelho, agindo a partir das necessidades das pessoas (questões físicas, sociais, emocionais e espirituais). É bom lembrar que ação social sem evangelização não é missão e evangelização sem engajamento social é uma redução da missão. Não é porque muitos deturparam e misturaram a missão integral com suas ideologias político-partidárias que esse tipo de missão deixou de ser algo bíblico e necessário, principalmente para o nosso contexto brasileiro e latino-americano. Antes de mais nada, a missão holística precisa ser realizada porque ela é o único tipo de missão que aparece na Bíblia.


• É isso que constatamos na legislação de Deus ao povo de Israel no Pentateuco (viver de forma justa em sociedade); é isso que o povo de Deus cantava em muitos Salmos (a justiça social); é isso que os profetas advertiam ao povo de Israel (o pecado da injustiça social); é isso que Jesus ensinou por meio de sua pregação e sua ação (pregava, curava, ensinava, acolhia, amava, servia, agia); é isso que a igreja primitival praticava (suprindo a necessidade das pessoas); é isso que os apóstolos ensinaram (por meio dos dons, do serviço, das instruções) etc. Uma hermenêutica séria constatará esse padrão da revelação de Deus na história e resultará também em uma missão que contempla a proclamação verbal que se concretiza com ações relevantes transformadoras.


• A hermenêutica contribui com a contextualização da ação e da mensagem. Reconhecemos quão imprescindível é que a Palavra de Deus esteja presente em todos os segmentos da sociedade em que vivemos. Para tanto, precisamos anunciar e viver esse evangelho de forma que cause impacto e transformação na vida das pessoas. Em cada necessidade, situação ou contexto, Jesus agia de uma certa maneira. A verdade é que Jesus (e os apóstolos também) conseguiu fazer uma leitura da realidade do seu tempo (social, religiosa etc.), das pessoas de seu tempo (seus sofrimentos, suas necessidades etc.), para apresentar um evangelho que não estava distantes das necessidades mais urgentes daquelas pessoas. Não podemos nos limitar em uma pregação distanciada ou isolada da cultura ou do contexto das pessoas à nossa volta. E como já vimos, hermenêutica é isso. Em sua etapa final ela tem a ver com contextualização, com atualização, com aplicação de forma compreensível à realidade de hoje. Mais do que ficar usando palavras difíceis, teologias especulativas, clichês evangélicos etc., precisamos nos comunicar adequadamente com as pessoas e fazer com que o evangelho seja o mais compreensível e prático possível.


• Jesus contextualizou sua mensagem à mulher samaritana (Jo 4), pois falou com ela a partir de suas próprias e mais urgentes necessidades. Paulo contextualizou sua mensagem em Atenas (At 17), pois usou os filósofos para argumentar e falou de Cristo a partir de um deus grego desconhecido. A mensagem é sempre bíblica e é sempre a mesma, a forma de transmitir, no entanto, pode ser contextualizada à cultura dos ouvintes de hoje.


• Por fim, é preciso desenvolver uma hermenêutica em diálogo, afinal, a igreja está inserida na sociedade para ser luz e sal (Mt 5.13-14). O fato de ela ter uma identidade espiritual (corpo de Cristo, família de Deus, povo santo etc.) não exclui a realidade de que ela também é uma instituição humana inserida em um lócus social. Ela serve a Deus; mas, ela também deve servir a sociedade em que vive (Mt 5.16, At 2.47). Ela pode desenvolver um diálogo interreligioso, em pautas comuns à vida humana (aborto, violência etc.), sem ter que compartilhar púlpito ou ceia com qualquer religião ou organização. Ela pode desenvolver uma teologia pública que busca o bem comum da sociedade, sendo uma voz crítica a tudo o que fere a vida, os valores e a dignidade humana de acordo com o imago Dei, por meio de uma nensagem sobre Jesus como um Deus que se esvaziou, vivendo e servido entre os seres humanos.

UMA HERMENÊUTICA ECLESIAL

Uma hermenêutica eclesial


(Nota explicativa)


• A igreja é o povo de Deus em todo o tempo. O sentido etimológico da palavra igreja (ekklesia) tem a ver com ajuntamento, reunião, assembleia reunida. Um dos sinais que identificam a igreja é a centralidade da Palavra de Deus em sua vida. Afinal, a igreja tem sua origem na Palavra de Deus (Mt 16.18, At 2.14-36) e tudo o que ela faz deve (ou pelo menos deveria) estar fundamentada também na Palavra de Deus. Para tanto, a igreja precisa da hermenêutica nesse processo. Ela precisa olhar para a Escritura Sagrada (ler, estudar, entender) e aplicá-la nas suas inúmeras atividades.


• A hermenêutica eclesial é importante para que a igreja seja fiel, acima de tudo. Deus espera e exige fidelidade do seu povo (Dt 10.12-13, 1Co 4.2, GI 5.22, Tt 2.10, 2Pe 3.17, Ap 13.10). Se hermenêutica tem a ver com o verdadeiro significado da mensagem bíblica, a igreja precisa da hermenêutica para viver em fidelidade à essa mensagem. Afinal, de uma leitura equivocada das Escrituras também procederá uma doutrina errada, uma prática inadequada e uma vida arruinada.


• O apóstolo Pedro ressalta, inclusive, que existem coisas difíceis de se entender nas Escrituras e, por isso mesmo, algumas pessoas não conseguem entender, quer por ignorância (sem instrução) quer por instabilidade (sem firmeza). Diante dessa inabilidade e instabilidade, surge, naturalmente, uma deturpação (uma distorção, um falso sentido) da verdade da Palavra de Deus, que leva à destruição daqueles que isso fazem (comodaqueles que os ouvem, obviamente). Por isso, Pedro adverte que a igreja deveria estar atenta para não ser enganada e nem mesmo perder sua firmeza (2Pe 3.16-17).


• Não há dúvidas de que essa realidade está presente na igreja contemporânea. Talvez, o problema esteja no fato de que as inúmeras tendências atuais parecem afastar cada vez mais a igreja das Escrituras. Na tentativa de realizar programas e atividades, modernas e aceitáveis para este tempo, a mensagem bíblica tem sido deturpada ou misturada com os modismos. A pregação fiel à Bíblia, aplicada à realidade, tem sido substituída por palestras de entretenimento, de autoajuda, de psicologismos, de coaching, de sucesso financeiro, de conquistas profissionais, de politicagem partidária etc. E para piorar, muita gente encontra base bíblica para tais atos. Entre outros aspectos,

a falta de uma boa teologia e de uma boa hermenêutica pode ser uma das razões desta triste realidade.


• A hermenêutica eclesial é necessária para a liturgia. Como em todos os momentos da história, a igreja de hoje precisa que toda a sua ação litúrgica tenha fundamentação na Bíblia. O culto é para Deus e a base dele é a própria Palavra de Deus. Precisamos da hermenêutica nessa obra para que os atos de culto sejam entendidos e aplicados em harmonia com a Escritura Sagrada e redundem em glória a Deus.


• A leitura bíblica de um culto (que quase não existe mais) deve instigar o anseio pela comunhão com Deus, o desejo de se confessar os pecados, a alegria de celebrar ao Senhor de forma coletiva etc. As músicas cantadas, estejam no ritmo que for, devem ter sua centralidade nas Escrituras. É preciso distinguir forma de conteúdo. A forma tem a ver com o tempo e a cultura; o conteúdo tem a ver com a verdade da Escritura. Quando não é possível cantar literalmente um texto bíblico, a hermenêutica ajuda o compositor a dizer, com palavras de hoje, em forma de canto e poesia, a essência da mensagem bíblica.


• As orações precisam ser orações bíblicas e não apenas clichês cheios de exibicionismo ou determinismos para Deus. Os testemunhos precisam glorificar a Deus, expressando o que ele é e faz, e não ser uma propaganda forçada de marketing do suposto poderio espiritual da igreja. A pregação precisa ser bíblica. Há muito gente que lê o texto como pretexto para dizer o que quer. Precisamos resgatar mensagens bíblicas que exponham o texto fielmente e entendam o seu contexto adequadamente, para, por conseguinte, serem aplicadas ao cotidiano da vida das pessoas.


• Os estudos (nas células, na EBD ou em outros momentos) devem priorizar um maior e melhor conhecimento das Escrituras, afinal vivemos um tempo de analfabetismo bíblico em que as pessoas não conhecem o básico da mensagem bíblica. Mais do que teoria, o estudo bíblico deve ter efeito prático na vida.

A hermenêutica bíblica na contemporâneidade


Pressupostos iniciais


(Nota explicativa)


• Diante de tudo o que já foi apresentado, entendemos que a hermenêutica é indispensável. Ela é fundamental para que haja uma boa compreensão das Escrituras Sagradas, como verdade e vontade de Deus revelada para hoje. Essa é a temática dessa unidade, isto é, vamos refletir sobre a importância da hermenêutica bíblica na contemporaneidade, afinal, tão importante quanto entender o que Deus falou no passado é compreender como podemos viver tal revelação no dia de hoje. Não obstante, a verdade é que precisamos de uma boa interpretação da Bíblia para que também consigamos fazer uma boa interpretação do mundo atual e, a partir disso, conseguir fazer uma conexão entre ambos.


• Sem dúvida, a Bíblia tem uma mensagem importante e necessária para os cristãos de hoje, inseridos no mundo de hoje, vivenciando os dilemas de hoje, compartilhando com as pessoas de hoje e sendo igreja no contexto de hoje. Como sabemos, vivemos um contexto conturbado nas diversas áreas da vida. Por isso, uma interpretação

equivocada, além de não ser adequada, pode proporcionar sérias complicações no nosso relacionamento com Deus e no nosso compromisso de testemunhar ao mundo.


• Portanto, precisamos de uma hermenêutica contemporânea que seja fiel a Deus e às Escrituras Sagradas, sem deixar de ser relevante e significativa ao mundo contemporâneo. Afinal, um dos problemas do cristianismo atual é que a igreja de hoje, em muitas situações, não consegue responder as perguntas que o mundo está fazendo. A igreja está tão fechada dentro de si que não consegue oferecer respostas bíblicas aos

problemas mais urgentes que surgem cotidianamente.


• Nesse sentido, vamos pontuar a importância de uma hermenêutica bíblica sob um olhar da igreja de hoje, do compromisso missional de hoje e do movimento pentecostal de hoje. Acreditamos que essas aproximações possam nos ajudar a viver uma vida de

serviço a Deus, ao próximo e ao mundo em que vivemos. Por fim, esperamos que a hermenêutica seja algo não apenas importante numa perspectiva teórica, em que se procura descobrir o significado do texto da Bíblia; mas, em complemento a isso, que a hermenêutica seja uma ferramenta útil, que nos ajude perceber o quanto a Palavra de Deus tem uma mensagem transformadora para nós, para as pessoas ao nosso lado e para a realidade contemporânea.

UNIDADE 5 PRINCÍPIOS E MÉTODOS DA INTERPRETAÇÃO BÍBLICA A2/A3

MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA

Alguns métodos de interpretação mais conhecidos e utilizados

Método histórico-gramatical

Seus tipos

Aplicação

Aplicação


(Nota explicativa)


• Por fim, o intérprete deverá tornar-se compreensível e aplicável a mensagem do texto à realidade atual, afinal, o objetivo da compreensão do texto resulta na construção de uma estrada que liga o significado do texto no passado bíblico e a sua relevância para os dias de hoje.

Síntese do significado

Síntese do significado


(Nota explicativa)


• Depois de entender tudo (o que gerará muita informação), o intérprete deve descobrir, de forma resumida, qual é a mensagem que o autor transmitiu aos seus leitores? De forma prática, ele deverá resumir e compreender o significado original do texto bíblico em suas próprias palavras.

Análise semântica

Análise semântica


(Nota explicativa)


• Semântica tem a ver com o estudo do significado. Há uma mensagem e essa mensagem (dentro do texto bíblico) tem um significado intencionado pelo autor bíblico.



Nessa etapa, portanto, o intérprete procura:


(A) Entender o que o autor tinha em mente quando usou determinada palavra no texto?


(B) O que o texto quer dizer e o que espera que as pessoas entendam com certas expressões e frases (exemplos: espírito, carne, liberdade, escravidão)?


• Tudo isso é importante descobrir, afinal uma palavra só possui sentido dentro do

seu contexto. Portanto, se temos uma boa análise do contexto, temos uma boa

semântica.

Análise do contexto histórico-cultural

Análise do contexto histórico-cultural


(Nota explicativa)


• Nessa parte, o intérprete procura analisar a circunstância histórica, realizando uma viagem ao mundo do texto! Ele investiga o mais detalhadamente possível os aspectos sociais, políticos, econômicos, culturais, religiosos etc. Em seguida, analisa o contexto cultural, investigando o ambiente histórico cultural do autor e dos leitores a fim de entender suas alusões, referências e propósito.


• Atendendo aos aspectos acima, analisa quem é o autor (sua personalidade, origem, formação religiosa, profissão e se existe algum envolvimento com os destinatários), o local e data (sabe-se o lugar de onde o texto foi escrito? Qual é data aproximada?), o destinatário (para quem o livro foi escrito? Eram crentes? Judeus? Gentios? Onde e como vivam?), o propósito (por que o livro foi escrito? Há alguma finalidade especifica?), o contexto (qual é a realidade social, religiosa, política e econômica?), a cultura (há algum costume que pode esclarecer o significado de determinadas ações ou expressões do texto?


• Todos esses aspectos ajudarão o intérprete a entender melhor o que estava acontecendo no momento do registro bíblico. Ele entenderá o porquê daquele texto estar sendo escrito. Ele descobrirá a real interpretação para aquela época e, assim, conseguirá compreender o texto para os dias de hoje.

Análise textual e literária

Análise textual e literária


(Nota explicativa)


• A análise textual e literária se baseia na leitura e releitura do texto. Deve-se delimitar uma perícope (uma porção de texto), deve-se ler várias vezes o texto, deve-se assimilar o texto e deve-se ler diferentes traduções do texto.


• Em um segundo lugar, o leitor deve analisar o texto nas línguas originais. O leitor deverá entender o termos importantes e quais os significados deles no contexto da escrita original. Ele também deverá compreender o campo semântico, ou seja, qual é o significado e qual é a interpretação do significado das palavras.


• Em terceiro lugar, o exegeta deverá analisar o contexto literário em que o texto está inserido. Procura-se entender o contexto amplo, isto é, a mensagem do livro e o seu propósito de escrita, para, depois, se entender o contexto imediato, isto é, o texto que antecede e precede a perícope escolhida.


• Em quarto lugar, deverá ser analisado o gênero literário do texto. Temos diferentes gêneros literários. Em um mesmo livro ou capítulo, podemos ter: narrativa, história, milagres, situações imperativas ou descritivas etc.

Um dos mais importante

Método histórico-gramatical


(Nota explicativa)


• Esse método também é um dos mais importantes entre os outros métodos, pois considera o texto bíblico a partir de seu contexto histórico e gramatical, reconhecendo a Escritura Sagrada como a verdade revelada de Deus. Em nossa abordagem, optamos por deixar o método histórico-gramatical por último, visto que, em nossa percepção, é um método adequado tanto em relação aos procedimentos adotados quanto pelos resultados que ele oferece.


• Ressalta-se o fato que, em seus pressupostos de abordagem (intepretação gramatical e histórica), esse método tem relação direta com o cristianismo histórico como com Crisóstomo e a Escola de Antioquia, e ainda, de forma especial, com a Reforma Protestante. Como método, destaca-se a relevância dele por valorizar e honrar a Bíblia como Palavra de Deus; por entender que há um único sentido e uma única mensagem; por analisar tudo à luz das Escrituras e não o contrário; por ser teologicamente mais objetivo, seguro e consistente; por instigar que os leitores e intérpretes sejam crentes fiéis, que amam a Deus e a Palavra, e por produzir grandes expositores bíblicos.



Como o próprio nome diz, o método histórico-gramatical é desenvolvido a partir de três aspectos principais, a saber:


> Aspecto histórico: analisa-se o contexto histórico e cultural em que os livros da Bíblia foram escritos.


> Aspecto gramatical: busca-se o sentido do texto bíblico mediante estudo das palavras, expressões e frases dentro do contexto.


> Aspecto prático: contextualiza-se no passado e aplica-se no presente, fazendo com que a mensagem seja relevante hoje.

Método histórico-crítico

Método histórico-crítico


(Nota explicativa)


• Esse método é um dos mais importantes. Ele surge no contexto do racionalismo e da crítica à religião (séc. XVII-XVIII), mas vem recebendo a influência de outras perspectivas hermenêuticas desde então. Esse método é um herdeiro direto do liberalismo teológico que tentou oferecer respostas mais aceitáveis às críticas que a igreja e a teologia receberam na época. Sua característica principal, portanto, é ser um método científico na análise do texto sagrado. A Bíblia é percebida como todos os demais livros, visto que são produções humanas falíveis.


• Como o próprio nome define, o aspecto histórico é muito importante na análise. Não apenas a história em que o texto está inserido, mas, principalmente, deve ser

considerada a evolução gradativa e histórica do texto sagrado. Importa descobrir as diferentes e variadas etapas de formação e desenvolvimento do texto até o seu estágio final, ou seja, como ele chegou a nós.


• Nesse sentido, o significado do texto só pode ser descoberto por meio das etapas em que foi transmitido, partindo do pressuposto que esse mesmo texto recebeu várias transformações no processo. Para tanto, se faz uma crítica das fontes (descobrir as diferentes fontes documentais que formaram o texto), uma crítica das formas (descobrir as formas originais dos textos bíblicos e como eles foram transmitidos, desde a oralidade até os registros escritos) e uma crítica da redação (descobrir quem foram os diferentes redatores do texto em todas as suas etapas de transmissão).


• Ainda em relação ao nome, o aspecto crítico também se ressalta. Dito de forma simples, é preciso realizar uma análise crítica do que o texto diz para se descobrir nele o que é Palavra de Deus e o que é apenas humano. Afinal, essa é uma distinção do método. Para os adeptos desse pressuposto hermenêutico, Palavra de Deus e Escritura são coisas diferentes e é preciso encontrar a Palavra de Deus em meio às produções humanas, que apresenta erros e problemas, e que formam a Escritura. É por isso que, nessa perspectiva, questiona-se tudo no texto, adotando a razão e eliminando o dogma, o milagre (chamados de mitos), a literalidade de muitas histórias (chamadas de lendas) etc.

Nova Hermenêutica

Nova Hermenêutica


(Nota explicativa)


• Esse método, como vimos na segunda unidade, tem sua ascendência na neo-ortodoxia, mas vai para além dela. O modelo proposto pela nova hermenêutica, bem presente em algumas linhas teológicas mais progressistas da atualidade, sugere que o texto pode ter o sentido que o leitor quiser. Deste modo, se esquece o sentido intencionado pelo autor ou mesmo as implicações culturais, gramaticais e teológicas do texto, para se apropriar apenas do sentido polissêmico de cada leitor.


• O foco, portanto, é o leitor atual e o sentido que ele dá e não Deus e a Sua Palavra. Na nova hermenêutica, portanto, não interessa o que autor bíblico quis dizer; antes, importa o que o leitor entendeu. Em vez de extrair o que o texto está dizendo, o leitor impõe ao texto suas pressuposições, sentimentos e percepções. Tudo se torna muito subjetivo e estritamente pessoal e esses pressupostos, sem dúvida, são muito perigosos na interpretação da Bíblia.


• Entretanto, o que não se pode desconsiderar na interpretação da Bíblia é o fato de que o leitor de hoje também está envolvido com o texto e ele precisa fazer sentido para o seu cotidiano, para o seu contexto. Nesse sentido, ainda que com os devidos cuidados, a nova hermenêutica pode contribuir. Afinal, qual cristão nunca leu a Bíblia e a aplicou de forma simples e literal em sua vida em um momento em que precisava ouvir Deus falar especificamente sobre uma necessidade urgente?

Método indutivo

Método indutivo


(Nota explicativa)


• Esse método está baseado no pressuposto de que o leitor da Bíblia deve encontrar o significado do texto por si mesmo, livre da influência de comentaristas bíblicos ou mesmo professores. A pessoa deve, portanto, chegar às conclusões bíblicas no texto estudado de forma independente e autônoma, por meio da leitura cuidadosa do texto e da iluminação do Espírito Santo em sua vida. Por fim, o método reforça a importância de o leitor-intérprete relacionar o que descobriu com a sua vida cotidiana.


• O método indutivo pode ser dividido em três etapas principais do processo hermenêutico, a saber: observação, interpretação e aplicação. Na observação ele se atenta ao que o texto está dizendo (os fatos, a narrativa, os personagens, as palavras etc.). Na interpretação, ele busca o significado mais simples e natural possível do texto e na aplicação o leitor procura relacionar o que leu e aprendeu com a sua própria realidade, aplicando os princípios dali apreendidos.

Método estruturalista

Método estruturalista


(Nota explicativa)


• Esse método valoriza o aspecto literário do texto, chamando a atenção para a forma como o texto se apresenta atualmente. Fruto de uma resposta aos métodos que valorizam os aspectos históricos, o método estruturalista não se importa com esse tipo de informação (ex.: cultura, destinatário etc.). Ele é autônomo e anti-histórico, por assim dizer. Por sua vez, a ênfase se estabelece na compreensão do texto como ele aparece ao leitor hoje. Defende-se a ideia de que na própria estrutura (palavras, verbos, gêneros literários) e organização do texto está todo o entendimento necessário que o leitor deve ter dele, isto é, no texto e apenas no texto está todo o seu significado.


• É claro que há aspectos positivos nesse método, afinal, a valorização que ele atribui ao texto é significativa. Analisar detalhadamente o texto é algo muito importante no processo hermenêutico e esse método pode contribuir com os pressupostos que o sustentam. Porém, como se sabe, o texto não é fruto apenas de sua estrutura narrativa. Deve-se considerar outros aspectos importantes, tal qual a história, a cultura etc.

Método alegórico

Método alegórico


(Nota explicativa)


• Esse método procura descobrir, figuradamente, um significado oculto ou espiritual. Busca-se, na verdade, um sentido para além daquele que está no texto e que foi originalmente intencionado pelo autor. Assim, normalmente sem critérios ou regras, interpreta-se a Bíblia procurando significados ocultos no texto. O método alegórico, portanto, normalmente diz o que o texto (por si só ou analisado em seu contexto) não

está dizendo. Nesse tipo de interpretação, qualquer coisa serve, basta que o intérprete tenha uma mente criativa.


• Vejamos breves exemplos: a arca de Noé pode ser a igreja; as pedras que Davi buscou no rio para matar Golias são nominadas e a que acertou o gigante é a pedra "Deus Forte; na parábola do samaritano cada personagem tem um significado diferente (salteador = diabo, homem = perdido, samaritano = Jesus ou o crente, hospedaria = igreja etc.). Como se percebe, o verdadeiro significado perde o sentido. Mas, atenção, o método alegórico não pode ser confundido com as tipologias, que estão bem presentes na Bíblia.

Método literalista

Método literalista


(Nota explicativa)


• Esse método baseia-se numa leitura limitada à literalidade do texto, sem considerar outros aspectos (históricos, culturais etc., por exemplo). Trata-se de uma leitura, simples, pura e direta do texto. Esse método esteve presente em vários momentos da história e hoje, conscientemente ou não, ele está presente no tipo de leitura bíblica que se faz em muitas igrejas e por muitos cristãos.


• É claro que uma interpretação literal do texto bíblico é válida, mas isso, somente quando possível. O fato é que, na maioria da vezes, esse tipo de leitura não é admissível por levar a um hiperliteralismo, causando sérias complicações para quem quer ter uma melhor compreensão de qual é o verdadeiro significado do texto e intenciona aplicá-lo hoje.

Métodos de interpretação da Bíblia


(Nota explicativa)


• Considerando que a exegese tem a ver com certas práticas metodológicas, existem diversos métodos (a maioria de caráter científico) que são utilizados na hora de executar a tarefa de interpretação da Bíblia. É claro que métodos diferentes levam a resultados diferentes. Por isso, a escolha de um método é fundamental para quem quer descobrir o que verdadeiramente o texto bíblico disse e quer dizer.


• Diferentes linhas teológicas utilizam diferentes métodos teológicos. Alguns optam por uma abordagem mais ortodoxa e conservadora; outros escolhem uma abordagem mais heterodoxa e contemporânea. Há métodos que flertam com a teologia liberal; há métodos que se fundamentam na teologia ortodoxa. Há métodos mais livres; há outros mais rígidos. Cada método foi desenvolvido a partir de um pressuposto, de uma

intenção, de uma finalidade.


• No final do texto há a recomendação de um método específico. Isso não quer

dizer, porém, que o intérprete não deva aprender a trabalhar com outras abordagens, extraindo o que há de importante em cada método, sem ficar rigidamente preso à uma única forma metodológica. É possível ter como base o método histórico-gramatical, por

exemplo e, ainda assim, utilizar aspectos significativos que outras abordagens possam oferecer, ampliando e complementado a interpretação do texto.

PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA

Princípios de interpretação da Bíblia


(Nota explicativa)


• Ler a Bíblia, como Palavra de Deus, é um privilégio; interpretá-la corretamente é

uma responsabilidade de todo cristão. Para tanto, é importante estabelecer alguns princípios que surgiram ao longo da história da igreja e que caracterizam os mais importantes pressupostos de qualquer processo hermenêutico. Alguns princípios partem da própria Escritura, outros surgiram da contribuição de diferentes estudiosos da área.



Para facilitar e apresentar de uma forma mais pedagógica, vamos apresentar esses

princípios em pontos curtos e bem objetivos abaixo:


> O intérprete deve ter uma fé cristã autêntica.


> A interpretação correta resultará em uma fé genuína; a interpretação incorreta

levará à uma fé débil e morta.


> O intérprete precisa crer que a Bíblia é a Palavra de Deus e ela encerra a Sua

completa revelação.


> O intérprete não deve partir do pressuposto de que a Bíblia está errada e ele vai descobrir a verdade.


> A Escritura interpreta a própria Escritura; por isso, o intérprete deve comparar

Escritura com Escritura.


> Um texto bíblico precisa ser interpretado à luz do ensino presente em toda as

Escrituras Sagradas.


> A interpretação tem Cristo como eixo fundamental; portanto, ela deve ser sempre cristológica.


> No processo de interpretação, o significado literal e histórico das Escrituras Sagradas devem ser sempre valorizados.


> Toda a Bíblia é inspirada por Deus e toda ela deve ser bem interpretada,

respeitando as diferenças entre Antigo e Novo Testamento e entre os diferentes

tipos de textos e fenômenos linguísticos que a Bíblia apresenta.


> O Antigo Testamento é válido e importante para o cristão, principalmente porque Cristo é apresentado nele, por meio das profecias e promessas messiânicas, do começo ao fim.


> Cabe ao intérprete descobrir o que o escritor bíblico pretendia dizer ao seu

destinatário original e não atribuir ao texto o significado que o intérprete queira

dar na atualidade


> É necessário que sejam tomadas em consideração todas as partes do texto bíblico a ser interpretado.


> Um versículo bíblico deve ser sempre interpretado em seu contexto, não devendo ser interpretado de forma isolada aos versículos que o cercam.


> Se o verdadeiro significado de um texto não está bem evidente, esse texto bíblico.

não pode estabelecer uma doutrina.


> A passagem obscura deve dar preferência à passagem clara.


> O Espírito Santo não substitui a necessidade de se realizar uma investigação aprofundada, a fim de se descobrir fatos importantes e melhor se compreender a Palavra de Deus. O intérprete deve buscar conhecer as línguas bíblicas e as ciências (história, geografia etc.) que podem auxiliar na melhor compreensão.


> Interpretar é aclarar o sentido, é explicar fazendo conexões.


> O intérprete deve tomar cuidado com as alegorias e as figuras de linguagem da

Bíblia.


> O intérprete deve sempre lembrar que a revelação é progressiva.


> O intérprete não deve levar sua pré-compreensão para o texto.


> O significado atual de um texto não está divorciado de seu significado original.


> É fundamental que se descubra o elemento comum do contexto original do autor e do contexto atual do leitor.


> O intérprete deve partir da compreensão do texto mais simples ao mais complexo.


> É imprescindível realizar a distinção entre o que é cultural e o que é normativo

no texto bíblico.


> É importante que se determine o pensamento central da mensagem.


> O processo hermenêutico envolve a observação, a interpretação e a aplicação.


> É preciso entender o que o texto diz, o que ele quis dizer na época de sua escrita

e o que ele quer dizer hoje.


> Deve-se descobrir e respeitar o fundamento teológico do texto.


> É necessário tornar compreensível e aplicável a mensagem do texto à realidade

do leitor atual.


> Uma boa interpretação bíblica resultará na compreensão do significado original

do texto bíblico em suas próprias palavras.


> O intérprete deve evitar alegorias ou achismos.


> O intérprete não deve dizer o que o texto não está dizendo, mas também não

pode deixar de dizer o que texto está dizendo.


> O intérprete não deve ultrapassar seus limites, indo além do significado original

do autor.


> O intérprete deve ser humilde e deve se submeter à iluminação do Espírito Santo,

em uma vida de oração e piedade.


> O intérprete não deve confundir interpretação humana com revelação de Deus.


> O intérprete não deve usar textos obscuros, misteriosos ou controversos para basear sua interpretação.


> O intérprete não deve inventar uma significado; ele deve descobrir o verdadeiro significado.


> O intérprete deve conhecer o mundo da Bíblia e o mundo de hoje.


> No processo hermenêutico há sempre apenas uma interpretação, mas há também várias possibilidades de aplicação.


> Não se deve transformar um texto que traz vida em simples teoria dogmática,

sem prática, mas, não se deve iludir com leituras pragmáticas, sem doutrina,

Interpretar a Bíblia dá trabalho e, por isso mesmo, ela não pode ser realizada no

improviso, com acomodação ou por meio de atalhos.


> O intérprete deve estudar constantemente um texto, até que consiga descobrir

esclarecimentos apropriados e coerentes, a fim de que se resulte em uma melhor

compreensão da mensagem.


> O uso de Bíblias de Estudo, diferentes traduções, Interlinear grego/hebraico,

comentários bíblicos, manuais e dicionários bíblicos e linguísticos e livros sobre tempos e costumes bíblicos podem ajudar significativamente no processo.

Princípios e métodos da interpretação da Bíblia


Pressupostos Iniciais


(Nota explicativa)


• A Bíblia Sagrada é um livro que precisa ser interpretado. Ela se caracteriza por certas particularidades literárias, gramaticais, culturais e teológicas que precisam ser consideradas e por alguns desafios, constatados na unidade anterior, que precisam ser superados no processo hermenêutico. Por isso, interpretar a Bíblia de qualquer jeito ou ao bel prazer pessoal (ou mesmo eclesial) é um tremendo equívoco, ainda que alguns infelizmente defendam isso. O fato é que, a tarefa de interpretação bíblica está cada vez mais desafiadora e há alguns fatores que justificam tal afirmação.


• Um deles é o significativo analfabetismo bíblico entre os cristãos brasileiros. A maioria das pessoas, que frequentam (ou não) uma igreja, não conhece os elementos mais básicos da Bíblia. Eles desconhecem os livros (a ordem, o lugar no cânon etc.), desconhecem as histórias (com exceção das histórias clássicas), desconhecem os personagens (com exceção dos principais), desconhecem o que ela ensina (preferem ler partes boas e agradáveis e ignorar algumas exigências). Enfim, a situação não é fácil. Esse desconhecimento e descomprometimento generalizado com as Escrituras tem gerado uma igreja cada vez menos fundamentada na Palavra de Deus e que, como consequência, é levada por qualquer vento de doutrina.


• Há também muita preguiça. A geração que vivemos é caracterizada por pouca leitura e muito entretenimento. Muitos não gostam de ler e já outros preferem não se

preocupar com a forma correta de se ler; pois, para eles, basta apenas ler um textinho no dia. Isso ocorre porque estudar a Bíblia dá trabalho. Se aprofundar no texto bíblico dá mais trabalho ainda. E assim, um número cada vez maior de pessoas não quer se preocupar com os princípios ou métodos adequados para uma boa interpretação da Bíblia, afinal, realizá-los em cada leitura dará muito trabalho.


• Ressalte-se, ainda, que temos vários achismos por aí. As áreas destinadas aos comentários nas redes sociais ou nas publicações em sites, que comentam algum texto bíblico ou noticiam um fato cristão, estão repletas de comentários com pessoas "discutindo" textos bíblicos. Até mesmo o que é fácil de se ler na Bíblia ou mesmo é algo óbvio na doutrina cristã são questionados com um "eu acho isso ou aquilo". Parece ser uma influência do relativismo pós-moderno em que vivemos, onde não existem verdades absolutas e cada um constrói a sua pseudoverdade.


• Outro fator é variedade discordante de interpretações nas diferentes correntes teológicas e nas mais diferentes denominações e igrejas cristãs. De fato, é muito difícil chegarmos ao ponto de agirmos com neutralidade hermenêutica, afinal, não somos uma ilha isolada. Temos uma história, uma cultura, um legado, uma teologia, uma denominação etc. Tudo isso pode resultar em uma interpretação prévia. Assim sendo, corremos o risco de levar para o texto preconcepções e tendências adquiridas, principalmente de nossa herança cultural, familiar e confessional.



É exatamente por esses motivos, entre outros, que a hermenêutica é muito importante. Afinal, ela nos ajuda:


- A buscar o maior rigor possível na interpretação da Bíblia.


- A amenizar as barreiras que impendem uma boa interpretação.


- A sondar nossas intenções ao nos aproximarmos do texto bíblico.


- A se dispor para escutar o que o texto tem a dizer e não o que queremos que ele diga.


• Deste modo, precisamos reconhecer que existem princípios de interpretação da Bíblia que podem nos ajudar nessa importante tarefa de se descobrir o significado do texto bíblico. Existe, da mesma forma, métodos de interpretação que, pautados num rigor científico e metodológico, podem contribuir com as etapas no processo hermenêutico. Esse é o lado técnico-científico da hermenêutica, afinal:


A hermenêutica bíblica é a ciência e arte de interpretar a Bíblia. Na qualidade de ciência, enuncia os princípios, investiga as leis do pensamento e da linguagem e classifica seus fatos e resultados. Como arte, ensina como esses princípios devem ser aplicados.

(EQUIPE INTERSABERES, 2015, p. 31)


• Não obstante, a hermenêutica fornece as regras e os princípios para que se ocorra uma boa interpretação. Do mesmo modo, um método hermenêutico estabelece o

procedimento ou a técnica utilizada como um meio de realizar a interpretação. Trata-se de se seguir um caminho para se chegar a um determinado fim. É isso que vamos descobrir nessa unidade.

RASCUNHOS (backup)
O que significado isso ?
RASCUNHOS
Rascunho Avulso
Pontos principais



(Nota complementar)



(Nota explicativa)



Subtópico

UNIDADE 4 DESAFIOS DA INTERPRETAÇÃO BÍBLIA A2/A3

DESAFIO PRÁTICO

Desafio prático


(Nota explicativa)


• Nós precisamos sempre lembrar o fato de que a Bíblia Sagrada não é um livro antigo com ensinos importantes que ficaram apenas no passado. Muito pelo contrário,

precisamos ler e entender os textos bíblicos para que consigamos aplicá-los à nossa realidade de hoje. Toda leitura e interpretação biblica deve resultar em ações práticas em todas as áreas da vida humana. A Biíblia apresenta Deus falando conosco hoje, ensinando-nos como agir, como crer e como viver de forma prática. Por isso, mais do que qualquer teoria distante, a Palavra de Deus deve ser uma bússola prática, deve ser nosso manual de vida, deve ser o meio pelo qual Deus nos instrui e edifica a cada dia. De forma equilibrada, precisamos sempre da ortodoxia (a doutrina correta) tanto quanto da ortopraxia (a prática correta).


• O grande desafio de toda pregação, pautada numa boa hermenêutica, é fazer com as que pessoas saiam dos cultos sabendo o que fazer como que ouviram já no dia seguinte. Há lições e recomendações práticas nos textos da Bíblia que podem ser aplicados em todas as áreas da vida. Há questões culturais e temporais que precisam ser entendidas e que, apesar de não aplicarmos literalmente tais aspectos, podemos, sim, aplicar alguns principios para nós, hoje. Afinal, "toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações (2Tm 3.16-17 - NTLH).


• É importante construir uma ponte entre o mundo da Biblia e o mundo de hoje. Deste modo, a tarefa da hermenêutica é a de inserir o cristão no mundo bíblico, aproximando-o o máximo possivel dos leitores originais, a fim de extrair a mensagem originalmente pretendida pelo autor e, assim, aplicá-la ao nosso contexto. Ela ajuda a diminuir todos os desafios aqui apresentados, contando com a iluminação do Espírito Santo e o auxilio de outras ciências como a história, arqueologia, sociologia, geologia e outras.


• Não há dúvidas, portanto, que todos nós devemos fazer hermenêutica para conhecer a verdade das Escrituras (fonte da revelação de Deus e de sua vontade), para realizar uma interpretação bíblica saudávele edificante, para firmar-se na doutrina correta, afastando-se de erros e distorções que geram seitas, heresias e prejuízo à fé cristā. Por fim, é claro, precisamos aplicar o que a Bíblia ensina para que possamos viver em obediência a Deus e possamos desfrutar das bençãos que a Escritura promete àqueles que vivem de acordo com o seus ensinamentos, afinal, que assim não faz, está se enganando (Tg 1.22).

DESAFIO TEOLÓGICO

Desafio teológico


(Nota explicativa)


• Como estamos afirmando desde o início, a Bíblia é a Palavra de Deus. Ela é um

livro em que Deus se revela. Ela é um livro que conta a história de Deus com o seu povo. Ela é um livro sagrado que traz a mensagem mais importante do mundo. Nessa perspectiva, a Bíblia não é tão somente uma coleção de vários Iivros que são independentes um do outro. Há na Bíblia um fio invisível que começa em Genesis 1 e termina em Apocalipse 22. Há um enredo que fala da salvação do ser humano que é realizada apenas por Jesus Cristo. Essa é a história da Biblia. Esses aspectos podem até não ser apreendidos por um leitor desapercebido. Porém, sem dúvida, eles podem ser alcançados quando o intérprete procura descobrir o aspecto espiritual e teológico do texto. Afinal, nenhum livro, por mais importante que seja - um clássico, por exemplo - apresenta uma unanimidade de propósito tal qual a Escritura Sagrada, pois do início ao fim a Biblia tem uma única mensagem.


• Por sua vez, a Biblia também manifesta o que podemos chamar de revelação progressiva, ou seja, aos poucos, em cada narrativa e história da Biblia, Deus vai ampliando a sua revelação ao seu povo. Os primeiros personagens da história biblica tinham um certo tipo de revelação e compreensão de quem era Deus e de qual era seu plano com a humanidade. Por sua vez, os últimos destinatários da Bíblia tiveram umprivilégio de entender um pouco melhor tudoo que Deus fez na história, desde a criação e a queda do ser humano, perpassando pelo ápice da obra da cruz, do envio do Espírito Santo, do surgimento da igreja e da promessa de que Cristo há de voltar para buscar o seu povo e redimir toda a criação para sua Glória.


• Nós, da mesma forma, conseguimos compreender de uma forma também distinta e mais ampla do que muitos personagens biblicos, principalmente aqueles do AT. No processo hermenêutico, a revelação progressiva deve ser considerada. Hoje entendemos muito mais sobre alguns temas importantes (inferno, céu, segunda vinda de Cristo, vida eterna etc.) do que Moisés, Davi, Jeremias etc. Faz-se necessária fazer uma interpretação, portanto, que considere a progressividade da revelação, procurando perceber como a verdade bíblica vai se ampliando.


• Assim sendo, precisamos ter com clareza em nossa mente que, para além de todos

os aspectos técnicos descritos nos desafios acima, a Bíblia é a Palavra de Deus. O que mais importa é saber que em cada recurso literário e em cada situação histórica, os

registros evidenciados na Biblia são a revelação especial de Deus para a humanidade.


• Há uma intenção teológica por trás de cada narrativa biblica. A Biblia conta a história de como Deus tem um plano para a humanidade criada por ela e que esse plano se desenvolve por meio da história da salvação que se desenvolve por toda a Escritura e tem seu ápice em Jesus Cristo. Por isso, a Bíblia interpreta a própria Bíblia e Jesus é o centro dessa interpretação.

DESAFIO CONTEXTUAL

Desafio contextual


(Nota explicativa)


• Há uma máxima popular em relação à interpretação da Biblia que diz que um texto fora de contexto gera pretexto. Um dos grandes problemas dos leitores da Bíblia de hoje é a 'versiculite'. As pessoas, por preferência, preguiça ou mau costume, se limitam a ler versiculos isolados da Biblia. Isso é um problema, em primeiro lugar, porque a Bíblia não foi escrita em versículos e capítulos e um pensamento só é compreendido por uma sequência de palavras e frases (no caso bíblico, uma sequência de versículos). O texto bíblico é um texto amplo que tem um propósito e um contexto. Por isso, é preciso resgatar a leitura bíblica delivros inteiros ou, pelo menos, de capítulos ou perícopes completas.


• Nós precisamos compreender que, salvo alguns relatos enm que Deus revelou palavra por palavra o que deveria ser escrito, como um ditado, boa parte dos textos é

fruto de uma história concretamente vivenciada por pessoas comuns. A Biblia é a Palavra de Deus em linguagem humana. Muitos textos foram escritos pelos escritores humanos com uma intenção peculiar e dentro de um contexto próprio. As vezes, havia a intenção de registrar a vontade de Deus para o povo (ex.: Moisés); às vezes, havia intenção de resolver problemas que existiam entre o povo (ex.: Paulo). A realidade intencional e contextual do autor precisa ser levada em consideração.



Normalmente, em cada leitura bíblica deve se considerar o seguinte:


Contexto amplo: é preciso ler todo o livro, entendendo o propósito e a argumentação que o autor vai desenvolvendo ao descrever aquela mensagem.

Algumas exceções podem contemplar alguns livros, como o livro de Salmos, por exemplo, em que cada salmo pode ser lido e compreendido isoladamente.


Contexto imediato: é preciso ler capítulos anteriores e posteriores ao texto, ou seja, o que acontece antes e o que vem depois, afinal trata-se de uma linha de

raciocínio em que o autor esta narrando um fato, uma história, um problema, uma verdade, uma revelação etc. O texto não surge do nada; ele está conectado ao

texto anterior e posterior. O próprio layout das edições biblicas de hoje ajudam, estabelecendo perícopes do texto (partes divididas em que há um subtítulo em negrito, normalmente), e onde se percebe uma coerência, em que há um começo e um fim na narrativa textual.


Contexto inicial: é claro que também é preciso ler o próprio texto (frase, versículo

ou versículos) que se pretende interpretar. É bom ler e reler várias vezes, comparando traduções etc. Se houver textos paralelos em outros livros (como ocorre com os Evangelhos, por exemplo), há a mesma necessidade de se realizar a leitura, percebendo termos e ou detalhes que se complementam.


• Como exemplo da importância de se ler o contexto, ninguém deveria ler o versiculo bíblico que diz "tudo posso naquele que me fortalece" Fp 4.13 - NAA), sem ler, necessariamente, os textos que vem antes e depois. A intepretação correta desse versículo, ainda que de forma breve e simples, é que Paulo poderia enfrentar todas as coisas com a força que Deus dá. Ele poderia passar necessidade ou mesmo ter abundância, ter fome ou estar alimentado, ter aflições ou não, ter o apoio de alguém ou ser abandonado etc. (Fp 4.12-14). De fato, não há como realizar uma correta interpretação da Bíblia sem analisar o contexto do texto.

DESAFIO ESTRUTURAL

Desafio estrutural


(Nota explicativa)


• Já discorremos na unidade anterior sobre os diferentes tipos de linguagens que a Bíblia utiliza. Contudo, cabe reiterar mais uma vez esse aspecto, afinal, a falta de conhecimentos dos diferentes gêneros literários da Biblia prejudica muitas pessoas na leitura e na interpretaçāo da Biblia. Nós precisamos ler as Escrituras Sagradas respeitando o tipo de texto que nela está inserido. Em termos literários, a Bíblia não é um livro homogêneo. Em cada livro, os autores, os recursos gramaticais e literários são diferentes.


• Há textos que são normativos, há outros que são descritivos. Há poesia, há diálogo, há história, há prescrição, há informação, há relato etc.


• Por vezes, Deus fala, enm outras o diabo também fala. Algumas vezes, pessoas falam da parte de Deus; em outras, pessoas falam sem qualquer conformidade com a vontade de Deus. Algumas pessoas erram atribuindo uma verdade à fala dos amigos de Jó, por exemplo. E claro que há coisas boas que eles falaram; porém, ao final da história, Deus manifestou sua reprovação contra os amigos de Jó, pois eles não falaram o que é certo sobre Deus e como ele age (Jó 42.7). Do mesmo modo, não se pode aceitar como uma verdade o que certas pessoas falam na história bíblica. O fariseu disse que era justo, jejuava duas vezes por semana e dava o dízimo de tudo (Lc 18.11-12). Apesar de serem coisas boas, ele foi reprovado (Lc 18.14).

Nem toda lei dada para o povo de lsrael tem implicação para os cristãos de hoje.

Uma poesia nunca será uma doutrina biblica. Ela até poderá expressar uma doutrina bíblica sustentada em outros textos, mas nunca servirá de base para uma formulação doutrinária. Uma narrativa de caráter histórico nem sempre servirá de padräo comportamental para o povo de Deus na atualidade. É claro que tudo faz parte da revelação de Deus e é por isso mesmo que tudo o que foi escrito precisa ser bem compreendido em sua própria estrutura narrativa, para, após isso, interpretá-lo adequadamente.

DESAFIO LINGUÍSTICO

Desafio linguístico


(Nota explicativa)


• Nós vivemos sob uma realidade da língua portuquesa atual. O mundo biblico foi

registrado por meio de três línguas bem diferentes do nosso português. Não obstante,

as línguas hebraica, aramaica e grega devem ser lidas, compreendidas e interpretadas a

partir de suas características próprias. A questão é tão complexa que, atualmente, existem traduções da Biblia para o grego ou o hebraico contemporâneo. Isso ocorre porque as línguas bíblicas antigas não são mais faladas hoje. Do mesmo, as palavras, com o tempo, podem sofrer alteração em seu significado.


• É claro que a variedade de traduções bíblicas e os avanços nas descobertas das ciências biblicas ajudam o intérprete. Porém, ainda assim, o desafio permanece. Há questões próprias presentes nos textos das línguas originais que são complicadas de se traduzir. Em alguns casos, um termo aparece uma única vez e não se tem uma comparação para compreendê-lo melhor (hápax legomenon). Em outros, o campo semântico é amplo, opotunizando opções diferentes de se traduzir e até mesmo entender o texto. Deve- se considerar, também, que a escrita, a maneira de organizar o pensamento, os gêneros literários, as figuras de linguagem e os idiomatismos são diferentes entre as línguas.


• Sempre que possivel, então, o intérprete da Biblia deve conhecer a estrutura das

palavras (verbo, substantivo etc), o significado das palavras (etimologia), Como essa palavra foi utilizada no texto, em outros textos e por outros autores (passagens paralelas ou a Biblia toda), bem como seus sinônimos e anônimos. Todavia, ressalte-se que uma análise isolada da palavra não é o bastante (aliás, muitos erram nisso), afinal, é preciso conhecer o contexto em que a palavra é utilizada, afinal, a mesma palavra pode ter diferentes significados em diferentes contextos. Conhecer a motivação do autor ao usar aquela determinada palavra também pode contribuir na in terpretação. Em textos

doutrinários, por exemplo, o uso de algumas expressões devem receber especial atenção,

pois elas foram usadas intencionalmente, com o propósito de dar um significado teológico-espiritual distinto àquela mensagem.

DESAFIO HISTÓRICO-CULTURAL

Desafio histórico-cultural


(Nota explicativa)


• Nós vivemos uma realidade histórico-cultural totalmente diferente dos tempos bíblicos. Enquanto lá se predomina os pressupostos de uma cultura oriental antiga, aqui, nós vivemos a realidade de uma cultura ocidental contemporânea. Por isso, precisamos entender que há muita diferença cultural que precisa ser percebida na leitura e na interpretação do texto, afinal sāo sociedades com costumes e valores bem diferentes entre si. A maneira de pensar e agir não são iguais. Os valores e os diálogos são outros.


• Os costumes e as tradições são diferentes. A questão que se levanta é. há algum costume histórico-cultural que pode esclarecer o significado de determinadas ações expressões do texto? Sem sim, devemos investigar. A Biblia, como um livro escrito por gente como a gente, é fruto da cultura e da história do seu tempo e dos seus autores. Assim sendo, é preciso investigar da forma mais detalhada possivel os aspectos religiosos, culturais, políticos, econômicos, sociais etc. É importante entender o autor e as questões que podem influir no texto, como sua personalidade, sua origem, sua fomação religiosa, sua profissão, se existe algum

envolvimento com os destinatários. Importa descobrir para quem o livro foi escrito (israelitas, judeus, gentios), onde e como estas pessoas vivem, e por que o livro foi escrito, investigando se há alguma finalidade especifica para a sua escrita.


• Tudo isso é necessário porque a Biblia manifesta suas especificidades históricas em todo o tempo e em cada detalhe registrado. Ela evidencia a história e a cultura quando descreve aspectos particulares daquele tempo, tais quais: o modelo familiar (ex: um patriarca que protegia, sustentava e direcionava a esposa, os filhos, os servos, os animais etc.), a forma de se lidar com a saúde e a higiene (como vemos na legislação

para Israel, no Pentateuco), o jeito de se desenvolver relacionamentos (sejam eles

familiares, sociais etc.), a maneira de descrever certos costumes (como a realidade cheia de problemas das igrejas que Paulo fundou em cidades com culturas distintas entre si e distintas em relação à lsrael). Enfim, são muitas as questões culturais que se manifestam no texto biblico.


• Portanto, tal desafio só será superado quando o leitor das Escrituras se propõe a fazer uma imersão na cultura dos povos da Biblia, procurando entender os aspectos

históricos e socioculturais daquela época. Deste modo, será possivel identificar na

mensagem bíblica o que é cultural (que tinha validade naquele tempo, para aquele povo, naquele contexto) e o que é atemporal (que tem validade em todo o tempo, para todos os povos, em todos os contextos). Por isso, deve-se considerar o ambiente histórico-cultural de desenvolvimento de que cada livro, cada autor, cada destinatário e cada passagem bíblica. Assim, se entenderá melhor o texto a partir de suas alusões, suas referências, seu propósito, sua interpretação e sua aplicação.

DESAFIO GEOGRÁFICO

Desafio Geográfico


(Nota explicativa)


• Entender os aspectos geográficos do texto bíblico é importante no processo hermenêutico, afinal a Bíblia, em seu caráter literário e humano, foi escrita por pessoas situadas num determinado local e espaço. Sem dúvida, a realidade geográfica interfere

na elaboração e na compreensão do texto sagrado. Devemos lembrar que a história biblica se desenvolveu em três continentes diferentes, como a Ásia, a África e a Europa, em diversas vilas, cidades e regiões, envolvendo desertos, mares, rios, montanhas, vales, estradas etc. Por isso, é importante entender a geografia de Israel, como também é importante entender o contexto geográfico de fora de Israel e que está envolvendoo

texto biblico.


• Nós estamos há mais de 10 mil quilômetros de distância das terras bíblicas. E no

Brasil, nosso tipo de solo, de estradas, de plantas, de clima, de biodiversidade, de relevo

etc. são muito diferentes dos lugares onde os personagens bíblicos viveram e dos

ambientes onde os textos biblicos foram desenvolvidos. Como exemplo, não

conseguimos entender perfeitamente o que é um deserto ou um vale narrado pela Biblia, pois em nosso país isso não é comum. Só descobriremos o que é um deserto ou um vale se, de fato, rompermos essa distância que se impõe entre os povos das terras bíblicas e as pessoas espalhadas pelo mundo inteiro que leem a Biblia hoje.


• Portanto, um conhecimento mais aprofundado dos aspectos geográficos da Biblia poderá esclarecer vários fatos, narrativas e ensinos presentes nas Escrituras. Afinal, por vezes, o texto bíblico faz questão de ressaltar aspectos geográficos em sua narrativa, tais quais a terra de Canaā, o mar vermelho, a divisão das tribos, as nações vizinhas, a Galileia, a Judeia, a Samaria, as cidades importantes como Roma, Atenas etc.


• Em outros momentos, a realidade geográfica é utilizada para definir conceitos teológicos e espirituais importantes. Como exemplo, Babilônia é mais do que um império; ela representa uma realidade espiritual do mal. Por sua vez, Jerusalém é mais do que uma cidade; ela representa a nova morada de Deus eo seu povo por toda a eternidade.


DESAFIO CRONOLÓGICO

Desafio Cronológico


(Nota explicativa)


• O anacronismo pode ser mais facilmente entendido como o ato de se atribuir valores, ideias e sentimentos do presente a qualquer época no passado. Quando isso

ocorre, pressupõe-se de que não houve a compreensão de que cada época tem sua forma de viver e expressar suas ideias e valores. Não podemos julgar o passado com os valores que temos hoje. Do mesmo modo, não podemos interpretar um texto antigo tão-somente com a percepção que temos da realidade atual. Considerando, então, que textos escritos em décadas recentes, como, por exemplo, obras do final do século XX, precisam ser lidos à luz do tempo em que foram desenvolvidos, imaginemos a Bíblia que está muito mais distante.


• De fato, nós estamos cronologicamente muito distante dos tempos e da escrita bíblica. Há uma distância temporal muito grande dos escritores e dos leitores do texto sagrado. Estamos há, aproximadamente, 3500 anos dos primeiros registros e há, pelo menos, 2 mil anos dos últimos registros. Como não estávamos presentes naquele

momento específico, precisamos fazer uma viagem no tempo, tentando voltar o mais próximo possivel, entendendo o texto e as pessoas daquele tempo em suas próprias realidades.


Explicação no livro

Desafios da interpretação bíblica


Pressupostos iniciais


(Nota explicativa)


• Em nossa caminhada até aqui já entendemos o que é hermenêutica e qual é a importância dela. Também já descobrimos como ela se desenvolveu na história e logo reconhecemos que a Bíblia é Palavra de Deus em linguagem humana. Nesse interim, considerando o seu aspecto literário, já ficou claro que a Bíblia precisa bem entendida para ser, então, bem interpretada e aplicada na vida das pessoas de hoje.


• Se todo cristão é um leitor e um intérprete das Escrituras, importa perceber de se ele está atento aos desafios que se levantam nessa interpretação. Afinal, alguns erram justamente por desconhecer os desafios hermenêuticos que surgem na hora de se interpretar o texto sagrado. E, quando não há uma boa interpretação, há uma péssima aplicação e uma péssima compreensão, gerando, por conseguinte, uma fé débil ou herética.


• Existem muitas dificuldades para se interpretar a Bíblia. Podemos chamá-las de barreiras, distâncias, abismos ou desafios. Muitas vezes, diante de alguns destes desafios, as pessoas não conseguem entender corretamente o que a Palavra de Deus está dizendo. Por vezes, há algo específico ao mundo bíblico, em outras vezes, a tradução bíblica não ajuda. Essas barreiras resultam no afastamento das pessoas da Bíblia, visto que não a entendem, ou se manifestam na compreensão incorreta de um texto bíblico. É dessa realidade que advém muitos falsos ensinos por aí.


• Percebemos, então, que a hermenêutica bíblica não é uma opção; ela é muito necessária. Portanto, nesta unidade, vamos apresentar alguns desafios que surgem para todo intérprete da Bíblia e que, a compreensão deles - e consequente superação deles - contribuirá na hora de se ler, interpretar e aplicar um texto da Bíblia em nossas leituras devocionais, em nossos estudos, em nossas pregações etc.

UNIDADE 3 OS GÊNEROS LITERÁRIOS E AS FIGURAS DE LINGUAGEM DA BÍBLIA A1/A3

AS FIGURAS DE LINGUAGEM DA BÍBLIA
Algumas figuras de linguagens

Expressões Idiomáticas

2 exemplos apenas podem nos ajudar a entender estas expressões idiomáticas:

2° Exemplo

"três dias e três noites" (Mt 12.40): um intervalo de tempo que contempla 3 dias, não necessariamente de 24 horas

Mt 12.40

Mateus 12:40 NAA

[40] Porque assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.

1° Exemplo

"limpeza de dentes" (Am 4.6): passar fome, escassez alimento, estomago vazio, sem alimento etc.

Am 4.6

Amós 4:6 NAA

[6] “Também deixei que vocês ficassem sem ter o que mastigar em todas as suas cidades e com falta de pão em todos os lugares, mas vocês não se converteram a mim”, diz o Senhor.

Expressão que não tem como traduzir em outro idioma

Expressões Idiomáticas (Características)


(Nota complementar)



• Expressão que não tem como traduzir em outro idioma.


• Entre os recursos linguísticos, temos que ressaltar as expressões idiomáticas da Bíblia, que se caracterizam por meio de construções próprias da lingua e que, por estarem vinculadas à cultura, precisam de uma análise interpretativa mais cuidadosa. É algo semelhante a algumas expressões que temos na lingua portuguesa (quebrar o galho, engolir sapo, morrer de rir etc.) e que precisam ser bem interpretadas quando traduzidas para outra lingua. Elas também são figuras de linguagem, porém se diferenciam delas em certo sentido, pois se manifestam por meio de uma combinação de termos que, na frase final, apresentam um significado diferente do que as palavras isoladas queriam dizer.



Dois exemplos apenas podem nos ajudar a entender estas expressões idiomáticas:


1°) - "limpeza de dentes" (Am 4.6): passar fome, escassez alimento, estomago vazio,

sem alimento etc.


2°) - "três dias e três noites" (Mt 12.40): um intervalo de tempo que contempla 3 dias, não necessariamente de 24 horas.



Conclusão


• Como síntese dessa unidade constatamos, então, que é impossível realizar uma boa (e correta) interpretação da Biblia sem considerar os aspectos literários que permeiam ela, seja no gênero específico do texto ou seja no uso de figuras de linguagens própria língua e da cultura. O hermeneuta deve entender a mensagem na sua origem e transferir o significado para o leitor de hoje.

Paradoxo

Lc 18.25

Lucas 18:25 NAA

[25] Porque é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.

Lc 9.60

Lucas 9:60 NAA

[60] Mas Jesus insistiu: — Deixe que os mortos sepultem os seus mortos. Você, porém, vá e anuncie o Reino de Deus.

Indica uma contradição, ou seja, uma ideia que apresenta elementos contraditórios

Paradoxo (Características)


(Nota complementar)



• É uma proposição ou declaração oposta à opinião comum; uma afirmaçāo contrária a todas as aparências e, à primeira vista, absurda, impossível ou contrária ao sentido comum.


• Na Bíblia, o paradoxo é uma figura de linguagem que indica uma contradição, ou seja, uma ideia que apresenta elementos contraditórios.



Alguns exemplos de paradoxos bíblicos:


- A natureza de Cristo, que era completamente humano e completamente Divino.


- O conceito de "Três que são um", que não faz sentido matematicamente.


- A crucifixão de Cristo, em que Deus morre por nós para que sejamos salvos.


- A devolução do dízimo, em que a quantidade menor de dinheiro que nos sobra rende mais do que se gastássemos tudo.



Características


• O paradoxo pode ser um mecanismo para afirmar que a verdade, embora passível de ser conhecida, ainda pode permanecer misteriosa.


• A vivência interior pode ser iluminada por esta perspetiva do paradoxo. A fé é a confiança em Deus para nos conduzir pelo meio do paradoxo.



Alguns sinônimos de paradoxo:


• Antagonismo, Contradição, Incoerência, Incompatibilidade, Incongruência, Oposição.

Antítese

Ec 3.1-8

Eclesiastes 3:1-8 NAA

[1] Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: [2] há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; [3] tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir; [4] tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; [5] tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de deixar de abraçar; [6] tempo de procurar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora; [7] tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de ficar calado e tempo de falar; [8] tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.

Mt 7.13,14,17

Mateus 7:13-14, 17 NAA

[13] — Entrem pela porta estreita! Porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela. [14] Estreita é a porta e apertado é o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que o encontram.

[17] Assim, toda árvore boa produz frutos bons, porém a árvore má produz frutos maus.


Apresenta ideias opostas em uma mesma frase ou contexto. É uma forma de intensificar a mensagem

Antítese (Características)


(Nota complementar)



• É a inclusão na mesma frase de duas palavras ou dois pensamentos em que um faz contraste com o outro (o mau e o falso servem de contraste ou fundo

que dá realce ao bom e ao verdadeiro).


• Na Bíblia, a antítese é uma figura de linguagem que apresenta ideias opostas em uma mesma frase ou contexto. É uma forma de intensificar a mensagem.



A antítese pode ser usada para:


• Descrever a diferença entre crentes e descrentes.


• Ressaltar a dualidade da experiência humana.


• Refletir a complexidade da existência sob a perspectiva divina.


• Representar a hostilidade que Deus estabeleceu entre a semente da mulher e a semente da serpente.



Etimologia


• A palavra antítese vem do grego antíthesis, que significa "oposto à criação" ou "contra".


• A antítese é uma figura de pensamento, ou seja, aquela cujo efeito dá-se pelo sentido das palavras.



Alguns exemplos básicos de antíteses são:


- Amor e ódio


- Bom e ruim


- Céu e inferno


- Feio de corpo, mas bonito de alma.


-Frio e calor


Pleonasmo

Mt 13.15

Mateus 13:15 NAA


[15] Porque o coração deste povo está endurecido; ouviram com os ouvidos tapados e fecharam os olhos; para não acontecer que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados.”

Ocorre quando há repetição de palavras desnecessárias para o sentido de uma frase

Pleonasmo (Características)


(Nota complementar)



• É a palavra ou expressão redundante: repetição da mesma ideia, com a finalidade de reforçar e avivar a expressão e o pensamento.


• A palavra "pleonasmo" vem do grego pleonasein, que significa "algo que é mais do que suficiente".


• Na Bíblia, o pleonasmo pode ser utilizado para reforçar ou dar expressividade à oração.



Exemplos de pleonasmo:


- Subir para cima.


- Descer para baixo.


- Entrar para dentro.


- Sair para fora.



Considerações


• O pleonasmo pode ser considerado uma figura de linguagem ou um vício de linguagem, dependendo da intenção do enunciador.


• O pleonasmo pode ser lexical ou gramatical.


• O pleonasmo pode ser utilizado na literatura e na música para enfatizar a mensagem.


• O pleonasmo pode ocorrer pela falta de atenção na construção do enunciado ou pelo desconhecimento do significado das palavras utilizadas.


• O pleonasmo pode ser redundante e inadequado de acordo com a norma padrão.


Pergunta retórica ou interpretação

Rm 8.33-34

Romanos 8:33-34 NAA

[33] Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. [34] Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.

Mt 7.9

Mateus 7:9 NAA

[9] Ou quem de vocês, se o filho pedir pão, lhe dará uma pedra?

Jó 38.4.41

Jó 38:4-41 NAA

[4] “Onde você estava, quando eu lancei os fundamentos da terra? Responda, se você tem entendimento. [5] Quem determinou as medidas da terra, se é que você o sabe? Ou quem estendeu sobre ela uma linha de medir? [6] Sobre o que estão firmadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular, [7] quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus gritavam de alegria?” [8] “Ou quem encerrou o mar com portões, quando irrompeu do ventre, [9] quando eu lhe pus as nuvens por vestimenta e a escuridão por fraldas, [10] quando eu lhe tracei limites, e lhe pus ferrolhos e portas, [11] e disse: ‘Até aqui você pode chegar, mas deste ponto não passará. Aqui se quebrará o orgulho das suas ondas’?” [12] “Alguma vez na vida você deu ordens à madrugada ou mostrou ao amanhecer o seu lugar, [13] para que agarrasse a terra pelas extremidades e dela sacudisse os perversos? [14] A terra se modela como o barro debaixo do selo, e tudo se apresenta como um vestido. [15] Dos ímpios é retirada a sua luz, e o braço levantado para ferir se quebra.” [16] “Você foi até as nascentes do mar ou percorreu o mais profundo do abismo? [17] Será que a você foram reveladas as portas da morte? Você viu essas portas da região tenebrosa? [18] Você tem noção clara da largura da terra? Responda, se você sabe tudo isso.” [19] “Onde está o caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas, onde é o seu lugar, [20] para que você as conduza ao seu território e conheça o caminho para a sua casa? [21] Você sabe isso, porque nesse tempo já era nascido e porque é grande o número dos seus dias!” [22] “Você alguma vez entrou nos depósitos da neve ou viu os reservatórios do granizo, [23] que eu guardo até o tempo da angústia, até o dia da batalha e da guerra? [24] Qual é o caminho para o lugar onde se difunde a luz e onde o vento leste se espalha sobre a terra?” [25] “Quem abriu canais para o aguaceiro ou caminho para os relâmpagos e trovões, [26] para fazer chover sobre a terra onde não há ninguém, e nos lugares desertos onde ninguém mora; [27] para dessedentar a terra deserta e assolada e para fazer crescer os renovos da erva? [28] Por acaso a chuva tem pai? Ou quem gera as gotas de orvalho? [29] De que ventre procede o gelo? E quem dá à luz a geada do céu? [30] As águas ficam duras como a pedra, e a superfície das profundezas se torna compacta.” [31] “Será que você pode atar as correntes do Sete-estrelo ou soltar as cordas do Órion? [32] Você pode fazer aparecer as constelações a seu tempo ou guiar a Ursa Maior com os seus filhos? [33] Você conhece as leis que governam os céus, e pode estabelecer a sua influência sobre a terra?” [34] “Você é capaz de levantar a sua voz até as nuvens, para que a abundância das águas cubra você? [35] Você pode dar ordens aos relâmpagos, para que saiam e lhe digam: ‘Às suas ordens!’? [36] Quem pôs sabedoria no coração ou deu entendimento à mente? [37] Quem pode numerar com sabedoria as nuvens? Ou os cântaros dos céus, quem os pode despejar, [38] para que o pó se transforme em massa sólida, e os torrões se apeguem uns aos outros?” [39] “Será que é você que caça a presa para a leoa ou mata a fome dos leõezinhos, [40] quando se agacham nos covis e ficam à espreita nas suas covas? [41] Quem prepara o alimento para o corvo, quando os seus filhotes clamam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer?”

Visa estimular o raciocínio do ouvinte ou enfatizar um assunto importante

Pergunta retórica ou interpretação (Características)


(Nota complementar)



• O orador se dirige ao seu interlocutor, ou adversário, em tom de pergunta, sabendo de antemão que ninguém vai responder.


• Na Bíblia, a pergunta retórica é uma figura de linguagem que visa estimular o raciocínio do ouvinte ou enfatizar um assunto importante.



Objetivos da pergunta retórica


• Fazer as pessoas raciocinar, apresentar ou enfatizar um assunto importante.


• Repreender o povo do passado.


• Evidenciar uma opinião.


• Indicar ironia.



Como interpretar uma pergunta retórica na Bíblia ?


• Ao encontrar uma pergunta retórica na Bíblia, é possível parar e tentar descobrir o verdadeiro objetivo da pergunta.



O que é retórica ?


• Retórica é a arte de falar bem, de constituir um discurso convincente e de estabelecer uma base filosófica racional.


Litotes

Ap 3.5

Apocalipse 3:5 NAA


[5] O vencedor será assim vestido de branco, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida. Pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. 

Sl 51.7

Salmos 51:7 NAA

[7] Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.

Consiste em confirmar algo negando o seu oposto

Litotes (Características)


(Nota complementar)



• Consiste em confirmar algo negando o seu oposto. É uma forma de abrandar a expressão, e pode ser usada para evitar mal-entendidos.



O que é litotes?


• Litotes é uma figura de pensamento que consiste em afirmar algo através da negação do seu contrário.


• É um recurso muito utilizado na linguagem coloquial e também em textos literários.


• É uma ferramenta que permite expressar-se melhor em cada situação comunicacional do dia a dia.


• É uma figura de linguagem que combina, frequentemente num eufemismo, a ênfase retórica com a ironia.



Exemplos de litotes no dia a dia:


- "Não é dos melhores" por "é ruim"


- "Não ser dos mais bonitos" por "ser feio"


- "Aquela moça não canta mal" → "Aquela moça canta bem"

Hipérbole

Lc 21.18

Lucas 21:18 NAA

[18] Mas não se perderá um só fio de cabelo da cabeça de vocês.

Mt 5.29

Mateus 5:29 NAA

[29] — Se o seu olho direito leva você a tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. Pois é preferível você perder uma parte do seu corpo do que ter o corpo inteiro lançado no inferno.

Mt 7.3

Mateus 7:3 NAA

[3] — Por que você vê o cisco no olho do seu irmão, mas não repara na trave que está no seu próprio?

Gn 22.17

Gênesis 22:17 NAA

[17] que certamente o abençoarei e multiplicarei a sua descendência como as estrelas dos céus e como a areia que está na praia do mar. Sua descendência tomará posse das cidades dos seus inimigos.

É um exagero que extrapola o sentido literal para destacar a ideia e chamar a atenção

Hipérbole (Características)


(Nota complementar)



• Consiste em exagerar uma ideia para dar ênfase ou causar uma impressão mais profunda.



Função da hipérbole


• A hipérbole é um recurso expressivo que serve para destacar a gravidade das consequências do pecado e a importância da vida eterna.



Características da hipérbole


• É uma figura de linguagem que usa um exagero óbvio e intencional.


• Não deve ser entendida literalmente.


• É usada para efeito retórico.


• É um recurso estilístico que remete ao exagero.


• É utilizada para dar uma intensidade muito maior ou menor àquilo que se quer dizer.


• É utilizada, de modo argumentativo, para convencer quem lê ou escuta.

Ironia ou Antífrase

2Co 12.11

2Coríntios 12:11 NAA

[11] Fiz-me louco, mas vocês me obrigaram a isso. Eu devia ter sido recomendado por vocês, pois em nada fui inferior a esses “superapóstolos”, ainda que nada sou.

1Co 10.23

1Coríntios 10:23 NAA

[23] “Todas as coisas são lícitas”, mas nem todas convêm; “todas as coisas são lícitas”, mas nem todas edificam.

1Co 6.12

1Coríntios 6:12 NAA

[12] “Todas as coisas me são lícitas”, mas nem todas convêm. “Todas as coisas me são lícitas”, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.

1Co 4.8-10

1Coríntios 4:8-10 NAA

[8] Vocês já estão fartos! Já são ricos! Chegaram a reinar sem nós! Sim, quem dera que vocês fossem reis, para que também nós viéssemos a reinar com vocês! [9] Porque me parece que Deus pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte. Porque nos tornamos espetáculo para o mundo, tanto para os anjos como para os seres humanos. [10] Nós somos loucos por causa de Cristo, e vocês são sábios em Cristo. Nós somos fracos, e vocês são fortes; vocês são honrados, e nós somos desprezados.

Ironia para corrigir atitudes erradas

1Co 8.1

1Coríntios 8:1 NAA

[1] No que se refere às coisas sacrificadas a ídolos, sabemos que todos temos conhecimento. O conhecimento leva ao orgulho, mas o amor edifica.

2Sm 6.20

2Samuel 6:20 NAA

[20] Quando Davi regressou para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu ao seu encontro e lhe disse: — Que bela figura fez o rei de Israel no dia de hoje, descobrindo-se diante das servas de seus servos, como se descobre um sem-vergonha qualquer!

Consiste em afirmar o oposto do que se pensa ou quer dizer

Ironia ou Antífrase (Características)


(Nota complementar)



• Expressão que contém censura ou ridículo sob a capa de louvor ou elogio (consiste em dizer o contrário do que pensamos em tom de zombaria).


• É um recurso estilístico que pode ser usado para criticar, denunciar, censurar ou gozar de alguém ou algo. 


• Na Bíblia, a ironia é usada para corrigir atitudes erradas. Por exemplo, em 1 Coríntios 8:1, Paulo usa ironia para corrigir a idolatria, dizendo: “No que se refere às coisas sacrificadas a ídolos, reconhecemos que todos somos senhores do saber”. 


• A ironia pode ser identificada dependendo do contexto e do conhecimento do interlocutor. 


Eufemismo

A Bíblia usa eufemismo para referir-se à morte de alguém

1Co 11.30

1Coríntios 11:30 NAA

[30] É por isso que há entre vocês muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.

At 7.60

Atos 7:60 NAA

[60] Então, ajoelhando-se, gritou bem alto: — Senhor, não os condenes por causa deste pecado! E, depois que ele disse isso, morreu.

Bíblia usa eufemismo para referir-se à relação sexual

Gn 4.1

Gênesis 4:1 NAA


[1] Adão teve relações com Eva, a sua mulher. Ela ficou grávida e deu à luz Caim. Então ela disse: — Adquiri um varão com o auxílio do Senhor.

Consiste em disfarçar, abrandar, suavizar expressões rudes, chocantes, desagradáveis

O que é Eufemismo ?


(Nota complementar)



• Eufemismo é uma figura de linguagem que suaviza ou atenua uma ideia.


• É usado para evitar chocar ou ofender em temas delicados, como morte e doenças.

• É usado para respeitar tabus.


• É usado para tornar a comunicação mais delicada e menos impactante emocionalmente.


• É usado em contextos formais, jornalísticos ou jurídicos.



Eufemismo e política


• O eufemismo está diretamente relacionado ao conceito de politicamente correto.


• O politicamente correto evita termos que possam ser ofensivos ou discriminatórios.

Zoomorfismo

Jó 12.7-8

Jó 12:7-8 NAA

[7] “Mas pergunte agora aos animais, e cada um deles o ensinará; pergunte às aves do céu, e elas lhe contarão. [8] Ou fale com a terra, e ela o instruirá; até os peixes do mar lhe contarão.

Atribuição de características animais a Deus

Sinédoque

Pv 1.16

Provérbios 1:16 NAA

[16] Porque os pés deles correm para o mal e se apressam a derramar sangue.

Língua = pessoa

Sl 52.4

Salmos 52:4 NAA

[4] Você ama todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta!

Língua = palavra

Sl 73.9

Salmos 73:9 NAA

[9] Abrem a boca para falar contra os céus, e a língua deles percorre a terra.

Consiste em utilizar uma parte para representar o todo, ou vice-versa

Sinédoque (explicação)


(Nota complementar)



• Figura que se funda na relação de compreensão e consiste no uso do todo pela parte, plural pelo singular, gênero pela espécie e vice-versa.


• É uma figura de linguagem semelhante à metonímia, e às vezes é considerada uma variação desta.


• Na Bíblia, a linguagem simbólica pode ser comparada com as Escrituras, e às vezes é necessário ir a outra passagem para explicar a linguagem figurada.



Exemplos de sinédoque:


- "Pão", aqui, simboliza a comida comprada com dinheiro fruto do trabalho.


- "As rodas são agradáveis". Você automaticamente entende que ele está se referindo ao seu carro, não apenas às rodas.


- "Estrelas e listras" é uma sinédoque para a bandeira americana porque elas são parte da bandeira.



Origem da palavra sinédoque:


• A palavra sinédoque vem do latim synecdŏche, que por sua vez vem do grego συνεκδοχή, derivado de συνεκδέχομαι que significa "compreender várias coisas conjuntamente".


Personificação

A sabedoria clama na rua

Pv 8. 1-36

Provérbios 8:1-36 NAA

[1] Por acaso, não clama a Sabedoria? E o Entendimento não faz ouvir a sua voz? [2] A Sabedoria se coloca no topo dos lugares elevados, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas. [3] Junto aos portões, à entrada da cidade, à entrada dos portões ela está gritando: [4] “É para vocês, homens, que eu clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens. [5] Vocês, ingênuos, entendam a prudência; e vocês, tolos, entendam a sabedoria. [6] Escutem, pois falarei coisas excelentes; os meus lábios dirão o que é reto. [7] Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios detestam a maldade. [8] Todas as palavras da minha boca são justas; não há nelas nenhuma coisa torta, nem perversa. [9] Todas são retas para os que têm compreensão e justas, para os que acham o conhecimento. [10] Aceitem o meu ensino, em vez da prata, e o conhecimento, em lugar do ouro escolhido. [11] Porque a sabedoria é melhor do que as joias, e tudo o que se possa desejar não se compara com ela.” [12] “Eu, a Sabedoria, moro com a prudência e disponho de conhecimento e de conselhos. [13] O temor do Senhor consiste em odiar o mal. Eu odeio a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca que fala coisas perversas. [14] Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o Entendimento, minha é a fortaleza. [15] Por meio de mim os reis governam, e os príncipes decretam justiça. [16] Por meio de mim governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra.” [17] “Eu amo os que me amam; os que me procuram me encontram. [18] Riquezas e honra estão comigo, bens duráveis e justiça. [19] O meu fruto é melhor do que o ouro, do que o ouro refinado; e o meu rendimento é maior do que a prata escolhida. [20] Ando pelo caminho da justiça e sigo as veredas do juízo, [21] para dotar de bens os que me amam e encher os seus tesouros.” [22] “O Senhor me possuía no início da sua obra, antes das suas obras mais antigas. [23] Fui estabelecida desde a eternidade, desde o princípio, antes do começo da terra. [24] Nasci antes de haver abismos, quando ainda não havia fontes carregadas de águas. [25] Antes que os montes fossem firmados, antes de haver colinas, eu nasci. [26] Deus ainda não tinha feito a terra, nem os seus campos, nem sequer o princípio do pó do mundo. [27] Eu estava lá quando ele preparava os céus, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo. [28] Estava lá quando ele firmava as nuvens de cima, quando estabelecia as fontes do abismo, [29] quando fixava ao mar os seus limites, para que as águas não transgredissem a sua ordem. Quando ele compunha os fundamentos da terra, [30] eu estava com ele e era o seu arquiteto. Dia após dia eu era a sua alegria, divertindo-me em todo o tempo na sua presença, [31] divertindo-me no seu mundo habitável e achando alegria junto aos filhos dos homens.” [32] “Agora, meus filhos, escutem o que eu digo, porque felizes são os que guardam os meus caminhos. [33] Ouçam o ensino, sejam sábios e não o rejeitem. [34] Feliz é aquele que me ouve, vigiando dia após dia diante das minhas portas, esperando na entrada da minha casa. [35] Pois quem me encontra encontra a vida e alcança favor do Senhor. [36] Mas quem peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me odeiam amam a morte.”

Is 55.12

Isaías 55:12 NAA

[12] “Vocês sairão com alegria e em paz serão guiados; os montes e as colinas romperão em cânticos diante de vocês, e todas as árvores do campo baterão palmas.


1Co 15.55

1Coríntios 15:55 NAA


[55] “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?”

Atribui características humanas a conceitos abstratos ou seres não humanos

O que é personificação ?


(Nota complementar)



• A personificação é uma figura de pensamento que atribui sentimentos, qualidades e ações aos seres irracionais e objetos inanimados.


• É uma figura da ficção, dos mitos, das histórias maravilhosas, das narrativas infantis, das fábulas.


• A personificação também é conhecida como prosopopeia.

É uma figura de linguagem do animismo, pois trata-se de um processo de animação dos personagens em um texto. literário.

Metonímia

Explicação (Jo 6.27)


• A palavra “comida” é uma metonímia para todas as coisas que sustentam a vida humana, incluindo nutrição física e sustento espiritual.


Jo 6.27

João 6:27 NAA

[27] Trabalhem, não pela comida que se estraga, mas pela que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem dará a vocês; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.

Explicação (Mt 8.22)


• A palavra "mortos" é usada em dois sentidos: mortos espiritualmente e mortos fisicamente


Mt 8.22

Mateus 8:22 NAA


[22] Mas Jesus respondeu: — Siga-me e deixe que os mortos sepultem os seus mortos.

Explicação (Sl 71.8)


• A palavra "boca" representa a pessoa inteira, ou seja, o salmista está louvando a Deus com todo o seu ser.


Sl 71.8

Salmos 71:8 NAA

[8] Os meus lábios estão repletos do teu louvor e da tua glória continuamente.

Designa os escritos do autor

Lc 16.29

Lucas 16:29 NAA

[29] Abraão respondeu: “Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.”

Refere-se às manifestações do Espírito

1Ts 5.19

1Tessalonicenses 5:19 NAA

[19] Não apaguem o Espírito.

Consiste em usar uma palavra no lugar de outra, com a qual tem algum vínculo

Metonímia (significado)


(Nota complementar)



• A palavra metonímia vem do grego metōnumía, que significa "além do nome" ou "mudança do nome".

Antropormofismo

Tg 5.4

Tiago 5:4 NAA

[4] Eis que o salário dos trabalhadores que fizeram a colheita nos campos de vocês e que foi retido com fraude está clamando; e o clamor dos que fizeram a colheita chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos.

Is 53.1

Isaías 53:1 NAA

[1] Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?

Nm 11.23

Números 11:23 NAA

[23] Porém o Senhor respondeu a Moisés: — Será que a mão do Senhor se encurtou? Agora mesmo você verá se a minha palavra se cumprirá ou não!

Nm 6.25

Números 6:25 NAA

[25] o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre vocês e tenha misericórdia de vocês;


Gn 3.8

Gênesis 3:8 NAA

[8] Ao ouvirem a voz do Senhor Deus, que andava no jardim quando soprava o vento suave da tarde, o homem e a sua mulher se esconderam da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.

Gn 1.27

Gênesis 1:27 NAA

[27] Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.


Figura de linguagem que atribui características humanas a Deus

Antropomorfismo (significado)


(Nota complementar)



• Antropomorfismo na Bíblia é uma figura de linguagem que atribui características humanas a Deus. É uma forma de transmitir verdades teológicas sobre Deus, que está além da compreensão humana.


Em outras palavras, o antropomorfismo atribui caraterísticas humanas aos seres de natureza não humanas. Do grego, o termo “antropomorfismo” é a junção dos termos “anthropo” (homem) e “morfhe” (forma).


Antropopatia

Gn 32.9-10

Êxodo 32:9-10 NAA

[9] O Senhor disse ainda a Moisés: — Tenho visto este povo, e eis que é povo teimoso. [10] Agora, pois, deixe-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma; e de você farei uma grande nação.

Ef 4.30

Efésios 4:30 NAA

[30] E não entristeçam o Espírito Santo de Deus, no qual vocês foram selados para o dia da redenção.

Gn 6.6

Gênesis 6:6 NAA

[6] Então o Senhor ficou triste por haver feito o ser humano na terra, e isso lhe pesou no coração.

Que atribui sentimentos humanos a Deus, como arrependimento, ira ou alegria

Antropopatismo (significado)


( Nota complementar)



• É uma figura de linguagem que atribui sentimentos humanos a Deus, como arrependimento, ira ou alegria. É uma técnica de escrita muito utilizada em textos religiosos.


• A palavra antropopatismo vem do grego anthropos, que significa "homem", e pathos, que significa "sentimentos".



Exemplos de antropopatismo na Bíblia


• Passagens bíblicas que dizem que Deus se arrependeu de algo.


• Livro de Gênesis, que ilustra o tema de Deus como um deus pessoal.



Importância do antropopatismo na Bíblia


• O antropopatismo é um recurso literário que torna a compreensão da Bíblia mais acessível. Sem esses recursos, a Bíblia seria muito mais complexa de compreender.

Lc 18.10-14

Lucas 18:10-14 NAA

[10] — Dois homens foram ao templo para orar: um era fariseu e o outro era publicano. [11] O fariseu ficou em pé e orava de si para si mesmo, desta forma: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano. [12] Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo o que ganho.” [13] O publicano, estando em pé, longe, nem mesmo ousava levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: “Ó Deus, tem pena de mim, que sou pecador!” [14] Digo a vocês que este desceu justificado para a sua casa, e não aquele. Porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.

Mt 13.3-8

Mateus 13:3-8 NAA

[3] E de muitas coisas lhes falou por parábolas, dizendo: — Eis que o semeador saiu a semear. [4] E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as aves, a comeram. [5] Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. [6] Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. [7] Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram. [8] Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um.

É uma comparação entre uma realidade natural e uma verdade espiritual

Parábolas (significado)


(Nota complementar)



• É uma espécie de alegoria apresentada sob a forma de uma narração relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis, sempre com o objetivo de declarar ou ilustrar uma ou várias verdades importantes.


• É uma narrativa breve que usa alegorias para transmitir ensinamentos.


Alegoria

Jo 6.51-65

João 6:51-65 NAA

[51] Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente. E o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne. [52] Então os judeus começaram a discutir entre si, dizendo: — Como é que este pode nos dar a sua própria carne para comer? [53] Jesus respondeu: — Em verdade, em verdade lhes digo que, se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em vocês mesmos. [54] Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. [55] Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida. [56] Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu permaneço nele. [57] Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo por causa do Pai, também quem de mim se alimenta viverá por mim. [58] Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os pais de vocês comeram e, mesmo assim, morreram; quem comer este pão viverá eternamente. [59] Jesus disse essas coisas quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum. [60] Muitos dos seus discípulos, tendo ouvido tais palavras, disseram: — Duro é este discurso; quem pode suportá-lo? [61] Mas Jesus, sabendo por si mesmo que os seus discípulos murmuravam a respeito do que ele havia falado, disse-lhes: — Isto escandaliza vocês? [62] Que acontecerá, então, se virem o Filho do Homem subir para o lugar onde primeiro estava? [63] O Espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita. As palavras que eu lhes tenho falado são espírito e são vida. [64] Mas há descrentes entre vocês. Ora, Jesus sabia, desde o princípio, quais eram os que não criam e quem iria traí-lo. [65] E prosseguiu: — Por causa disto é que falei para vocês que ninguém poderá vir a mim, se não lhe for concedido pelo Pai.

Sl 80.8-15

Salmos 80:8-15 NAA

[8] Trouxeste uma videira do Egito; expulsaste as nações e a plantaste. [9] Preparaste-lhe o terreno, ela deitou profundas raízes e encheu a terra. [10] Com a sombra dela os montes se cobriram, e os seus ramos se estenderam por cima dos cedros de Deus. [11] Ela estendeu a sua ramagem até o mar e os seus rebentos, até o rio. [12] Por que derrubaste as cercas que havia em volta dela, deixando que todos os que passam pelo caminho arranquem as suas uvas? [13] O javali da selva a devasta, e os animais do campo se alimentam dela. [14] Ó Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos! Olha do céu, vê e visita esta vinha! [15] Protege o que a tua mão direita plantou, o ramo que para ti fortaleceste.

A alegoria é uma figura de linguagem que usa símbolos e metáforas para transmitir ideias.

É uma sequência de metáforas

Metáfora

Mt 5.13- 14

Mateus 5:13-14 NAA

[13] — Vocês são o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. [14] — Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada no alto de um monte.

Gn 49.9

Gênesis 49:9 NAA

[9] Judá é um leãozinho; da presa você subiu, meu filho. Ele se agacha e se deita como leão e como leoa; quem o despertará?

Destaca uma semelhança entre duas coisas diferentes, dizendo que uma coisa é a outra.

Símile

2Pe 2.17

2Pedro 2:17 NAA

[17] Esses tais são fontes sem água, névoas levadas pela tempestade, para os quais está reservada a mais profunda escuridão.

Pv 25.19

Provérbios 25:19 NAA

[19] Como dente quebrado e pé sem firmeza, assim é a confiança numa pessoa desleal em tempo de angústia.


Pv 10.26

Provérbios 10:26 NAA

[26] Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o enviam.

Pv 4.18

Provérbios 4:18 NAA

[18] Mas a vereda dos justos é como a luz do alvorecer, que vai brilhando mais e mais até ser dia claro.

Pv 25.11

Provérbios 25:11 NAA

[11] Como maçãs de ouro em bandejas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.

Diferença entre Símile e Metáfora

Tem um impacto menor que a metáfora

É semelhante à metáfora, mas com menos impacto

Um símile bíblico é uma comparação entre duas coisas, indicando uma semelhança específica e objetiva

GÊNEROS LITERÁRIOS DA BÍBLIA
Principais gêneros literários na Bíblia

Outros gêneros

Temos orações

Ef 3.14- 21

Efésios 3:14-21 NAA

[14] Por essa razão, eu me ponho de joelhos diante do Pai, [15] de quem toda a família, nos céus e na terra, recebe o nome. [16] Peço a Deus que, segundo a riqueza da sua glória, conceda a vocês que sejam fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito, no íntimo de cada um. [17] E assim, pela fé, que Cristo habite no coração de vocês, estando vocês enraizados e alicerçados em amor. [18] Isto para que, com todos os santos, vocês possam compreender qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade [19] e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que vocês fiquem cheios de toda a plenitude de Deus. [20] Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, [21] a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!

Mt 6.9-13

Mateus 6:9-13 NAA



[9] — Portanto, orem assim: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; [10] venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; [11] o pão nosso de cada dia nos dá hoje; [12] e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores; [13] e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

Ne 1.5-11

Neemias 1:5-11 NAA

[5] Eu disse: — Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos! [6] Estejam atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para que atendas a oração do teu servo, que hoje faço diante de ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos. Faço confissão dos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti. Eu e a casa de meu pai pecamos. [7] Temos procedido de forma totalmente corrupta contra ti e não guardamos os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo. [8] Lembra-te da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: “Se vocês forem infiéis, eu os espalharei entre os povos; [9] mas, se vocês se converterem a mim e guardarem os meus mandamentos, e os cumprirem, então, ainda que os seus desterrados estejam nos lugares mais distantes da terra, de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que escolhi para fazer habitar o meu nome.” [10] Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste com o teu grande poder e com a tua mão poderosa. [11] Ah! Senhor, estejam atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à oração dos teus servos que se agradam de temer o teu nome. Faze com que o teu servo seja bem-sucedido hoje e encontre misericórdia diante desse homem. Nesse tempo eu era copeiro do rei.

Temos sermões

At 2.14-40

Atos 2:14-40 NAA

[14] Então Pedro se levantou, junto com os onze, e, erguendo a voz, dirigiu-se à multidão nestes termos: — Homens da Judeia e todos vocês que moram em Jerusalém, tomem conhecimento disto e prestem atenção no que vou dizer. [15] Estes homens não estão bêbados, como vocês estão pensando, porque são apenas nove horas da manhã. [16] Mas o que está acontecendo é o que foi dito por meio do profeta Joel: [17] “E acontecerá nos últimos dias, diz Deus, que derramarei o meu Espírito sobre toda a humanidade. Os filhos e as filhas de vocês profetizarão, os seus jovens terão visões, e os seus velhos sonharão. [18] Até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei o meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. [19] Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e nuvens de fumaça. [20] O sol se transformará em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. [21] E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” [22] — Israelitas, escutem o que vou dizer: Jesus, o Nazareno, homem aprovado por Deus diante de vocês com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou entre vocês por meio dele, como vocês mesmos sabem, [23] a este, entregue conforme o plano determinado e a presciência de Deus, vocês mataram, crucificando-o por meio de homens maus. [24] Porém Deus o ressuscitou, livrando-o da agonia da morte, porque não era possível que fosse retido por ela. [25] Porque Davi fala a respeito dele, dizendo: “Eu sempre via o Senhor diante de mim, porque ele está à minha direita, para que eu não seja abalado. [26] Por isso, o meu coração se alegra e a minha língua exulta; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, [27] porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. [28] Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria na tua presença.” [29] — Irmãos, permitam-me falar-lhes claramente a respeito do patriarca Davi: ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. [30] Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, [31] prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção. [32] Deus ressuscitou este Jesus, e disto todos nós somos testemunhas. [33] Exaltado, pois, à direita de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vocês estão vendo e ouvindo. [34] Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo afirma: “Disse o Senhor ao meu Senhor: ‘Sente-se à minha direita, [35] até que eu ponha os seus inimigos por estrado dos seus pés.’” [36] — Portanto, toda a casa de Israel esteja absolutamente certa de que a este Jesus, que vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo. [37] Quando ouviram isso, ficaram muito comovidos e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: — Que faremos, irmãos? [38] Pedro respondeu: — Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos seus pecados, e vocês receberão o dom do Espírito Santo. [39] Porque a promessa é para vocês e para os seus filhos, e para todos os que ainda estão longe, isto é, para todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar. [40] Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: — Salvem-se desta geração perversa.

Mt 7.1-29

Mateus 7:1-9, 11-29 NAA

[1] — Não julguem, para que vocês não sejam julgados. [2] Pois com o critério com que vocês julgarem vocês serão julgados; e com a medida com que vocês tiverem medido vocês também serão medidos. [3] — Por que você vê o cisco no olho do seu irmão, mas não repara na trave que está no seu próprio? [4] Ou como você dirá a seu irmão: “Deixe que eu tire o cisco do seu olho”, quando você tem uma trave no seu próprio? [5] Hipócrita! Tire primeiro a trave do seu olho e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão. [6] — Não deem aos cães o que é santo, nem joguem as suas pérolas diante dos porcos, para que estes não as pisem com os pés e aqueles, voltando-se, não estraçalhem vocês. [7] — Peçam e lhes será dado; busquem e acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. [8] Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, a porta será aberta. [9] Ou quem de vocês, se o filho pedir pão, lhe dará uma pedra?

[11] Ora, se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem? [12] — Portanto, tudo o que vocês querem que os outros façam a vocês, façam também vocês a eles; porque esta é a Lei e os Profetas. [13] — Entrem pela porta estreita! Porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela. [14] Estreita é a porta e apertado é o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que o encontram. [15] — Cuidado com os falsos profetas, que se apresentam a vocês disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. [16] Pelos seus frutos vocês os conhecerão. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de ervas daninhas? [17] Assim, toda árvore boa produz frutos bons, porém a árvore má produz frutos maus. [18] A árvore boa não pode produzir frutos maus, e a árvore má não pode produzir frutos bons. [19] Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e jogada no fogo. [20] Assim, pois, pelos seus frutos vocês os conhecerão. [21] — Nem todo o que me diz: “Senhor, Senhor!” entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. [22] Muitos, naquele dia, vão me dizer: “Senhor, Senhor, nós não profetizamos em seu nome? E em seu nome não expulsamos demônios? E em seu nome não fizemos muitos milagres?” [23] Então lhes direi claramente: “Eu nunca conheci vocês. Afastem-se de mim, vocês que praticam o mal.” [24] — Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. [25] Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela não desabou, porque tinha sido construída sobre a rocha. [26] E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia. [27] Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína. [28] Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, as multidões estavam maravilhadas com a sua doutrina, [29] porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas.

Mt 5.1-48

Mateus 5:1-48 NAA

[1] Ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte. Ele se assentou e os seus discípulos se aproximaram dele. [2] Então ele passou a ensiná-los. Jesus disse: [3] — Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. [4] — Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. [5] — Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. [6] — Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. [7] — Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. [8] — Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. [9] — Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. [10] — Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. [11] — Bem-aventurados são vocês quando, por minha causa, os insultarem e os perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vocês. [12] Alegrem-se e exultem, porque é grande a sua recompensa nos céus; pois assim perseguiram os profetas que viveram antes de vocês. [13] — Vocês são o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. [14] — Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada no alto de um monte. [15] Nem se acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto, mas num lugar adequado onde ilumina bem todos os que estão na casa. [16] Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus. [17] — Não pensem que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, mas para cumprir. [18] Porque em verdade lhes digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. [19] Aquele, pois, que desrespeitar um destes mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazer o mesmo, será considerado mínimo no Reino dos Céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus. [20] Porque eu afirmo que, se a justiça de vocês não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrarão no Reino dos Céus. [21] — Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: “Não mate.” E ainda: “Quem matar estará sujeito a julgamento.” [22] Eu, porém, lhes digo que todo aquele que se irar contra o seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem insultar o seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem o chamar de tolo estará sujeito ao inferno de fogo. [23] Portanto, se você estiver trazendo a sua oferta ao altar e lá se lembrar que o seu irmão tem alguma coisa contra você, [24] deixe diante do altar a sua oferta e vá primeiro reconciliar-se com o seu irmão; e então volte e faça a sua oferta. [25] — Entre em acordo sem demora com o seu adversário, enquanto você está com ele a caminho, para que o adversário não entregue você ao juiz, o juiz entregue você ao oficial de justiça, e você seja jogado na prisão. [26] Em verdade lhe digo que você não sairá dali enquanto não pagar o último centavo. [27] — Vocês ouviram o que foi dito: “Não cometa adultério.” [28] Eu, porém, lhes digo: todo o que olhar para uma mulher com intenção impura, já cometeu adultério com ela no seu coração. [29] — Se o seu olho direito leva você a tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. Pois é preferível você perder uma parte do seu corpo do que ter o corpo inteiro lançado no inferno. [30] E, se a sua mão direita leva você a tropeçar, corte-a e jogue-a fora. Pois é preferível você perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ir para o inferno. [31] — Também foi dito: “Aquele que repudiar a sua mulher deve dar-lhe uma carta de divórcio.” [32] Eu, porém, lhes digo: quem repudiar a sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a se tornar adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério. [33] — Vocês também ouviram o que foi dito aos antigos: “Não faça juramento falso, mas cumpra rigorosamente para com o Senhor o que você jurou.” [34] Eu, porém, lhes digo: não jurem de modo nenhum; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; [35] nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser a cidade do grande Rei. [36] Não jure pela sua cabeça, porque você não pode fazer com que um só cabelo fique branco ou preto. [37] Que a palavra de vocês seja: Sim, sim; não, não. O que passar disto vem do Maligno. [38] — Vocês ouviram o que foi dito: “Olho por olho, dente por dente.” [39] Eu, porém, lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém lhe der um tapa na face direita, ofereça-lhe também a face esquerda. [40] Se alguém quer processar você e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. [41] Se alguém obrigar você a andar uma milha, vá com ele duas. [42] Dê a quem lhe pede e não volte as costas ao que quer lhe pedir emprestado. [43] — Vocês ouviram o que foi dito: “Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo.” [44] Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, [45] para demonstrarem que são filhos do Pai de vocês, que está nos céus. Porque ele faz o seu sol nascer sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. [46] Porque, se vocês amam aqueles que os amam, que recompensa terão? Os publicanos também não fazem o mesmo? [47] E, se saudarem somente os seus irmãos, o que é que estão fazendo de mais? Os gentios também não fazem o mesmo? [48] Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu.

Temos hinos e cânticos, que apresentam uma expressão de louvor e adoração a Deus

Fp 2.6-11

Filipenses 2:6-11 NAA

[6] que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. [7] Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, [8] ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. [9] Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, [10] para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, [11] e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.

Lc 1.46-55

Lucas 1:46-55 NAA

[46] Então Maria disse: “A minha alma engrandece ao Senhor, [47] e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, [48] porque ele atentou para a humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, [49] porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. [50] A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. [51] Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos. [52] Derrubou dos seus tronos os poderosos e exaltou os humildes. [53] Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. [54] Amparou Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia [55] a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como havia prometido aos nossos pais.”

Temos genealogia que descrevem a história, a origem e a filiação das familias

Mt 1.1-17

Mateus 1:1-17 NAA

[1] Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. [2] Abraão gerou Isaque; Isaque gerou Jacó; Jacó gerou Judá e os seus irmãos; [3] Judá gerou Perez e Zera, cuja mãe foi Tamar; Perez gerou Esrom; Esrom gerou Arão; [4] Arão gerou Aminadabe; Aminadabe gerou Naassom; Naassom gerou Salmom; [5] Salmom gerou Boaz, cuja mãe foi Raabe; Boaz gerou Obede, cuja mãe foi Rute; e Obede gerou Jessé; [6] Jessé gerou o rei Davi; e o rei Davi gerou Salomão, cuja mãe foi aquela que tinha sido mulher de Urias; [7] Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; [8] Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Uzias; [9] Uzias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; [10] Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amom; Amom gerou Josias; [11] Josias gerou Jeconias e os seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. [12] Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou Salatiel; e Salatiel gerou Zorobabel; [13] Zorobabel gerou Abiúde; Abiúde gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor; [14] Azor gerou Sadoque; Sadoque gerou Aquim; Aquim gerou Eliúde; [15] Eliúde gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacó. [16] E Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo. [17] Assim, todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze; desde Davi até o exílio na Babilônia, catorze gerações; e desde o exílio na Babilônia até Cristo, catorze gerações.

Temos tipologia

José, Davi e etc..

Parábola

Presente no Novo Testamento

Ditas por Jesus nos Evangelhos

Quantidade

A grande maioria (cerca de 60)

Parábolas no Antigo Testamento

Is 5.1-7

Isaías 5:1-7 NAA


[1] Agora cantarei ao meu amado o seu cântico a respeito da sua vinha. O meu amado teve uma vinha numa colina fértil. [2] Ele cavou a terra, tirou as pedras e plantou as melhores mudas de videira. No meio da vinha ele construiu uma torre e fez também um lagar. Ele esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas. [3] “E agora, ó moradores de Jerusalém e homens de Judá, peço que julguem entre mim e a minha vinha. [4] Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu não lhe tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?” [5] “E agora lhes darei a conhecer o que pretendo fazer com a minha vinha: vou tirar a cerca que está ao redor, para que a vinha sirva de pasto; derrubarei o seu muro, para que ela seja pisoteada. [6] Farei dela um lugar abandonado; não será podada, nem cavada, mas crescerão nela espinheiros e ervas daninhas. Também darei ordem às nuvens para que não derramem chuva sobre ela.” [7] Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta preferida do Senhor. Este esperava retidão, mas eis aí opressão; esperava justiça, mas eis aí clamor por causa da injustiça. 

2Sm 12.1-4

2Samuel 12:1-4 NAA

[1] O Senhor enviou Natã a Davi. Natã foi falar com Davi e lhe disse: — Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. [2] O rico tinha ovelhas e gado em grande número, [3] mas o pobre não tinha coisa nenhuma, a não ser uma cordeirinha que havia comprado. Ele a criou, e ela cresceu em sua casa, junto com os seus filhos. Comia da sua comida e bebia do seu copo. Dormia nos seus braços, e ele a tinha como filha. [4] Certo dia chegou um viajante à casa do homem rico, e este não quis pegar uma das suas ovelhas ou um dos seus bois para dar de comer ao visitante que havia chegado; em vez disso, pegou a cordeirinha do homem pobre e a preparou para o homem que havia chegado.

Parábolas são historias que nunca acontecem mas acontecem todos os dias

Ilustrações do cotidiana, que envolve os animais, as profissões, a natureza, familia

Parábolas (Normalmente o texto contém ?)


(Nota complementar)



• Estes textos são normalmente constituídos de histórias ilustrativas da vida cotidiana, que envolve os animais, as profissões, a natureza, a familia, a criação, as pessoas etc. São histórias que nunca aconteceram de verdade, mas que, de fato, acontecem todos os dias, em todos os lugares, com todas as pessoas.


• Há parábolas no Antigo Testamento (2Sm 12.1-4, Is 5.1-7), mas a grande maioria (cerca de 60) está presente no Novo Testamento e foram ditas por Jesus nos Evangelhos. As parábolas foram apresentadas para serem contadas e para tanto, elas devem ser percebidas em sua totalidade, a fim de se descobrir as verdades

que elas pretendem transmitir. Afinal, mais que descrever uma simples história, as parábolas almejam instigar no ouvinte uma atitude (ou pelo menos uma reflexão) sobre algo que se relaciona entre as pessoas, Deus eo seu Reino.

Apocalíptico

Para além de livros especificos, há trechos apocalípticos em vários livros da Bíblia

2Ts

Mc 13

Mt 24

Zc 12-14

Jl 2-3

Ez 38-39

Is 24-27

Existem 4 tipos de interpretação do livro

Idealista

A interpretação é totalmente simbólica

Idealista


(Nota complementar)



• A interpretação é totalmente simbólica como, pois interpreta o texto símbolos, verdades ou ideais espirituais , ou seja, irá ocorrer realmente de forma literal e histórica completamente de maneira espiritual.


• O Apocalipse é um símbolo da luta entre o bem e o mal, entre a igreja e o paganismo dominado pelo poder satânico. Sendo assim, verdades espirituais são ensinadas para que cristão possam aplicá-las em diversas situações.

Futurista

Como são conhecidos ?

Dispensacionalismo ou Pré-milenismo Dispensacionalista

Dispensacionalismo ou Pré-milenismo Dispensacionalista


(Nota explicativa)



• A interpretação Futurista se popularizou com o surgimento da corrente escatológica conhecida como Dispensacionalismo (ou Pré-Milenismo Dispensacionalista) e que se tornou a principal visão escatológica dentro do movimento pentecostal.

Quase tudo está relacionado aos acontecimentos futuros

Qual é a exceção ?

Apenas os 3 primeiros capítulos

Historicista

No que se parece ?

Com um esboço da história da igreja, desde o séc I - 2° vinda de Cristo

Como a mensagem do livro é interpretada ?

Tudo fosse se cumprindo ao longo da história

Eles acreditavam

Muitas ainda vai ser cumprir

Outras estão em cumprimento

Muitas profecias já se cumpriram

Preterista

2 tipos

Preterista Moderado

Julgamento final

Ressurreição dos mortos

Numa 2° vinda de Cristo

Preterista Radical

No que acredita ?

Que tudo foi cumprido em 70 d.C. na destruição de Jerusalém e na queda do Império Romano

Está relacionado aos acontecimentos contemporâneos à época em que o livro foi escrito

Sobre seu viés escatológico

Se baseia na esperança de uma intervenção de Deus e seu juízo

Sobre seu viés escatológico


(Nota complementar)



• A mensagem se baseia na esperança de uma intervenção de Deus que manifestará seu juízo, destruirá o mal poderosos (os tiranos e sejam carnais ou espirituais) que há no mundo e realizará uma renovação de todas as coisas (há sempre um viés escatológico).

Sobre a dupla aplicação

Relação ao que o povo de Deus vivia no presente ou viveria no futuro

Sobre a dupla aplicação


(Nota complementar)



• Por trás de cada mensagem simbólica, há uma aplicação em relação ao que o povo de Deus vivia no presente ou viveria no futuro (daí o nome apokaluptein desvendar, revelar).


• Esses livros que significa descobrir, se manifestam em momentos de significativa perseguição do povo judeu e cristão , seja no Antigo Testamento (como Daniel, por exemplo), seja no Novo Testamento (como Apocalipse, por exemplo).

Questão importante

Na maioria das vezes não deve ser interpretados literalmente

Linguagem figurada e metafórica, manifestada por meios de imagens, visões, revelações, símbolos etc.

Apocalíptico (Normalmente o texto contém ?)


(Nota complementar)



• Estes textos são normalmente constituídos de uma linguagem figurada e metafórica, manifestada por meios de imagens, visões, revelações, símbolos etc. e são bem característicos na literatura judaico-cristā. Por trás de cada mensagem simbólica, há uma aplicação em relação ao que o povo de Deus vivia no presente ou viveria no futuro (daí o nome apokaluptein que significa descobri, desvendar, revelar). Uma questão importante é que, na maioria das vezes, esses textos não devem ser interpretados literalmente.


• É bem comum em que esses livros se manifestem em momentos de significativa perseguiçāo do povo judeu e cristāo, seja no Antigo Testamento (como Daniel, por exemplo), seja no Novo Testamento (como Apocalipse, por exemplo). Por isso, a mensagem se baseia na esperança de uma intervenção de Deus que manifestará seu juízo, destruirá o mal (os tiranos e poderosos - sejam carnais ou espirituais) que há no mundo e realizará uma renovação de todas as coisas (há sempre um viés escatológico). Para além de livros especificos, há trechos apocalípticos em vários livros da Bíblia (Is 24-27; Ez 38-39, JI 2-3, Zc 12-14, Mt 24, Mc 13, 2Ts).

Epístola

Judas

Tiago

Pedro

13 cartas escritas por Paulo

Mensagem focada numa igreja ou pessoa, com o foco em tratar de questões concretas

Epístola (Normalmente o texto contém ?)


(Nota complementar)



• Estes textos são normalmente constituídos de uma mensagem focada a uma determinada igreja ou pessoa, com o foco em tratar de questões concretas que estavam acontecendo. O uso de carta era algo muito comum dentro do Império Romano e, como se percebe, foi um gênero literário importante para o avanço e o fortalecimento da fé cristā. Esse gênero literário constitui a maioria dos livros do Novo Testamento; sāo 21 cartas, escritas por Paulo, Pedro, João, Tiago, Judas (pelo menos as que sabemos). O conteúdo é formado por questões particulares, que pretendiam resolver os problemas das igrejas ou pessoas, e por questões gerais, que pretendiam instruir o povo de Deus em relação à fé e à vida.


• Nas cartas nós temos doutrina, exortação, advertência, encorajamento, narrativa, edificação etc. Boa parte da teologia cristā está fundamentada nesses livros.

Evangelho

O foco literário está em apresentar Jesus, sua vida e sua obra

Jo 20.31

João 20:31 NAA

[31] Estes, porém, foram registrados para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida em seu nome.

São formados por uma coleção de ensinamentos de Jesus

Evangelhos (Normalmente o texto contém ?)


(Nota complementar)



• Estes textos são formados por uma coleção de ensinamentos de Jesus, com um propósito principal, isto é, anunciar que, por meio de Cristo, há uma boa

noticia de Deus para o mundo. E isso que podemos constatar em Mateus, Marcos, Lucas (sinóticos, isto é, com um mesmo ponto de vista, de caráter mais narrativo) e João (de forma diferente dos outros, de caráter mais teológico). O foco deles não é biográfico, histórico etc, ainda que, por vezes, apresente tais informações.


• O foco literário está em apresentar Jesus, sua vida e sua obra, para que as pessoas creiam nele e sejam salvas Jo 20.31). Essa é a essência da mensagem do NT.


• Assim, entender os Evangelhos, aqui como um gênero literário, significa conhecer o conteúdo mais necessário para se interpretar toda a Biblia (PEREIRA, 2019). Para apresentar esta mensagem, os evangelhos se utilizam de parábolas, cânticos e poesias, diálogos e declarações de personagens, provérbios, citações do Antigo

Testamento (diretas e indiretas), genealogias, narrativas de milagres, narrativas de histórias da infancia de Jesus, outras narrativas em geral que juntos convergem para o objetivo central do evangelho.

Profético

Nós temos a presença de profetas

Em muitos outros

Nos Históricos

No Pentateuco

Exortações e advertências ao povo de Deus

Proféticos (Normalmente o texto contém ?)


(Nota complementar)



• Estes textos são normalmente constituídos de exortações e advertências ao povo de Deus.


• Mais do que prever o futuro, os textos de caráter profético estavam relacionados com a realidade concreta e atual do povo de Deus.


• Eles questionavam os pecados do povo: o culto displicente, a idolatria, a injustiça social, o juízo de Deus à Israel e às outras nações vizinhas, a corrupção monárquica-sacerdotal etc. Como porta-vozes da Palavra de Deus (que o povo havia esquecido ou desobedecido), os profetas falaram ("Assim diz o Senhor") a juízes, a reis, a sacerdotese ao povo. Nem todo profeta bíblico tem um livro; mas em vários livros, mesmo de estruturas narrativas diferentes, nós temos a presença de profetas (no Pentateuco, nos Históricos, Atos etc.).

Poético-sapiencial

Há livros inteiros que focam num gênero

Na Crise existencial-espiritual de Jó

Livro de Jó

Na Poesia do amor

Cantares de Salomão

Nos Cânticos

Livro de Salmos

Na Sabedoria refletida por um sábio observador

Livro de Provérbios

Livro de Eclesiastes

Aforismos

Considerar a vida, o propósito, o fim de tudo etc.

Ec 7.2

Eclesiastes 7:2 NAA


[2] Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todas as pessoas; e que os vivos o tomem em consideração.


Encontrarmos Aforismos nos livros de Sabedoria

São expressões curtas que expressam uma regra ou um princípio moral da vida.

Paralelismo

João

Luz e Trevas

Oposição a afirmação da 1° sentença

Sl 1.6

Salmos 1:6 NAA

[6] Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.

Repetição com outras palavras

Sl 119.105

Salmos 119:105 NAA


[105] Lâmpada para os meus pés é a tua palavra; ela é luz para os meus caminhos.


Na cultura hebraica, a poesia está pautada na ideia e não na rima

Cânticos e expressões de sabedoria

Poemas

Poesias

Normalmente tem poesias, poemas, cânticos e expressões de sabedoria

Poético-sapiencial


(Nota complementar)



• Estes textos são normalmente constituídos de poesias, poemas, cânticos e expressões de sabedoria. Diferente de outros, estes textos eram cantados, refletidos ou declamados em momentos de peregrinação, de reflexão, de liturgia etc. Há livros inteiros que focam na sabedoria refletida por um sábio observador (Eclesiastes, Provérbios), há livros que focam nos cânticos (Salmos), há livros que focam na poesia do amor (Cantares), há livros que focam na crise existencial-espiritual (Jó).


• Nos livros de sabedoria, por exemplo, se tem os aforismos, que são expressões curtas que expressam uma regra ou um principio moral da vida. Para além disso, a poesia se espalha em praticamente toda a Biblia.


• Na cultura hebraica, a poesia está pautada na repetição da ideia e não na rima; é o paralelismo. Esse paralelismo pode ser uma repetição com outras palavras

Legislativo-jurídico

Frequentemente, emergem 2 tipos de leis:

Leis casuísticas

Se aplicam em situações especificas do cotidiano

Dt 15.7-17

Deuteronômio 15:7-17 NAA

[7] — Se houver algum pobre entre vocês, no meio dos seus irmãos, em alguma das cidades de vocês, na terra que o Senhor, seu Deus, lhes dá, não endureçam o seu coração, nem fechem as mãos a seu compatriota pobre; [8] pelo contrário, devem abrir a mão para ele e lhe emprestar o que lhe falta, tudo aquilo de que tiver necessidade. [9] Tenham cuidado para que não haja pensamento vil em seu coração e vocês digam: “Está próximo o sétimo ano, o ano do perdão das dívidas”, fazendo com que os olhos de vocês sejam malignos para com o seu compatriota pobre, e vocês não lhe deem nada, e ele clame ao Senhor contra vocês, e vocês sejam culpados de pecado. [10] Vocês devem dar livremente, sem maldade no coração, quando lhe derem o que ele precisa, porque, por isso, o Senhor, seu Deus, os abençoará em todas as suas obras e em tudo o que vocês empreenderem. [11] Pois nunca deixará de haver pobres na terra. Por isso, eu ordeno a vocês que, livremente, abram a mão para o seu compatriota, para o necessitado, para o pobre que vive na terra de vocês. [12] — Se um de seus compatriotas, hebreu ou hebreia, for vendido a você como escravo, ele trabalhará para você durante seis anos; mas no sétimo ano você lhe dará a liberdade. [13] E, quando você o puser em liberdade, não o mande embora de mãos vazias. [14] Liberalmente, você deve lhe fornecer animais do seu rebanho e do produto da sua eira e do seu lagar; daquilo com que o Senhor, seu Deus, o tiver abençoado, você lhe dará. [15] Lembre-se de que você foi escravo na terra do Egito e de que o Senhor, seu Deus, o resgatou; por isso, hoje estou dando esta ordem a você. [16] — Se, porém, o escravo disser: “Não quero me afastar de você”, porque ama você e a sua casa e por se sentir bem com você, [17] então você deve pegar um furador e furar a orelha dele, na porta, e ele será seu escravo para sempre. Faça o mesmo com a escrava que quiser ficar.

Lv 20.9-18, 20-21

Levítico 20:9-18, 20-21 NAA

[9] — Se um homem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe, será morto. Amaldiçoou o seu pai ou a sua mãe; é responsável pela própria morte. [10] — Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera. [11] O homem que tiver relações com a mulher de seu pai terá envergonhado o seu pai; tanto aquele homem quanto a mulher serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles. [12] Se um homem tiver relações com a nora, ambos serão mortos; fizeram confusão; o seu sangue cairá sobre eles. [13] Se também um homem tiver relações com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles. [14] Se um homem tiver relações com uma mulher e com a mãe dela, isso é perversidade; queimarão tanto ele quanto elas, para que não haja maldade no meio de vocês. [15] Se também um homem tiver relações com um animal, será morto; matem também o animal. [16] Se uma mulher se aproximar de algum animal e tiver relações com ele, matem tanto a mulher como o animal; o seu sangue cairá sobre eles. [17] — Se um homem casar com a sua irmã, filha de seu pai ou filha de sua mãe, e se ele tiver relações com ela e ela tiver relações com ele, será uma indecência; portanto, serão eliminados na presença dos filhos do seu povo; ele envergonhou a sua irmã; levará sobre si a sua iniquidade. [18] Se um homem se deitar com uma mulher no período da menstruação dela e tiver relações com ela, descobrindo a sua fonte, e ela descobrir a fonte do seu sangue, ambos serão eliminados do meio do seu povo.

[20] Se um homem tiver relações com a tia, envergonhou o seu tio; levarão seu pecado sobre si; morrerão sem filhos. [21] Se um homem tomar a mulher de seu irmão, isso é impureza; envergonhou o seu irmão; ficarão sem filhos.

Leis apotídicas

Sua característica

Vem com um "não" no início do mandamento

Ex 20.3-17

Êxodo 20:3-17 NAA

[3] — Não tenha outros deuses diante de mim. [4] — Não faça para você imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. [5] Não adore essas coisas, nem preste culto a elas, porque eu, o Senhor, seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, [6] mas faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. [7] — Não tome o nome do Senhor, seu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. [8] — Lembre-se do dia de sábado, para o santificar. [9] Seis dias você trabalhará e fará toda a sua obra, [10] mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, seu Deus. Não faça nenhum trabalho nesse dia, nem você, nem o seu filho, nem a sua filha, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu animal, nem o estrangeiro das suas portas para dentro. [11] Porque em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou. [12] — Honre o seu pai e a sua mãe, para que você tenha uma longa vida na terra que o Senhor, seu Deus, lhe dá. [13] — Não mate. [14] — Não cometa adultério. [15] — Não furte. [16] — Não dê falso testemunho contra o seu próximo. [17] — Não cobice a casa do seu próximo. Não cobice a mulher do seu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.

O que vamos encontar ?

Exemplos

Muitas questões

Sacrifícios, festas e etc.

Litúrgicas

Espirituais

Culturais

Legais

Sociais

Normalmente o texto contém ?

Instruções e mandamentos ao povo de Deus

Onde está presente na Bíblia ?

Nos cinco primeiros livros da Biblia (Pentateuco)

Narrativo-histórico

Algumas subdivisões

Histórico-narrativo

Atos dos Apóstolos

Livros históricos

Romance (Caráter romântico, ao narrar o amor entre duas pessoas)

Tais quais a história de Ester e Assuero, Rute e Boaz etc. ou o próprio conteúdo do livro de Cantares

Tragédia (Caráter trágico em relação à história ou biografia de algum personagem biblico importante)

Tais quais as histórias de Sansão, Saul etc.

Épico (Caráter militar-conquistador)

Tais quais as conquistas de Josué, lsrael etc

Epopéia (Caráter heroico)

Personagens bíblicos, tais quais, Gideão, Davi

Objetivo

Transmitir uma mensagem através da narrativa

Estes textos contam uma história

Divisão Literária no Cânon

Novo Testamento

Livro apocalíptico

Cartas

Um livro de história

Evangelhos

Antigo Testamento

Livros proféticos menores

Livros proféticos maiores

Livros Sapienciais

Livros Históricos

Pentateuco

Introdução

Introdução dos gêneros literários

2 principais formas de identificar um gênero literário

2° Forma

De acordo com as formas textuais em si

1° Forma

De acordo com os livros canônicos

O princípio do sentido do texto

O que a hermenêutica comtempla ?

Simples, da parte para o todo e o todo para a parte

O que a hermenêutica contempla ?


(Nota complementar)



• Quando da parte para o todo e do todo para a parte. Assim, se compreende o texto em seu contexto, se tornando mais coerente e fácil compreender o seu verdadeiro significado ou sentido da mensagem do texto.


Cuidado

Podemos errar por falta do contexto

A resposta está na compreensão entre que é secundário o que é primário e o na leitura

Textos específicos

Existem textos específicos no contexto cultural da época

2Tm 3.16-17

2Timóteo 3:16-17 NAA


[16] Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, [17] a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

Entender o princípio que sustenta a narrativa

At 2.45

Atos 2:45 NAA

[45] Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.


Devemos descobrir o sentido para aplicar

Contém textos atemporais

Referência Bíblica

Uma questão de doutrina, supremacia em geral

1Co 11.17-32

1Coríntios 11:17-32 NAA

[17] Mas nisto que agora prescrevo, não posso elogiá-los, porque vocês se reúnem não para melhor, e sim para pior. [18] Porque, antes de tudo, estou informado de que, quando se reúnem na igreja, existem divisões entre vocês, e eu, em parte, acredito que isso é verdade. [19] E é até necessário que haja partidos entre vocês, para que também os aprovados se tornem conhecidos entre vocês. [20] Quando, pois, se reúnem no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que vocês comem. [21] Porque, quando comem, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia, e enquanto um fica com fome outro fica embriagado. [22] Será que vocês não têm casas onde podem comer e beber? Ou menosprezam a igreja de Deus e envergonham os que nada têm? Que posso dizer a vocês? Devo elogiá-los? Nisto certamente não posso elogiá-los. [23] Porque eu recebi do Senhor o que também lhes entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, pegou um pão [24] e, tendo dado graças, o partiu e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim.” [25] Do mesmo modo, depois da ceia, pegou também o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, todas as vezes que o beberem, em memória de mim.” [26] Porque, todas as vezes que comerem este pão e beberem o cálice, vocês anunciam a morte do Senhor, até que ele venha. [27] Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. [28] Que cada um examine a si mesmo e, assim, coma do pão e beba do cálice. [29] Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. [30] É por isso que há entre vocês muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. [31] Porque, se julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. [32] Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.

Uma questão de costume cultural e local

1Co 11. 2-16

1Coríntios 11:2-16 NAA

[2] Eu os elogio porque em tudo vocês se lembram de mim e retêm as tradições assim como eu as transmiti a vocês. [3] Quero, porém, que saibam que Cristo é o cabeça de todo homem, e o homem é o cabeça da mulher, e Deus é o cabeça de Cristo. [4] Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta desonra a sua própria cabeça. [5] Toda mulher, porém, que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua própria cabeça, porque é como se a tivesse rapada. [6] Portanto, se a mulher não cobre a cabeça, nesse caso, que rape o cabelo. Mas, se é vergonhoso para a mulher cortar rente ou rapar o cabelo, que ela cubra a cabeça. [7] Porque o homem não deve cobrir a cabeça, por ser ele imagem e glória de Deus, mas a mulher é glória do homem. [8] Porque o homem não foi feito da mulher, mas a mulher foi feita do homem. [9] Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher por causa do homem. [10] Portanto, por causa dos anjos, a mulher deve trazer um sinal de autoridade na cabeça. [11] No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher. [12] Porque, assim como a mulher foi feita do homem, assim também o homem nasce da mulher; e tudo vem de Deus. [13] Julguem entre vocês mesmos: é próprio que a mulher ore a Deus com a cabeça descoberta? [14] Ou a própria natureza não lhes ensina que é desonroso para o homem usar cabelo comprido? [15] E que, tratando-se da mulher, é para ela uma glória? Pois o cabelo lhe foi dado em lugar de véu. [16] Mas, se alguém quiser discutir essa questão, saiba que nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus.

O caso de primeira carta de Paulo ao Coríntios

1Co 11.1-34

1Coríntios 11:1-34 NAA

[1] Sejam meus imitadores, como também eu sou imitador de Cristo. [2] Eu os elogio porque em tudo vocês se lembram de mim e retêm as tradições assim como eu as transmiti a vocês. [3] Quero, porém, que saibam que Cristo é o cabeça de todo homem, e o homem é o cabeça da mulher, e Deus é o cabeça de Cristo. [4] Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta desonra a sua própria cabeça. [5] Toda mulher, porém, que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua própria cabeça, porque é como se a tivesse rapada. [6] Portanto, se a mulher não cobre a cabeça, nesse caso, que rape o cabelo. Mas, se é vergonhoso para a mulher cortar rente ou rapar o cabelo, que ela cubra a cabeça. [7] Porque o homem não deve cobrir a cabeça, por ser ele imagem e glória de Deus, mas a mulher é glória do homem. [8] Porque o homem não foi feito da mulher, mas a mulher foi feita do homem. [9] Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher por causa do homem. [10] Portanto, por causa dos anjos, a mulher deve trazer um sinal de autoridade na cabeça. [11] No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher. [12] Porque, assim como a mulher foi feita do homem, assim também o homem nasce da mulher; e tudo vem de Deus. [13] Julguem entre vocês mesmos: é próprio que a mulher ore a Deus com a cabeça descoberta? [14] Ou a própria natureza não lhes ensina que é desonroso para o homem usar cabelo comprido? [15] E que, tratando-se da mulher, é para ela uma glória? Pois o cabelo lhe foi dado em lugar de véu. [16] Mas, se alguém quiser discutir essa questão, saiba que nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus. [17] Mas nisto que agora prescrevo, não posso elogiá-los, porque vocês se reúnem não para melhor, e sim para pior. [18] Porque, antes de tudo, estou informado de que, quando se reúnem na igreja, existem divisões entre vocês, e eu, em parte, acredito que isso é verdade. [19] E é até necessário que haja partidos entre vocês, para que também os aprovados se tornem conhecidos entre vocês. [20] Quando, pois, se reúnem no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que vocês comem. [21] Porque, quando comem, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia, e enquanto um fica com fome outro fica embriagado. [22] Será que vocês não têm casas onde podem comer e beber? Ou menosprezam a igreja de Deus e envergonham os que nada têm? Que posso dizer a vocês? Devo elogiá-los? Nisto certamente não posso elogiá-los. [23] Porque eu recebi do Senhor o que também lhes entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, pegou um pão [24] e, tendo dado graças, o partiu e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim.” [25] Do mesmo modo, depois da ceia, pegou também o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, todas as vezes que o beberem, em memória de mim.” [26] Porque, todas as vezes que comerem este pão e beberem o cálice, vocês anunciam a morte do Senhor, até que ele venha. [27] Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. [28] Que cada um examine a si mesmo e, assim, coma do pão e beba do cálice. [29] Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. [30] É por isso que há entre vocês muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. [31] Porque, se julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. [32] Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo. [33] Assim, meus irmãos, quando vocês se reúnem para comer, esperem uns pelos outros. [34] Se alguém tem fome, que coma em casa, a fim de que vocês não se reúnam para juízo. Quanto às demais coisas, eu as ordenarei quando for aí.

Que focam a todos os leitores do texto, em todos as ocasiões

Contém textos atemporais


(Nota complementar)



• É preciso lembrar que há textos bíblicos atemporais do contexto cultural, que focam a todos os leitores do texto, em todos as ocasiões.


• Estes textos que devem ser compreendidos e obedecidos por todas as pessoas, de todas as culturas e de todos os tempos.

Bíblia

O que a Bíblia não é?

Um livro "filosófico"

Apesar de ter questões morais e racionais

Um livro "científico"

Apesar de ter ciência

Um livro "biográfico"

Apesar de ter muita biografia

Um livro "cronológico"

A Bíblia não se preocupou com eventos cronológicos

Se fosse assim Neemias seria o último do AT e Marcos e primeiro do NT

O que a Bíblia é?

O livro dos livros

Um livro de Salvação

Interpretando o contexto do texto

Sem versículite

Interpretando o contexto do texto


(Nota complementar)



• A compreensão do gênero literário começa pela de todo o texto consideração, ou seja, versículos ou palavras não podem ser interpretados de forma isolada do qual gênero esse livro pertence.

O aspecto literário da Bíblia

É a Palavra de Deus em formas literárias

O aspecto literário da Bíblia


(Nota complementar)



• Mesmo sendo Palavra de Deus, a Bíblia também é um livro com características bem humanas.


• Podemos afirmar, então que a Bíblia é também literatura!


• Nessa estrutura, a mensagem do texto, estrutura narrativa do texto (seu conteúdo) e a (sua forma) estão totalmente relacionados.

Qual a premissa para entender a Bíblia ?

Entender primeiro o gênero literário

Qual a premissa para entender a Bíblia ?


(Nota complementar)



• Em muitas situações o texto bíblico literalmente (ao pé da letra) não pode ser lido.


• A Bíblia é formada por um conjunto de narrativas presentes em gêneros literários bem específicos e as narrativas bíblicas são diferentes de qualquer outro tipo de texto produzido.


• Antes de entender o texto, o gênero literário, o leitor deve, entre outros, conhecer que sustenta a narrativa daquele texto.

O autor e o seu estilo próprio

Cada um tinha sua característica particular

O autor e o seu estilo próprio


(Nota complementar)



• Cada autor bíblico tem uma característica particular.


• Há uma história, um legado, uma intenção por trás de cada escritor que, intencionalmente ou não, se manifesta na narrativa.


• Eles estavam inseridos em um circunstancial contexto histórico e bem específico, e isso mexe com o texto!

Como os registros bíblicos chegaram até nós ?

Providência Divina

Como os registros bíblicos chegaram até nós ?


(Nota complementar)



• Os autores bíblicos estavam preocupados em que era importante naquele contexto registrar algo específico e momentâneo do povo de Deus.


• Contudo, a escritos através da providência divina intencionou que aqueles escritos serviriam para todas as pessoas em todos os tempos.


• E assim a Bíblia chegou até nós...


UNIDADE 2 A HERMENÊUTICA BÍBLICA NA HISTÓRIA A1/A3

A HERMENÊUTICA BÍBLICA NA HISTÓRIA DAS IDADES MODERNA E CONTEMPORÂNEA
Alguns Movimentos nesta época

Nova Hermenêutica de Bultmann

Método de Desmitologização

Nova Hermenêutica


(Nota complementar)



• Foco no leitor


• O leitor interpreta da maneira que entende.


• O movimento começa com ele e se estente por outros autores.


• Para Bultmann o que impõe de fato no texto bíblico é o querigmã, ou seja, a mensagem de fé, a mensagem essencial do texto bíblico, ainda que está mensagem esteja envolvida por uma apresentação mitológica.


• Precisava retirar estas camadas mitológicas ou compreender estas camadas para chegarmos ao ponto central deste ensinamento que é aquilo que importa para o querigmã.


• Foi um dos grandes nomes da "Crítica das Formas", que é a metodologia que enxergava que o valor do texto está amém da forma como ele é apresentado.


• Dava valor a mensagem como um todo, que o fez se afastar do liberalismo religioso.

Neo-ortodoxia (Barth) e Fundamentalismo

O problema desta teoria Neo-ortodoxa


• Muito ligada ao catolicismo.


• Acreditam que a Bíblia é um livro comum e que a interação do homem com ela a torna Palavra de Deus.


• Esta teoria é uma grande bobagem, pois, se a Bíblia fosse um livro comum a gente não se convertia lendo ela.



Ele é o grande provocador para trazer a biblia de volta, mas não fez de forma completa

Surgiu como uma reação ao liberalismo

séc. XX

Racionalismo

Pra eles tudo é um mito

Foi o precursor do liberalismo teológico

Interpretação com a razão

séc. XVII - XIX

Pietismo

Muitos dizem que tem muitas estorinhas

Muito simplório e abriu caminho para o racionalismo

Após a guerra dos 30 anos surge este movimento

Tem haver com piedade

séc. XVI - XIX

Confessionalismo

Problemas

Controvérsias gerou uma guerra entre católicos e protestantes

Varias confissões, cada igreja com a sua fé

Cerca de 20 a 30 confissões de fé

Site explicativo

Link do site explicando o Confessionalismo

(1555-1658)

A Reforma Protestante

Pontos Importantes da Reforma

Resgate dos pressupostos da Escola de Antioquia

Scriptura sui ipsius interpres (A Escritura é sua própria intérprete)

Sola Scriptura (somente a Escritura)

A escritura é a base

A Reforma Protestante (Pontos importantes da Reforma)


(Nota complementar)



• A escritura interpreta a escritura.


• Procuro na escritura elementos que ela mesmo tem para eu interpretá-la.


Período de retorno a Bíblia

A reforma protestante fez com que a igreja católica se reiventasse com o Concilio de Trento

A Reforma Protestante (Concílio de Trento)


(Nota complementar)


• O Concílio de Trento foi uma série de reuniões realizadas pela Igreja Católica, no contexto da chamada Contrarreforma Católica, para combater os efeitos da Reforma Protestante. Foi realizado entre 1545 e 1563 na cidade que dá nome ao concílio. Dele participaram diversas autoridades da Igreja, mas nenhum papa chegou a participar diretamente de uma sessão do concílio.


• Em partes o concílio realizou seus objetivos, pois manteve a maior parte da Europa latina católica, além de transformar a América Latina em um continente predominantemente católico.




O que foi o Concílio de Trento ?


• O Concílio de Trento foi um dos concílios mais importantes da Igreja Católica nos quase dois mil anos de sua história. Ele foi composto por 25 sessões, que duraram de 1545 até 1563, em Trento, cidade do norte da Itália.



• No concílio, a Igreja Católica tomou importantes decisões para combater a Reforma Protestante. No concílio também foram tomadas decisões sobre importantes dogmas da Igreja Católica, muitos deles criticados pelos reformistas.




Contexto histórico do Concílio de Trento


• A Igreja Católica foi hegemônica durante todo o período medieval, mas, no início do século XVI, diversas críticas eram feitas à Igreja em diversas partes da Europa. Em 1517, um monge católico chamado Martinho Lutero divulgou suas 95 teses contrárias à Igreja Católica, e o fato deu início ao processo chamado Reforma Protestante, processo que acabou com a hegemonia católica no cristianismo.


• Parte da nobreza e da burguesia germânica apoiou as ideias de Lutero, protegendo-o e financiando-o. Foi nesse contexto que surgiu na Alemanha a Igreja Luterana, a qual é considerada a primeira igreja reformista. Depois delas, diversas outras surgiram, como a calvinista e a anglicana.


• Durante a Reforma Protestante, a Igreja Católica tomou diversas decisões na tentativa de barrar o avanço do protestantismo, ação que ficou conhecida como Contrarreforma Católica. A maior parte das decisões da Contrarreforma foi tomada no Concílio de Trento.




Por que foi criado o Concílio de Trento?


• A causa imediata do Concílio de Trento foi a Reforma Protestante. Com a reforma, diversas regiões da Europa estavam abandonando o catolicismo, sobretudo o centro e o norte da Europa, e aderindo ao protestantismo.



• Após a reforma luterana na Alemanha, a reforma continuou na Suíça, com o reformador João Calvino e a criação do calvinismo. Na Inglaterra, após o papa não permitir um novo casamento do rei Henrique VIII, este realizou sua própria reforma, criando a Igreja Anglicana. O protestantismo também estava ganhando força na região escandinava.



• No início, clérigos reformistas participaram do Concílio de Trento, mas eles foram gradativamente abandonando o concílio ou sendo excluídos dele, sendo totalmente excluídos nas últimas sessões, a partir de 1562.

A igreja católica criou uma nova Vulgata

1519 - 1712

O mundo passa por grandes mudanças

Houve influências importantes para isso ocorrer

Renascimento

Influências importantes para isso ocorrer (Renascimento)


(Nota explicativa)


• O Renascimento foi um movimento cultural, artístico e político, surgido na Itália no século XIV e se estendeu até o século XVII por toda a Europa.


• Inspirado nos valores da Antiguidade Clássica e gerado pelas modificações econômicas e sociais ocorridas na Baixa Idade Média, o Renascimento reformulou a vida medieval e deu início à Idade Moderna.



Cultura renascentista


• Destacamos cinco características marcantes da cultura renascentista


Racionalismo - a razão era o único caminho para se chegar ao conhecimento. Tudo poderia ser explicado pela razão e pela ciência.


Cientificismo - todo conhecimento deveria ser demonstrado através da experiência científica.


Individualismo - o ser humano buscava afirmar a sua própria personalidade, mostrar seus talentos, atingir a fama e satisfazer suas ambições, através da concepção de que o direito individual estava acima do direito coletivo.


Antropocentrismo - o homem é visto como a suprema criação de Deus e como centro do universo. O homem agora é o centro do pensamento do próprio homem.


Classicismo - os artistas buscam sua inspiração na Antiguidade Clássica greco-romana para fazer suas obras.


Humanismo

Influências importantes para isso ocorrer (Humanismo)


(Nota explicativa)



• O Humanismo foi um movimento cultural e artístico que surgiu no final da Idade Média na Itália, no século XIV, e marcou a transição para o Renascimento.


• O Humanismo foi um movimento de glorificação do homem e da natureza humana, que surgiu nas cidades da Península Itálica, em meados do século XIV.


• O homem, considerado a obra mais perfeita do Criador, seria capaz de compreender, modificar e até dominar a natureza. Por isso, os humanistas buscavam estudar as ações do homem e suas características fundamentais, recorrendo a escritos de autores da Antiguidade, como os filósofos gregos Platão e Aristóteles.


• A religião não perdeu importância, mas também passou a ser questionada e a ser alvo de reflexões. Esse movimento favoreceu o surgimento de novas correntes cristãs, como o protestantismo.


• O estudo dos textos antigos, igualmente, despertou o gosto pela pesquisa histórica e pelo conhecimento das línguas clássicas, como o latim e o grego.


• Desta forma, o humanismo se tornou referência para muitos pensadores nos séculos seguintes, como os filósofos iluministas do século XVIII.



Principais características


• Valorizava a razão, colocando o homem em uma posição central diante de tudo.


• Estimulava o espírito científico nos estudos sociais e na filosofia natural.


• Contribuiu para o desenvolvimento da ciência.


• Influenciou o surgimento do estilo de época denominado classicismo.


• Valorização do ser humano e de suas capacidades racionais.


• Estudo dos clássicos greco-romanos.


• Produção literária em prosa, como crônicas e teatro.



Influências


• Busca por status cultural da burguesia.


• Distanciamento da influência da Igreja e dos pensamentos religiosos.


• Valorização da Antiguidade Clássica.



Desenvolvimento


• O Humanismo influenciou profundamente a arte, a ciência e a filosofia ocidentais.


• Preparou o terreno para o Renascimento.


• Moldou a cultura e o pensamento moderno.



Prensa de Gutenberg

Nota explicativa

Influências importantes para isso ocorrer (Prensa de Gutenberg)


(Nota explicativa)



• A prensa de Gutenberg foi uma máquina inventada por Johannes Gutenberg, um alemão, por volta de 1440. Essa máquina permitiu a impressão de textos de forma mais rápida, econômica e eficiente.



Como funcionava


• A prensa de Gutenberg utilizava tipos móveis de metal, ou seja, letras, números e pontos moldados em chumbo.


• Os tipos móveis podiam ser rearranjados para formar diferentes páginas de texto.


• A prensa era movimentada por uma barra de madeira.


• Os tipos móveis eram alimentados com tinta à base de óleo de linhaça.


Importância da invenção


• A prensa de Gutenberg modernizou o processo de transmissão de conhecimento.

• Possibilitou a maior velocidade na reprodução dos materiais escritos.


• Reduziu o tempo gasto na elaboração manual dos livros.


• Permitiu que qualquer pessoa pudesse acessar conhecimento em qualquer parte do mundo.



Um exemplo de publicação


• O primeiro livro publicado foi a Bíblia.


• Gutenberg imprimiu cerca de 200 Bíblias em latim e com letras góticas

Época

Séc. XV - XVI

A HERMENÊUTICA BÍBLICA NA HISTÓRIA DA IDADE MÉDIA
Escolas (Movimentos que surgiram)

Escolástica

Tinha o viés filosófico e racionalista

O que defendiam os Escolásticos ?


(Nota complementar)



• A Bíblia torna-se objeto de um verdadeiro e intenso estudo científico, contemplada por várias perspectivas que estão para além do texto.


• Tempo de um intenso estudo científico nesta época.


• A leitura e a interpretação das Escrituras apresentam um caráter mais racionalista (inclusive com questionamentos científicos), por influência da filosofia aristotélica.


• Os escolásticos defendiam a conciliação entre a fé cristã e a filosofia, buscando respostas racionais.



Princípios


• A verdade reside na alma.


• Deus é a verdade.


• O ser necessário é Deus, os seres possíveis são os demais seres existentes.


• Deus é o motor imóvel, causa do primeiro movimento do universo.



Teorias


• Os universais são apenas nomes criados para representar e agrupar os objetos que tinham características comuns.



• A teoria de Platão serviu de base para a ideia de que as pessoas possuem uma alma encarnada no corpo.




Método


• O método escolástico é um método de produção de conhecimento fundado na disputa, no confronto de perspectivas visando respostas sustentadas na razão.



Contexto


• A escolástica surgiu da necessidade de responder às exigências da fé, ensinada pela Igreja, considerada então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade.


• A filosofia medieval tentou conciliar a religião com a filosofia, ou seja, a consciência cristã com a razão filosófica e científica.


Seus principais representantes

Tomas de Aquino

1225 - 1274 d.C.

Anselmo de Cantuária

1033 - 1109 d.C.

Suas principais características

Baseada na razão e lógica

Escolástica (Suas principais características)


(Nota complementar)



Principais características


• Baseada na razão e lógica.


• Utilizava a dialética para discutir questões relacionadas com a fé.


• Buscava harmonizar a razão e a fé.


• Repensou a ideia de Platão sobre o mundo ideal.


• Considerou que a disciplina filosófica e a teologia se ajudavam mutuamente a desvendar os mistérios da fé.


Onde surgiu este movimento ?

Período de produção filosófica que ocorreu na Europa entre os séc. IX e XVI

Escolástica (Onde surgiu este movimento?)


(Nota complementar)



• A Escolástica foi um período de produção filosófica que ocorreu na Europa entre os séculos IX e XVI. Foi a base do ensino nas universidades medievais, como Oxford e Paris.


• A Escolástica surgiu na Europa no século IX e permaneceu até o início da Renascimento, no século XVI.



• Esteve situada em um período de intensidade do domínio católico sobre a Europa.



• Surgiu da necessidade de responder às exigências da fé.

Escola de Antioquia

O que evitavam ?

A interpretação alegórica e dogmática

Defendia o sentido histórico e literal de interpretação

Escola de Antioquia (O que defendia ?)


(Nota complementar)



• A Escola de Antioquia adotava uma abordagem mais literal e histórica, valorizando a interpretação gramatical e contextual das Escrituras.


• A valorizando do estudo dos textos nas línguas originas.


• Valorizava-se a intenção do autor em seu contexto original e a historicidade dos relatos bíblico.


• Enfatizava a divindade de Cristo.



São Jerônimo

347 - 420 d.C.

Teodoreto de Cirro

393 - 457 d.C.

São João Crisóstomo

344 - 407 d.C.

Teodoro de Mopsuéstia

350 - 428 d.C.

Diodoro de Tarso

350 - 392 a.C.

O que aconteceu com este movimento no tempo ?

Ele se enfraqueceu, prevalecendo o método alexandrino

Escola de Antioquia (O que aconteceu com este movimento no tempo ?)



(Nota complementar)



• Ainda que tenha exercido significativa influência no início, inclusive com a produção de alguns comentários bíblicos, com o passar do tempo esta escola de enfraqueceu, prevalecendo o método alexandrino no Idade Média.

Movimento protestante no futuro

Onde surgiu este movimento ?

Influência a partir da Síria

Escola de Antioquia (Onde surgiu este movimento ?)


(Nota complementar)



• Influência a partir da Síria.


• Instituição teológica cristã na Síria, tradicionalmente fundada por volta de 200 d.C.


• Nasceu em contraposição aos Alexandrinos.







Escola de Alexandria

O que defendia ?

Método Alegórico

Método alegórico nos dias atuais

Tem sido usado de maneira recorrente por teólogos cristãos até os dias atuais

O que significa isso?

Em encontar um sentido oculto no texto, além do significado literal

Nota complementar

Escola de Alexandria (método alegórico)


(Nota complementar)



• Defendiam que somente por meio do método alegórico poderia se alcançar o conhecimento real e verdadeiro.


• Base do método de interpretação alexandrino.


• A Escola de Alexandria era conhecida por sua abordagem alegórica e enfatizava a interpretação espiritual e simbólica das Escrituras






Principais representantes

Orígenes

185 - 254 d.C.

Clemente de Alexandria

150 - 225 d.C.

Quem influenciou?

Igreja Católica

Onde surgiu este movimento ?

No Egito

Escola de Alexandria (Inde surgiu este movimento ?)


(Nota complementar)



• Localizada numa cidade influenciada pela cultura e filosofia grega, um importante centro cultural (Biblioteca de Alexandria)


• A Escola de Alexandria foi um centro de estudos e pesquisas que existiu entre o século III a.C. e o século IV d.C. A escola foi fundada pelo rei Ptolomeu I e foi um dos principais centros de cultura grega no mundo antigo.



Período de existência


• A escola foi fundada pelo rei Ptolomeu I.


• A escola foi um centro de estudos e pesquisas por cerca de 700 anos.


• A escola foi um importante centro de estudos da saúde.


• A escola foi uma referência na medicina praticada no Império Romano.



Áreas de estudo


• A escola abrangeu diversas áreas do conhecimento, como filosofia, ciência, medicina, matemática, astronomia e teologia.


• A escola legou ao mundo duas importantes correntes de pensamento: a “empiricista” e a “metodista”.


• A escola conservou e compilou as obras de Hipócrates



Localização


• A escola foi fundada em Alexandria, no Egito

Alexandria foi fundada por Alexandre, o Grande, em 332 a.C.


• Alexandria foi uma das grandes metrópoles do Império Romano.


A Patrística

Seus representantes

Também se destacaram

Marcião

Suas contribuições para entender o AT

Conta a forma equivocada de entender o AT

Trabalho apologético contra as heresias

86 - 160 d.C.

Tertuliano

160 - 220 d.C.

Irineu de Lyon

130 - 202 d.C.

Justino Mártir

100 - 164 d.C.

Principal

Agostinho de Hipona

Sobre a interpretação bíblica

Sobre o método alegórico nas Escrituras

Sistematizou o sentido quádruplo de interpretação das Escrituras.

4 sentidos interpretativos

Sentido escatológico

Preparar para o futuro

Sentido moral

Preparar para o agir

Sentido alegórico

Significado oculto

Parte alegórica é onde cada um da a sua interpretação

Sentido literal

Significado simples

Esse método, atrelado à Tradição e à doutrina da igreja, prevaleceu no período

Diz que a Bíblia tem mais que um significado e, por isso é o + adequado na interpretação.

Exerceu uma significativa influência

Foi fundamental neste processo

354-430 d.C.

Um dos mais importantes teólogos e filósofos nos primeiros séculos do cristianismo

Problemas do método alegórico

Esta defesa de fato se fortaleceu e predominou por muito tempo.

Problemas do método alegórico


(Nota complementar)


• Defenderam como meio possível de se entender o AT e defesa da autoridade da igreja.


• Defenderam a autoridade da igreja com o objetivo de se combater as heresias.





Importante

Período dos escritos dos primeiros cristãos

Período marcado pela defesa da fé

Consolidou bases doutrinárias do cristianismo

A Patrística (importante)


(Nota complementar)



• Teve um papel fundamental na formulação e consolidação das bases doutrinárias do cristianismo.


Formou as bases das filosofias e teologias cristãs.


• Foi o grande encontro entre o cristianismo e a filosofia, que até então era vista como parte da cultura pagã greco-romana.


• Temas que tratavam: Criação do mundo, ressurreição, encarnação, corpo e alma, pecados, livre arbítrio, predestinação divina etc.



Objetivo deste movimento

Defender a fé cristã e conquistar novos fiéis

Sobre este movimento

Ocorreu na transição entre a Antiguidade e a Idade Média, entre o Séc. I - Séc. V d.C.

Sobre o nome

Foi desenvolvida por

Diversos teólogos

Diversos padres

A HERMENÊUTICA BÍBLICA NA HISTÓRIA DA ANTIGUIDADE
Alegoralização Judaica

Seu principal representante

Filo de Alexandria

No que acreditava ?

Evitar declarações aparentemente contraditórias do AT

Alegoria era necessária para evitar a literalidade de narrativas improprias de Deus

Época em que viveu

25 a.C - 45 d.C

Quem foi ?

Mais famoso alegorista judeu

Como eles faziam para interpretar o texto bíblico ?

Usavam o Midrashin

O que é ?

Tem natureza alegorica de fatos e narração de Israel

São leituras interpretativas

Não queriam o sentido literal

Eles procuravam

Sentido escuro e obscuro

Sempre um significado (alegoria)

A HERMENÊUTICA BÍBLICA SOB UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA
Período no Tempo de Jesus

Sobre os textos bíblicos em Aramaico

Citações do AT no NT

Existem referências

Diretas

Cerca de 300 citações

Indiretas

Mais de 1.000 citações

O que os autores faziam ?

Quando aparece os autores traduzem, devido a importância

Ap 22.20

Apocalipse 22:20 NAA

[20] Aquele que dá testemunho destas coisas diz: — Certamente venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!


1Co 16.22

1Coríntios 16:22 NAA


[22] Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. Maranata!

At 9.36

Atos 9:36 NAA

[36] Em Jope havia uma discípula chamada Tabita, nome este que, traduzido, é Dorcas. Ela era notável pelas boas obras e esmolas que fazia.

Jo 20.16

João 20:16 NAA

[16] Jesus disse: — Maria! Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico: — Raboni! (“Raboni” quer dizer “Mestre”.)

Jo 1.41-42

João 1:41-42 NAA

[41] Ele encontrou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: — Achamos o Messias! (“Messias” quer dizer “Cristo”.) [42] E o levou a Jesus. Jesus olhou para ele e disse: — Você é Simão, filho de João, mas agora será chamado Cefas. (“Cefas” quer dizer “Pedro”.)

Mc 15.34

Marcos 15:34 NAA

[34] E às três horas, Jesus clamou em alta voz: — Eloí, Eloí, lemá sabactani? — Isso quer dizer: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Mc 7.11

Marcos 7:11 NAA

[11] Vocês, porém, dizem que, se alguém disser ao seu pai ou à sua mãe: “A ajuda que você poderia receber de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor”,

Mc 5.41

Marcos 5:41 NAA

[41] Tomando a criança pela mão, disse: — Talitá cumi! — que quer dizer: “Menina, eu digo a você: Levante-se!”


Mt 27.46

Mateus 27:46 NAA

[46] Por volta de três horas da tarde, Jesus clamou em alta voz, dizendo: — Eli, Eli, lemá sabactani? — Isso quer dizer: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

As expressões em aramaico tem que ser traduzidas e interpretadas

Jesus

O que Jesus trouxe de benefício para a Hermenêutica?

Traz uma nova interpretação

Sua vida e obra se tornam o padrão interpretativo (se torna o centro)

Mt 5.21-22, 27-28, 31-35, 38-39, 43-44

Mateus 5:21-22, 27-28, 31-35, 38-39, 43-44 NAA

[21] — Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: “Não mate.” E ainda: “Quem matar estará sujeito a julgamento.” [22] Eu, porém, lhes digo que todo aquele que se irar contra o seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem insultar o seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem o chamar de tolo estará sujeito ao inferno de fogo.

[27] — Vocês ouviram o que foi dito: “Não cometa adultério.” [28] Eu, porém, lhes digo: todo o que olhar para uma mulher com intenção impura, já cometeu adultério com ela no seu coração.

[31] — Também foi dito: “Aquele que repudiar a sua mulher deve dar-lhe uma carta de divórcio.” [32] Eu, porém, lhes digo: quem repudiar a sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a se tornar adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério. [33] — Vocês também ouviram o que foi dito aos antigos: “Não faça juramento falso, mas cumpra rigorosamente para com o Senhor o que você jurou.” [34] Eu, porém, lhes digo: não jurem de modo nenhum; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; [35] nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser a cidade do grande Rei.

[38] — Vocês ouviram o que foi dito: “Olho por olho, dente por dente.” [39] Eu, porém, lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém lhe der um tapa na face direita, ofereça-lhe também a face esquerda.

[43] — Vocês ouviram o que foi dito: “Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo.” [44] Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês,

O que ele condenou e combateu ?

Leitura Legalista

Jesus rompe com o legalismo e condena a excêntrica preocupação com a forma religiosa em detrimento do conteúdo.

Mt 23.1-39

Mateus 23:1-39 NAA

[1] Então Jesus falou às multidões e aos seus discípulos: [2] — Na cadeira de Moisés se assentaram os escribas e os fariseus. [3] Portanto, façam e observem tudo o que eles disserem a vocês, mas não os imitem em suas obras; porque dizem e não fazem. [4] Atam fardos pesados, difíceis de carregar, e os põem sobre os ombros dos outros, mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. [5] Praticam todas as suas obras a fim de serem vistos pelos outros; pois alargam os seus filactérios e alongam as franjas de suas capas. [6] Gostam do primeiro lugar nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas, [7] das saudações nas praças e de serem chamados de “mestre”. [8] Mas vocês não serão chamados de “mestre”, porque um só é Mestre de vocês, e todos vocês são irmãos. [9] Aqui na terra, não chamem ninguém de “pai”, porque só um é o Pai de vocês, aquele que está nos céus. [10] Nem queiram ser chamados de “guias”, porque um só é o Guia de vocês, o Cristo. [11] Mas o maior entre vocês será o servo de vocês. [12] Quem se exaltar será humilhado; e quem se humilhar será exaltado. [13] — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês fecham o Reino dos Céus diante das pessoas; pois vocês mesmos não entram, nem deixam entrar os que estão entrando! [14] [— Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; por isso, vocês sofrerão juízo muito mais severo!] [15] — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês percorrem o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornam filho do inferno duas vezes mais do que vocês! [16] — Ai de vocês, guias cegos, que dizem: “Se alguém jurar pelo santuário, isso não tem importância; mas, se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou!” [17] Seus tolos e cegos! Qual é mais importante: o ouro ou o santuário que santifica o ouro? [18] E vocês dizem: “Se alguém jurar pelo altar, isso não tem importância; mas, se alguém jurar pela oferta que está sobre o altar, fica obrigado pelo que jurou.” [19] Cegos! Qual é mais importante: a oferta ou o altar que santifica a oferta? [20] Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que está sobre ele. [21] Quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita; [22] e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que está sentado no trono. [23] — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Mas vocês deviam fazer estas coisas, sem omitir aquelas! [24] Guias cegos! Coam um mosquito, mas engolem um camelo! [25] — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de roubo e de glutonaria! [26] Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! [27] — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês são semelhantes aos sepulcros pintados de branco, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! [28] Assim também vocês, por fora, parecem justos aos olhos dos outros, mas, por dentro, estão cheios de hipocrisia e de maldade. [29] — Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês edificam os sepulcros dos profetas, enfeitam os túmulos dos justos [30] e dizem: “Se nós tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices, quando mataram os profetas!” [31] Assim, vocês dão testemunho contra si mesmos de que são filhos dos que mataram os profetas. [32] Portanto, tratem de terminar aquilo que os pais de vocês começaram. [33] — Serpentes, raça de víboras! Como esperam escapar da condenação do inferno? [34] Por isso, eis que eu lhes envio profetas, sábios e escribas. A uns vocês matarão e a outros crucificarão; a outros ainda vocês açoitarão nas sinagogas e perseguirão de cidade em cidade; [35] para que recaia sobre vocês todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem vocês mataram entre o santuário e o altar. [36] Em verdade lhes digo que todas estas coisas hão de vir sobre a presente geração. [37] — Jerusalém, Jerusalém! Você mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, mas vocês não quiseram! [38] Eis que a casa de vocês ficará deserta. [39] Pois eu lhes afirmo que, desde agora, não me verão mais, até que venham a dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”

Lc 11.45-52

Lucas 11:45-52 NAA

[45] Então, tomando a palavra, um dos intérpretes da Lei disse a Jesus: — Mestre, ao dizer estas coisas o senhor está ofendendo também a nós! [46] Mas Jesus respondeu: — Ai de vocês também, intérpretes da Lei! Porque sobrecarregam os outros com fardos superiores às suas forças, mas vocês nem sequer com um dedo tocam nesses fardos. [47] Ai de vocês! Porque edificam os túmulos dos profetas que os pais de vocês assassinaram. [48] Assim, são testemunhas e aprovam com cumplicidade as obras dos pais de vocês; porque eles mataram os profetas, e vocês edificam túmulos para eles. [49] Por isso, também disse a sabedoria de Deus: “Mandarei para eles profetas e apóstolos, e a alguns deles matarão e a outros perseguirão”, [50] para que desta geração se peçam contas do sangue dos profetas, derramado desde a fundação do mundo, [51] desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi assassinado entre o altar e o santuário. Sim, eu afirmo a vocês que se pedirão contas a esta geração. [52] Ai de vocês, intérpretes da Lei! Porque vocês pegaram a chave do conhecimento. No entanto, vocês mesmos não entraram e impediram os que estavam entrando.

Seus principais embates

Intérpretes da lei

Jesus questiona os intérpretes da lei em grande parte do tempo

Usavam a Midrash

Características

Era uma tradição

Lia em hebraico e explicava e aplicava em aramaico

Aplicavam a Midrash para o povo

Descrição completa

Método de interpretação da Bíblia Judaica

Escribas (descrição completa do Midrash)


(Nota complementar)


• O Midrash é uma exposição dos sábios que buscam o verdadeiro significado da Torá. É uma forma de entender as implicações da lei judaica e de extrair significados mais profundos e aplicáveis para a vida cotidiana.


• O termo midrash designa uma exegese profunda e contrária ao método de peshat, tentando penetrar e revelar o espirito das Escrituras, cercando por todos lados, examinando, revelando às interpretações que não são óbvias na leitura superficial do texto.


• É um dos dois tipos de interpretação típicas da hermenêutica rabínica, juntamente com o Pesher.


• O Midrash consistia em buscar o sentido oculto que estava além do significado evidente da passagem.



• Midrash é um método de interpretação da Bíblia judaica que busca compreender o significado literal e mais profundo dos textos. É uma tradição que se baseia na visão cíclica da história e que utiliza parábolas e historietas.



Método de interpretação bíblica que expande o significado literal dos textos.



Objetivo


• Extrair significados mais profundos e aplicáveis para a vida cotidiana.



Características


• Utiliza parábolas e historietas, relaciona princípios morais e éticos.



Sua base


• Visão cíclica da história, onde o acontecimento central é continuamente atualizado.



Utilização


• Reconcilia aparentes contradições bíblicas, estabelece a base bíblica de novas leis.

Etimologia

Vem do radical hebraico darash, que significa pesquisar, investigar.

Contexto da época

Sinagogas

Surgiram talvez no exílio

Sinagogas tem um papel importante

Judaísmo

Surgimento do Judaísmo como uma religião

Judeus

Mativeram a tradição/a tora, mas esqueceram a essência

Se tornaram extremamente zelosos

Período Interbíblico

O que houve dentro deste período Interbíblico ?

Nasceu neste periodo o "Judaismo do Segundo Templo"

Construção e Destruição do Segundo Templo

3 pontos a notar: a construção, inauguração e destruição

Construção e Destruição do Segundo Templo


(Nota complementar)



• Foi construído em 535 a.C., sob a autoridade de Zorobabel, neto de Jeconias.


• Foi consagrado em 516 a.C.


• Foi destruído em 70 d.C. pelas legiões romanas.

Características do judaísmo do Segundo Templo

Centrado no Templo de Jerusalém

Características do judaísmo do Segundo Templo)


(Nota complementar)



• O foco era no Templo e no sacrifício animal.


• A Torá, ou lei ritual, era importante e ensinada pelos sacerdotes do Templo.


• O conceito de escritura desenvolveu-se lentamente.


• A leitura e o estudo das escrituras foram um desenvolvimento tardio.

Compreendido entre a construção do Segundo Templo, em Jerusalém, 515 a.C., e sua destruição, pelos romanos, em 70 d.C.

Judaísmo do Segundo Templo


(Nota complementar)



• Judaísmo do Segundo Templo é o judaísmo praticado no período compreendido entre a construção do Segundo Templo, em Jerusalém, 515 a.C., e sua destruição, pelos romanos, em 70 d.C..


• O desenvolvimento do cânone da Bíblia Hebraica, a sinagoga, as expectativas apocalípticas judaicas para o futuro e a ascensão do Cristianismo podem ser rastreados até o período do Segundo Templo.

Quem era o Rei que estava a frente neste período ?

Antíoco IV Epifânio

Acontecimento importante neste período

Perseguição aos judeus e revolta dos macabeus

Período Interbíblico (perseguição aos judeus e revolta dos Macabeus)


(Nota complementar)



• Como Jerusalém era dominada pelos gregos, a adoração a Deus e os ritos judaicos foram proibidos sob pena de morte. No Segundo Templo, Antíoco IV ordenou que um altar de culto a Zeus fosse erguido e que os sacrifícios deveriam ser feitos aos pés de um ídolo na imagem do rei. Porém, os judeus se enfureceram com aquilo e, sob a liderança de Judas Macabeu, judeu e antigrego, puseram os incitados hassidianos em uma guerra de guerrilha e várias vezes derrotaram os generais que Antíoco havia encomendado para lidar com o levante. Judas recusou uma anistia parcial, conquistou a Judéia, com exceção da Acra em Jerusalém, e em dezembro de 164 a.C. foi capaz de derrubar o altar de Zeus e reconsagrar o Templo. Antíoco aparentemente subestimou a força do movimento hassidiano, que estava por trás do sucesso em manter uma organização independente no estado da Judéia por cerca de um século.


• O espírito de luta dos judeus era ainda mais impressionante porque, no início de sua rebelião em 166 a.C., Antíoco acabou de demonstrar seu poder ao mundo em Dafne, perto de Antioquia, com uma grande revisão de seu exército: 46.000 soldados de infantaria desfilaram, entre eles uma falange macedônia de 20.000 homens e 500 mercenários equipados com armas romanas, seguidos por 8.500 cavaleiros e 306 elefantes com armadura.



Morte de Antioco Epifânio


• No mesmo ano, Antíoco Epifânio faleceu em decorrência de uma doença (câncer). Sua morte é vista por muitos como um cumprimento da profecia registrada em Daniel 11:45.

Proibições para judeus

Era um desafio ler os textos bíblicos

De carregar uma simples copia dos escritos sagrados

De ler

Época

Governou a Síria entre 175 a.C. e 164 a.C

Sua dinastia ?

Rei helenístico da dinastia selêucida

Importância do Período Interbíblico

Impactou o contexto sócio-cultural do Novo Testamento

Importância do Período Interbíblico


(Nota complementar)



• Este período foi importante para a cultura e história judaica, e impactou o contexto sócio-cultural do Novo Testamento.


• A diversidade de crenças e práticas deste período preparou o terreno para as inovações do cristianismo primitivo.


• A comunidade de Qumran preservou muitos dos documentos que relatam a história deste período.

Suas principais características

Foi marcado por mudanças políticas, culturais e religiosas

Período Interbíblico (Principais características)


(Nota complementar)



O período interbíblico, também conhecido como período intertestamentário, é o intervalo entre o Antigo e o Novo Testamento da Bíblia. Este período durou cerca de 400 anos, desde o final do ministério de Malaquias até o nascimento de Jesus Cristo.



Características do período interbíblico


• Foi um período de silêncio profético, desde a profecia de Malaquias até o surgimento de João Batista que pregou e reabriu a comunicação profética.


• A população judaica estava dividida em várias facções, com diferentes visões religiosas e políticas.


• Os povos do período interbíblico eram diversificados, refletindo as várias influências culturais e políticas.

• O domínio romano trouxe tensões religiosas e culturais, com confrontos frequentes.


• Os judeus esperavam a vinda de um Messias que libertaria o povo judeu do domínio romano.


• Foi um período de silêncio profético, desde a profecia de Malaquias até o surgimento de João Batista.


• Foi marcado por mudanças políticas, culturais e religiosas.


• Os judeus estiveram sob domínio de diferentes impérios, como os persas, gregos e romanos.


• Surgiram novas instituições e seitas religiosas, como os fariseus, saduceus, essênios e herodianos.

O que foi este período ?

Foi marcado pelo silêncio profético

Período Interbíblico ou Intertestamentário


(Nota complementar)



• Esse é o tempo que decorre entre o fim do Antigo Testamento e os acontecimentos do Novo Testamento que durou 430 anos. Esse tempo é conhecido como Período Interbíblico, que marca o silêncio profético de Malaquias até a pregação de João Batista.


• Durante muito tempo, esse período de silêncio recebeu muita atenção.

Período sobre o Exílio (cativeiro)

Período Pós-exilio (cativeiro)

3 formas de transmissão da PALAVRA (pós-exilio)

Escribas

Benefícios

Copiava os textos sagrados com fervor e cuidado

Tal preocupação preservou a escritura

Suas superstições

Tinham superstições com os números de palavras

Nota complementar

Escribas e suas superstições


(Nota complementar)



• Tinham superstições com os números de palavras


• Se errassem a tradução não jogavam num lixo comum, tinha um lixo sagrado chamado geniza (lixo específico apenas para obras sagradas)


• Exagero com a forma (literaridade extrema)


• Traduções especulativas. Se preocupavam com a forma, com a letra e etc..


• Menosprezavam as vezes o que o autor quiz dizer


Quem eram ?

Eles eram estudiosos, especialistas legais e professores

Quem eram os Escribas ?


(Nota complementar)



• Eram muito mais do que meros copistas. Eles eram estudiosos, especialistas legais e professores que desempenharam um papel fundamental na preservação, interpretação e transmissão dos textos bíblicos.


Targuns

O que são os Targuns ?

A palavra aramaica "targum" significa “interpretação” ou “tradução”

Targuns


(Nota complementar)



• Originalmente, os targuns faziam parte da tradição oral judaica, mas depois foram colocados por escrito.


• Utilizavam o Targuns (hebraico significa "tradução"), que era do hebraico (nosso antigo testamento) para o aramaico (língua falada pelo povo)




Tradução comentada do texto sagrado


• Tradução com comentários (bem homiletico, quase uma pregação)



Tradição Oral

O que Esdras (sacerdote/escriba)faz ?

Dessa forma conseguiriam entender e aplicar

Necessidade de explicar o hebraico (livro) para o aramaico (língua deles)

Iam lendo e dando explicações

Lê o livro da lei em voz alta a todos

Referência Bíblica

Ne 8.1-3

Neemias 8:1-3 NAA

[1] Quando chegou o sétimo mês e os filhos de Israel já estavam morando nas suas cidades, todo o povo se reuniu, como um só homem, na praça, diante do Portão das Águas. E pediram a Esdras, o escriba, que trouxesse o Livro da Lei de Moisés, que o Senhor havia ordenado a Israel. [2] Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei diante da congregação, composta por homens, mulheres e todos os que eram capazes de entender o que ouviam. Era o primeiro dia do sétimo mês. [3] Esdras leu o livro em voz alta, diante da praça que fica em frente ao Portão das Águas, desde o amanhecer até o meio-dia, na presença dos homens, das mulheres e dos que podiam entender. E todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei.

Evento litúrgico (praça em Judá)

Antes do texto ser escrito ele foi oralizado (pai pra filho)

Tradição oral


(Nota complementar)



• Antes de a Palavra de Deus ser escrita e distribuída, ela foi transmitida de forma oral.


• Era algo sério entre os povos antigos do Oriente, sem a

mínima condição de ser perder algo.


• Além do relato histórico sobre o que Deus tinha realizado, havia a aplicação da história à realidade.

O que aconteceu na volta à Jerusalém (Judá) ?

Eliminam a Idolatria

Eles tem outros problemas, menos este

Após o cativeiro ele não sofrem mais com o problema

Idioma sofreu mudanças

Poucos falavam a língua original (hebraico)

Período do exilio (cativeiro)

O que ocorreu na Babilônia ?

Perda do idioma nativo

Foram influenciados no idiama de outras nações

Muitos deixaram de falar o Hebraico e usaram o aramaico (lingua babilônica)

Perda da identidade

Foram 70 anos de exilio bebendo da cultura babilônica

Período Pré-exilio (cativeiro)

O motivo do cativeiro

Culto displicente

Injustiça Social

Idolatria

Abandono da lei

O que é Hermenêutica?

É a ciência da interpretação bíblica

Hermenêutica é uma ciência ?


(Nota complementar)



• Levamos em conta os processos sociais e culturais no processo de compreensão e significado de um objeto de interpretação.

Como se faz o Processo Hermenêutico ?

História e hermenêutica são indissociáveis (não pode ser separado)

Exemplo

Paulo e a carne sacrificadas a ídolos

Não se faz isoladamente sem levar em conta o contexto

Como se faz o Processo Hermenêutico ?


(Nota complementar)



• Não se faz isoladamente sem levar em conta o contexto.


• Olho para o texto, sua estrutura, a cultura da época, os personagens e etc.


• Não existe hermenêutica sem história.

UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AO TEMA: PRESSUPOSTOS, CONCEITOS E DEFINIÇÕES A1/A3

A HERMENÊUTICA E A SUA RELAÇÃO COM A TEOLOGIA

Naose faz hermenêutica isoladamente sem o contexto.

Sem hermenêutica, não existe teologia. Isso porque a hermenêutica é a ciência da interpretação

A hermenêutica e sua relação com a teologia


(Nota complementar)



• A ciência que se dedica a explorar e a analisar os diversos significados que emergem de toda produção linguística e que, dessa forma, nos permite realizar uma leitura crítica da realidade.


O QUE É HERMENÊUTICA?
Descrição

Extrair significados e o sentido do texto

Ciência, técnica que tem por objeto a interpretação de textos religiosos

Nota complementar

O que é Hermenêutica ?


(Nota complementar)


• Hermenêutica é uma palavra com origem grega e significa a arte ou técnica de interpretar e explicar um texto ou discurso.




A BÍBLIA, O LIVRO SAGRADO A SER INTERPRETADO
Biblia é

Iluminada

A escritura que é inspirada

Ato de Deus

Como Deus se revela ?

Revelação individual (única)

Propósito individual para cada crente

Deus trabalha não só no atacado, mas no varejo

Revelação especial (verbal)

Pregação

Aos apóstolos

No Éden

Falou na criação

Por meio da Revelação Geral (não verbal)

Através da Natureza

Através do Universo

Pressuposto fundamental da Bíblia

Infalível

Revelada

Inspirada

Inerrante

Ela é autoridade máxima

É a palavra de Deus

PRESSUPOSTOS INICIAIS
O que são pressupostos ?

Sinônimos

Suposições

Hipótese

O que se acredita ou se julga saber por antecipação

Exemplos

Partimos do pressuposto de que ele tinha dinheiro, mas tinha

PLANO DE ENSINO

MATERIAIS DE APOIO
A importância do Método Histórico- Gramatical na Hermenêutica Pentecostal
A hermenêutica pentecostal e o contexto histórico
Respondendo objeções à Hermenêutica Pentecostal
É apropriado dizer que Isaías 14 e Ezequiel 28 se referem ao Diabo?
Lucifer não é o nome do diabo (YouTube)
O perigo da interpretação alegórica e a interpretação de alegorias bíblicas (YouTube)
As regras da Hermenêutica Bíblica | Pastor Carlos Vailatti (YouTube)
A importância da Hermenêutica Bíblica | Russel Shedd (YouTube)
Um esboço histórico da hermenêutica biblica: da época do novo testamento aos dias atuais
A centralidade das escrituras nos pais da igreja
Aspectos hermenêuticos em Santo Agostinho
Breve história da escola de Antioquia e sua influência na Hermenêutica da reforma protestante
O dilema do método histórico-crítico na interpretação bíblica
A Bíblia como literatura e a literatura da bíblia
A Bíblia como fonte literária
PDF (SLIDES)
Aula 10
Aula 9
Aula 8
Aula 7
Aula 6
Aula revisional 1
Aula 5
Aula 4
Aula 3
Aula 2
Aula 1
Aula de Apresentação
LIVRO DIDÁTICO